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Biogénesis Bagó lança Comitiva Produz+ no Congresso Mundial Brangus para fortalecer sanidade na pecuária brasileira

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Projeto itinerante busca reforçar manejo sanitário na pecuária

A Biogénesis Bagó anunciou o lançamento da Comitiva Produz+ durante o Congresso Mundial Brangus 2026, realizado entre os dias 12 e 25 de março. A iniciativa faz parte da segunda etapa do Projeto Produz+ e terá caráter itinerante, percorrendo diversas regiões pecuárias do Brasil ao longo do ano.

A proposta é levar informação técnica e conscientizar produtores sobre a importância de manter programas sanitários estratégicos nas diferentes fases da produção pecuária, tanto de corte quanto de leite. A comitiva participará de eventos, dias de campo e visitas técnicas, promovendo diálogo direto com pecuaristas e profissionais do setor.

Fim da vacinação contra aftosa exige mais atenção à prevenção

A criação da Comitiva Produz+ surge em um momento de transição sanitária no país. Com o avanço do status sanitário brasileiro e o fim da vacinação obrigatória contra a Febre Aftosa em diversos estados, especialistas alertam para o risco de abandono de outras práticas básicas de prevenção.

Segundo o gerente de Marketing LATAM da Biogénesis Bagó, Carlos Godoy, a retirada da obrigatoriedade da vacina não significa que os desafios sanitários tenham diminuído.

“O pecuarista brasileiro alcançou um nível de excelência que permitiu a suspensão da vacinação contra a febre aftosa, mas isso não reduz os riscos sanitários presentes no dia a dia das propriedades”, afirma.

De acordo com ele, manter protocolos sanitários eficientes é essencial para proteger os rebanhos contra doenças que geram prejuízos produtivos em toda a América Latina.

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Protocolos sanitários adaptados para corte e leite

A Comitiva Produz+ segue os princípios da chamada Missão Produz+, que estabelece estratégias específicas para cada fase da produção pecuária.

Na pecuária de corte, as orientações incluem:

  • Proteção da matriz durante a gestação na fase de cria
  • Garantia de imunidade adequada para os bezerros
  • Prevenção de doenças respiratórias e gastrointestinais nas etapas de recria e engorda
  • Redução de perdas de peso e melhoria da conversão alimentar

Já na pecuária leiteira, o foco está em:

  • Prevenção da mastite
  • Controle de parasitas
  • Regulação hormonal para aumentar a eficiência da lactação

Segundo Godoy, o objetivo é levar conhecimento prático para o produtor rural e mostrar que a prevenção sanitária contínua é um fator essencial para a rentabilidade das propriedades.

Congresso Mundial Brangus reúne produtores e especialistas

O Congresso Mundial Brangus 2026 é considerado um dos principais encontros internacionais da raça Brangus, colocando o Brasil em destaque no cenário global da genética bovina e da produção de carne.

Entre os dias 12 e 17 de março, o evento promoveu giras técnicas em fazendas nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e São Paulo, com início na cidade de Uruguaiana.

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A segunda etapa ocorre entre 18 e 21 de março no Parque de Exposições Ney Braga, em Londrina, reunindo palestras, debates técnicos e atividades voltadas à cadeia produtiva da carne.

Intercâmbio internacional fortalece pecuária latino-americana

Patrocinadora ouro do evento, a Biogénesis Bagó também organizou uma missão internacional com mais de 40 pecuaristas e médicos-veterinários da Argentina.

A iniciativa busca promover o intercâmbio de conhecimento entre produtores brasileiros e argentinos, reforçando o desenvolvimento da raça Brangus e fortalecendo a pecuária regional.

Durante a etapa em Londrina, equipes comerciais da empresa também conduzirão palestras técnicas e encontros com produtores rurais no estande da marca.

Segundo Godoy, o objetivo é ampliar a integração produtiva na região.

“Queremos estimular um intercâmbio que fortaleça a pecuária de toda a América Latina, consolidando a sanidade preventiva como base para a produção e exportação de carne de alta qualidade”, conclui.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Irrigação impulsiona produtividade, renda e empregos no agronegócio brasileiro, aponta estudo da ABIMAQ e USP/ESALQ

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A expansão da agricultura irrigada no Brasil pode transformar a produtividade no campo, ampliar a geração de empregos e fortalecer o desenvolvimento econômico regional. É o que revela um estudo inédito realizado pela ABIMAQ em parceria com o GPP/USP/ESALQ, que analisou polos de irrigação na Bahia, Minas Gerais, Mato Grosso e Rio Grande do Sul.

O levantamento aponta que municípios com forte presença de irrigação apresentam indicadores econômicos e sociais significativamente superiores aos demais municípios rurais de seus estados, reforçando o papel estratégico da irrigação para o agronegócio brasileiro.

Polos irrigados concentram maior renda e desenvolvimento econômico

Segundo o estudo, os polos de irrigação oferecem remunerações mais elevadas em comparação às demais regiões rurais analisadas.

Na Bahia, a renda média nos municípios irrigados é 68,6% superior. Em Minas Gerais, o avanço chega a 42,85%, enquanto no Rio Grande do Sul e Mato Grosso os ganhos são de 11,96% e 8,13%, respectivamente.

Além do aumento na renda, os polos irrigados também apresentam menor vulnerabilidade social. Em Mato Grosso, por exemplo, o percentual de beneficiários de programas de transferência de renda é cerca de 50% menor do que nos demais municípios rurais.

O desempenho econômico também chama atenção. O estudo mostra que o PIB per capita nos polos irrigados pode ser até 256% maior, com destaque para Mato Grosso, onde o indicador supera R$ 182 mil, um dos maiores níveis identificados pelos pesquisadores.

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Brasil pode ampliar área irrigada em mais de cinco vezes

O potencial de crescimento da irrigação no país é considerado expressivo. Dados da ANA (Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico) indicam que o Brasil possui atualmente 8,2 milhões de hectares equipados para irrigação, mas essa área pode crescer mais de cinco vezes, com a incorporação de 55,85 milhões de hectares adicionais.

Desse total, aproximadamente 48% das áreas potenciais são ocupadas por pastagens, o que abre espaço para expansão produtiva com maior eficiência agrícola.

De acordo com Luiz Paulo Heimpel, vice-presidente da Câmara Setorial de Equipamentos de Irrigação da ABIMAQ, a irrigação tende a ganhar ainda mais relevância diante dos desafios climáticos e da necessidade de elevar a eficiência produtiva no campo.

Expansão da irrigação gera impacto direto na economia rural

As simulações realizadas pelos pesquisadores mostram que os efeitos econômicos da irrigação são imediatos e duradouros.

A cada 1.600 hectares incorporados ao sistema irrigado, o valor adicionado bruto da agropecuária pode crescer cerca de R$ 8,27 milhões no curto prazo, além da geração de empregos formais no meio rural.

No longo prazo, esse impacto econômico pode atingir quase R$ 14 milhões, consolidando a irrigação como ferramenta de fortalecimento da competitividade agrícola brasileira.

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Setor aponta quatro pilares para expansão sustentável da irrigação

Apesar do potencial, o avanço da irrigação no Brasil depende de investimentos e políticas públicas estruturadas. O estudo destaca quatro fatores considerados essenciais para ampliar a tecnologia no país:

  • Acesso à energia com custos competitivos;
  • Formação de mão de obra qualificada;
  • Gestão eficiente dos recursos hídricos;
  • Ampliação da conectividade no campo.

Na avaliação dos pesquisadores, a irrigação deve ocupar posição estratégica na política agrícola nacional e na agenda de segurança alimentar.

“A irrigação traz previsibilidade para o produtor, reduz riscos e melhora a produtividade. Os dados mostram que seus efeitos vão além da produção, com impacto direto na renda e no desenvolvimento das regiões”, afirma Luiz Paulo Heimpel.

Irrigação ganha protagonismo diante das mudanças climáticas

Com eventos climáticos cada vez mais frequentes e desafiadores para a produção agrícola, a irrigação se consolida como uma das principais ferramentas para garantir estabilidade produtiva, segurança alimentar e competitividade do agronegócio brasileiro.

O estudo completo será lançado oficialmente no fim de maio e deve servir de base para discussões sobre políticas públicas voltadas à expansão sustentável da agricultura irrigada no Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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