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Queda na devolução de embalagens de defensivos em MG acende alerta para recolhimentos ilegais

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Minas Gerais registra queda na devolução correta de embalagens agrícolas

O estado de Minas Gerais apresentou redução no volume de devolução adequada de embalagens vazias de defensivos agrícolas. Em 2025, foram destinadas corretamente 4.246 toneladas, o equivalente a 6% do total nacional, que somou 75.996 toneladas.

No ano anterior, o volume havia sido maior, com 4.403 toneladas devolvidas. A queda acende um sinal de alerta para o avanço de práticas irregulares no campo.

Recolhimentos ilegais ganham espaço e preocupam setor

Um dos principais fatores associados à redução é o aumento dos chamados “recolhimentos ilegais”. A prática consiste na coleta de embalagens diretamente nas propriedades rurais, sem vínculo com o sistema oficial.

Em alguns casos, produtores são enganados por pessoas que se apresentam como representantes autorizados. Em outros, a entrega ocorre de forma consciente, mas fora das normas. Em ambos os cenários, há descumprimento da legislação e riscos ambientais.

Legislação exige devolução em unidades credenciadas

De acordo com a Lei Federal nº 14.785/2023, é responsabilidade do produtor rural realizar a tríplice lavagem das embalagens, inutilizá-las e devolvê-las no prazo de até 12 meses após a compra.

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A devolução deve ocorrer exclusivamente em unidades credenciadas do Sistema Campo Limpo ou em ações itinerantes autorizadas.

O descarte em lixo comum, a queima, o abandono no campo ou a venda a terceiros são práticas ilegais, que podem gerar danos ambientais e responsabilização judicial.

Falta de rastreabilidade compromete segurança ambiental

Segundo Jair Furlan, do Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias, o problema vai além do descumprimento legal.

De acordo com o especialista, quando a embalagem não passa por uma unidade credenciada, todo o processo de rastreabilidade e destinação ambiental adequada é comprometido, colocando em risco o solo, a água e a saúde das comunidades rurais.

Estado conta com ampla estrutura para devolução correta

Minas Gerais possui uma rede estruturada para garantir a destinação adequada das embalagens. Atualmente, o estado conta com sete centrais de recebimento, mais de 60 postos fixos e cerca de 200 pontos itinerantes ao longo do ano.

Além disso, mais de 30 associações de revendas atuam em parceria para viabilizar a logística reversa em diversas regiões.

Nova unidade deve ampliar atendimento em Governador Valadares

Para fortalecer a rede de recebimento, o município de Governador Valadares deverá receber uma nova unidade, ampliando a capacidade de atendimento na região.

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A iniciativa busca facilitar o acesso dos produtores ao sistema oficial e reduzir práticas irregulares.

Brasil se destaca em logística reversa no agronegócio

No cenário nacional, o Brasil conta com um sistema consolidado e baseado na responsabilidade compartilhada entre produtores, indústria, canais de distribuição e poder público.

Em 2025, o país superou a marca de 900 mil toneladas de embalagens destinadas corretamente, consolidando o Sistema Campo Limpo como uma das principais iniciativas ambientais do agronegócio mundial.

Agendamento online facilita devolução para produtores

Para tornar o processo mais ágil, produtores rurais podem realizar o agendamento da devolução de embalagens de forma digital, por meio do site oficial do Sistema Campo Limpo.

A ferramenta permite escolher o local e o horário mais adequados, contribuindo para o cumprimento da legislação e para a destinação ambiental correta.

Destinação correta é responsabilidade legal e ambiental

A devolução adequada das embalagens de defensivos agrícolas é uma obrigação legal e uma medida essencial para a preservação ambiental.

O cumprimento das normas garante segurança ao campo, protege os recursos naturais e contribui para a sustentabilidade do agronegócio brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Carne suína: percepção de oferta confortável pressiona preços e trava mercado no Brasil

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O mercado brasileiro de carne suína registrou uma semana de comportamento misto entre o quilo vivo e os cortes negociados no atacado. A pressão predominante veio da percepção de que a oferta de animais segue confortável, fator que limita reajustes e mantém o setor em ritmo lento de negociações.

Segundo o analista da Safras & Mercado, Allan Maia, a indústria adotou uma postura mais reticente nas compras do suíno vivo em Minas Gerais ao longo da semana. O movimento reflete a percepção de equilíbrio — ou até excesso — na oferta disponível, o que reduz o poder de barganha dos produtores.

Ao mesmo tempo, os frigoríficos monitoram o escoamento da carne suína no mercado interno, que apresenta leve melhora, mas ainda sem força suficiente para sustentar altas mais consistentes nos preços.

Consumo pode ganhar tração na primeira quinzena de julho

De acordo com Maia, as expectativas do setor se concentram na primeira metade de julho, período tradicionalmente associado ao aumento da circulação de renda com o pagamento de salários.

Além disso, o avanço do inverno em diversas regiões do país tende a favorecer o consumo de proteínas, especialmente carnes de preparo doméstico. Outro fator de atenção é a competitividade da carne suína frente à bovina, o que pode ampliar a demanda no varejo.

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No cenário externo, as exportações seguem como principal variável positiva para o setor em 2026, funcionando como importante amortecedor para o mercado interno.

Preços do suíno vivo recuam na média nacional

Levantamento da Safras & Mercado apontou que a média do quilo do suíno vivo no Brasil recuou de R$ 5,34 para R$ 5,28 ao longo da semana.

No atacado, a média dos cortes de carcaça ficou em R$ 8,89, enquanto o pernil foi negociado a R$ 11,18.

Cotações variam entre estabilidade e ajustes regionais

No mercado paulista, a arroba suína subiu de R$ 101,00 para R$ 102,00, indicando leve reação pontual.

Em outras regiões, o comportamento foi mais heterogêneo:

  • No Rio Grande do Sul, o quilo vivo na integração caiu de R$ 5,55 para R$ 5,15, enquanto no interior avançou de R$ 5,10 para R$ 5,15
  • Em Santa Catarina, a integração recuou de R$ 5,55 para R$ 5,15, enquanto o interior subiu de R$ 5,05 para R$ 5,10
  • No Paraná, o mercado livre avançou de R$ 4,90 para R$ 5,00, e a integração manteve R$ 5,60
  • Em Mato Grosso do Sul, Campo Grande ficou estável em R$ 5,10, enquanto a integração recuou de R$ 5,55 para R$ 5,15
  • Em Goiás, os preços subiram de R$ 5,40 para R$ 5,50
  • Em Minas Gerais, o interior caiu de R$ 6,00 para R$ 5,90, enquanto o mercado independente ficou estável em R$ 6,10
  • Em Mato Grosso, Rondonópolis manteve R$ 5,50, enquanto a integração recuou de R$ 5,55 para R$ 5,15
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O cenário geral reforça um mercado fragmentado, com variações pontuais e ausência de tendência única.

Exportações seguem em queda no comparativo anual

As exportações brasileiras de carne suína in natura somaram US$ 212,827 milhões em junho, considerando 14 dias úteis, com média diária de US$ 15,202 milhões.

O volume embarcado atingiu 84,663 mil toneladas, com média diária de 6,047 mil toneladas, enquanto o preço médio ficou em US$ 2.513,8 por tonelada.

Na comparação com junho de 2025, houve:

  • queda de 5,2% no valor médio diário
  • recuo de 1% na quantidade média diária
  • redução de 4,3% no preço médio

Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) e reforçam um cenário de leve perda de ritmo nas exportações, apesar de o setor seguir relevante para o equilíbrio da cadeia produtiva.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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