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Fundo da Marinha Mercante aprova R$ 6 bilhões em projetos para o setor naval

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O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor), por meio do Conselho Diretor do Fundo da Marinha Mercante (CDFMM), aprovou projetos que somam R$ 6 bilhões em investimentos durante a 62ª Reunião Ordinária, realizada nesta quarta-feira (18). Ao todo, foram aprovadas 13 propostas, com potencial para gerar cerca de 2,8 mil empregos diretos e viabilizar 95 obras no setor naval.

Entre os principais projetos aprovados está o do Porto Central, no Espírito Santo, voltado à infraestrutura portuária, com investimento de R$ 2,18 bilhões, contribuindo para ampliar a capacidade logística e fortalecer o sistema portuário nacional.

Na sequência, aparece o projeto da Petrobras, que contempla a construção de quatro embarcações para transporte de derivados de petróleo, com investimento de R$ 2,17 bilhões, sendo um dos maiores aportes da carteira.

Outro destaque é o da GDE Transportes Ltda., que prevê a construção de 35 embarcações destinadas ao transporte de combustíveis na região Norte, com investimento de R$ 380,3 milhões. A iniciativa reforça o papel do transporte hidroviário no abastecimento de regiões que dependem dos rios para a chegada de bens essenciais.

Os investimentos incluem ainda projetos de construção de embarcações de apoio marítimo, navegação interior e carga, além de iniciativas de manutenção, reparo, modernização e ampliação de estaleiros em diferentes estados, como Amazonas, Bahia, Rio de Janeiro e São Paulo.

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“Estamos falando de uma carteira de quase R$ 6 bilhões que impulsiona a indústria naval, gera empregos e fortalece a infraestrutura logística em diferentes regiões do Brasil. Esses investimentos ajudam a reduzir desigualdades, melhorar o abastecimento e ampliar a integração nacional, especialmente em regiões como o Norte, onde o transporte hidroviário é essencial para a população”, afirmou o ministro Silvio Costa Filho.

Segundo o secretário executivo do MPor e presidente do CDFMM, Tomé Franca, os projetos aprovados reforçam a retomada dos investimentos no setor.
“Os projetos aprovados mostram uma atuação cada vez mais estruturada do Fundo, com foco em obras que aumentam a capacidade logística, fortalecem a navegação interior e dão mais previsibilidade aos investimentos. Isso é fundamental para gerar desenvolvimento regional e garantir que os benefícios cheguem à população”, destacou.

Política pública e desenvolvimento logístico
A carteira de projetos aprovados reúne iniciativas que vão desde a construção de embarcações até a modernização de estaleiros e a ampliação da infraestrutura portuária, contribuindo para organizar a cadeia logística e dar mais previsibilidade ao setor.

Para o secretário nacional de Hidrovias e Navegação, Otto Luiz Burlier, o conjunto de investimentos demonstra o avanço da política pública para o setor.
“Os projetos aprovados mostram um esforço estruturado para fortalecer a navegação interior e a indústria naval, com impacto direto na capacidade logística do país. Estamos avançando em uma agenda que combina eficiência, segurança e desenvolvimento regional, especialmente em áreas onde o transporte aquaviário é essencial”, destacou. 

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“Projetos como o do Porto Central, no Espírito Santo, mostram o avanço dos investimentos em infraestrutura portuária estratégica, com capacidade de ampliar a movimentação de cargas, atrair novos negócios e fortalecer a integração logística do país. Estamos estruturando um ambiente mais moderno e competitivo para o setor portuário brasileiro”, concluiu o secretário nacional de Portos, Alex Ávila.

Próxima reunião do CDFMM já tem data definida
A 63ª Reunião Ordinária do CDFMM será realizada em 18 de junho de 2026. As propostas de novos projetos poderão ser apresentadas até 20 de abril de 2026.
Após a aprovação, os empreendimentos terão até 450 dias para formalizar a contratação do financiamento. Esse prazo pode ser prorrogado em até 180 dias, totalizando 630 dias para sua contratação junto aos agentes financeiros.

Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos

Fonte: Portos e Aeroportos

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CMSE aprova medidas para preparar o sistema elétrico para os impactos do El Niño e do cenário geopolítico

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O Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) aprovou, nesta quarta-feira (22/7), seguindo recomendações do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), medidas para reforçar a segurança do atendimento eletroenergético diante da elevada probabilidade de ocorrência do fenômeno El Niño no segundo semestre de 2026, e das incertezas do atual cenário geopolítico que pode impactar nos preços dos combustíveis.

Entre as ações aprovadas está a antecipação do início do suprimento de cinco contratos vencedores do Leilão de Reserva de Capacidade na forma de Energia (LRCE 2022) e do Leilão de Reserva de Capacidade na forma de Potência (LRCAP 2026), que garantirá 1,8 GW adicionais ao Sistema Interligado Nacional (SIN) a partir de 1º de setembro.

O volume antecipado é fundamental para garantir a segurança do sistema elétrico brasileiro em 2026 e início de 2027, principalmente prevendo as consequências que podem ser causadas pelo El Niño. O parecer que o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) emitiu em julho aponta cenário de “elevada probabilidade” de ocorrer o fenômeno, que reduz a disponibilidade de energia produzida na região Norte do país e aumenta a carga do sistema elétrico devido à elevação das temperaturas e do consequente crescimento do consumo de energia.

De acordo com as informações publicadas no Plano de Operação Energética (PEN) 2025, e atualizadas na versão de 2026, a antecipação desses contratos recompõe o montante que o LRCAP 2026 não contratou devido à falta de oferta. O certame, realizado em março deste ano, fixou em 4,2 GW a potência necessária para o atendimento de ponta, mas foram contratados 2,2GW.

A decisão para antecipar os contratos também se baseou nas incertezas geopolíticas ocasionadas pelo atual cenário de guerras, que podem impactar diretamente os preços de combustíveis. De acordo com estudos elaborados pelo MME, a utilização de usinas sem contrato (merchant) para suprimento de carga custam, no mínimo, 25% a mais do que as contratadas nos certames.

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Processo

Em abril de 2026, o MME consultou os empreendimentos vencedores do LRCE 2022 e LRCAP 2026 sobre a disponibilidade e interesse em antecipar seus contratos. Ao todo, foram consultadas usinas que somam cerca de 3.482 GW de capacidade instalada. Desse total, aproximadamente 2.377 MW manifestaram interesse na antecipação, cabendo ao ONS indicar o montante necessário para atendimento das necessidades do sistema. A seleção final contemplou os empreendimentos compatíveis com os requisitos operacionais identificados nos estudos de planejamento com menor impacto tarifário.

 Informações Técnicas:

Antecipação de Empreendimentos de Geração

Deliberações:

I – Recomendar a antecipação de início de suprimento dos Contratos de Reserva de Capacidade decorrentes dos Leilões de Reserva de Capacidade na forma de energia de 2022 – LRCE 2022 e na forma de potência de 2026 – LRCAP 2026, dos empreendimentos indicados a seguir, de modo que os contratos tenham vigência em 1º de setembro de 2026, totalizando 1.827,1 MW, com base nas avaliações do Plano de Operação Energética – PEN 2026/2030 e a manifestação de interesse dos respectivos agentes, de modo a contribuir para a segurança do atendimento eletroenergético em 2026:

Garantia Física LRCE 2022
Garantia Física LRCE 2022

 

II – Recomendar que todas as demais cláusulas dos contratos originais, inclusive as relativas às penalidades por atraso no início da operação comercial do empreendimento, passem a valer desde o início da data de antecipação.

Avaliação da Base de Dados dos Estudos Elétricos e Energéticos

Deliberação: Tendo em vista as discussões realizadas no âmbito técnico do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico –  CMSE relativas às Bases de Dados de Geração de Estudos Elétricos e Energéticos, e considerando a deliberação de 312ª Reunião do CMSE (Ordinária), realizada em 05 de novembro de 2025, o CMSE deliberou por aprovar a implementação, a partir do Programa Mensal de Operação Energética – PMO de janeiro de 2027, da representação da expansão da capacidade instalada de geração de energia elétrica de usinas do Ambiente de Contratação Livre – ACL no bloco de ofertas considerado no PMO, conforme a seguir:

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(i) Considerar todas as usinas do ACL que estejam em obras, conforme critério já vigente;

(ii) Considerar, para as usinas do ACL que não estejam com obras iniciadas:

                        (a) aquelas que possuam contratos de compra e venda de energia de longo prazo – PPA, do inglês Power Purchase Agreement, e contrato de uso da rede (Sistema de Transmissão – CUST ou o Sistema de Distribuição – CUSD) válidos, conforme critério já vigente;

                        (b) aquelas que possuam Contrato de Uso do Sistema de Transmissão – CUST e Garantia Prévia para Celebração do CUST – GPC válidos;

(iii) Considerar os critérios definidos nos itens i e ii no PMO “Sombra” para o período de agosto a dezembro de 2026; e

(iv) recomendar que as instituições considerem em todos os processos o disposto no art 7º da Resolução CNPE nº 01/2024.

O CMSE, na sua competência legal, continuará monitorando, de forma permanente, as condições de abastecimento e o atendimento ao mercado de energia elétrica do País, adotando as medidas para a garantia do suprimento de energia elétrica. As definições finais sobre a reunião do CMSE desta quarta-feira (22/07) serão consolidadas em ata devidamente aprovada por todos os participantes e divulgada conforme o regimento.

*Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico

Fonte: Ministério de Minas e Energia

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