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Summit Pensar Agro vai discutir comércio exterior e segurança jurídica no campo

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A agenda técnica da GreenFarm 2026 ganhará um dos seus principais eixos de debate no dia 29 de maio próximo, com a realização do Summit Pensar Agro, iniciativa coordenada pelo presidente do Instituto do Agronegócio (IA),Isan Rezende, que deve reunir especialistas, lideranças e representantes do setor produtivo para discutir temas estruturais do agronegócio brasileiro.

Inserido no contexto de expansão das feiras técnicas como espaços de formulação e articulação estratégica, o encontro terá como foco central os gargalos e oportunidades do setor em um cenário de maior exigência regulatória, pressão por competitividade e abertura de novos mercados.

A programação inclui painéis voltados ao comércio internacional, ambiente jurídico e integração regional. No debate sobre oportunidades no mercado externo, a discussão deve girar em torno da ampliação do acesso a novos destinos, barreiras sanitárias e comerciais e os impactos do cenário geopolítico sobre as exportações brasileiras — tema que tem ganhado relevância diante da maior exposição do agro às oscilações globais.

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Outro eixo será o painel Jurídico no Agro, com foco em segurança jurídica, regulação ambiental, contratos e previsibilidade — pontos considerados críticos para investimentos e planejamento de longo prazo no campo. A judicialização de temas como licenciamento, crédito rural e regularização fundiária tem sido apontada como um dos principais entraves à expansão do setor.

O Summit também deve sediar o Fórum Brasil Central, voltado à integração entre estados produtores e ao fortalecimento da logística e da competitividade regional. A iniciativa dialoga com a necessidade de coordenação entre entes federativos para enfrentar gargalos históricos, especialmente em infraestrutura e escoamento da produção.

A proposta do encontro segue a linha do trabalho desenvolvido pelo Instituto do Agronegócio, que atua na articulação de debates estratégicos sobre políticas públicas, mercado e desenvolvimento do setor. O presidente Isan Rezende, que também possui atuação técnica e institucional no agro, defende a aproximação entre produção, mercado e ambiente regulatório como condição para sustentar o crescimento do setor.

A realização do Summit dentro de uma feira de negócios reforça uma tendência recente no agronegócio brasileiro: eventos do setor vêm deixando de ser apenas vitrines comerciais para se consolidarem como espaços de debate estratégico, onde se discutem não apenas tecnologias, mas também os fatores econômicos, jurídicos e institucionais que impactam diretamente a atividade no campo.

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Para produtores e empresas, o encontro ocorre em um momento de transição, marcado por custos elevados, maior seletividade no crédito e necessidade de ganho de eficiência. Nesse contexto, temas como acesso a mercados, previsibilidade regulatória e integração regional tendem a ganhar peso nas decisões de investimento e expansão do agronegócio brasileiro.

Fonte: Pensar Agro

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Gergelim: o novo trunfo do produtor mato-grossense para garantir o lucro

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Mato Grosso, tradicionalmente reconhecido pela hegemonia na produção de soja e milho, diversificou sua matriz produtiva e consolidou o gergelim como uma cultura estratégica para o desenvolvimento econômico estadual. Com uma participação de 73% na produção nacional, o estado deixou de ser um produtor de nicho para se tornar o principal fornecedor do mercado brasileiro, com reflexos diretos na balança comercial.

Dados comparativos entre as safras 2018/19 e a projeção para 2025/26 revelam a velocidade da expansão: a produção estadual cresceu 465%, enquanto a área cultivada avançou 588%. Esse movimento é resultado da adaptação da oleaginosa à janela da safrinha, período em que o gergelim demonstra maior resiliência a condições climáticas adversas em comparação a outras culturas, garantindo estabilidade produtiva.

A escala alcançada por Mato Grosso permitiu a conquista de mercados externos exigentes. Entre 2020 e 2025, o volume de exportações de gergelim teve alta de 600%. A demanda é sustentada principalmente pela China e pela Índia, países que utilizam o grão tanto para o consumo in natura quanto para a extração de óleo e processamento industrial.

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Para o produtor rural, a adoção do gergelim atua como um mecanismo de proteção de receita. A cultura oferece uma alternativa de fluxo de caixa que reduz a dependência exclusiva das oscilações de preços internacionais da soja e do milho, permitindo a manutenção da rentabilidade mesmo em ciclos de retração das commodities principais.

O próximo estágio do setor, segundo analistas, é a elevação do valor agregado. Embora o estado domine o volume exportado, o desafio atual é a industrialização. A transformação do grão em derivados, como óleo e farelos, dentro de Mato Grosso, é vista como o passo necessário para maximizar a captura de margens na cadeia produtiva e encerrar a dependência da exportação da matéria-prima bruta.

Fonte: Pensar Agro

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