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COP15 no Brasil: Conexão Sem Fronteiras promove diálogo e cultura para a sociedade em Campo Grande

Publicado

O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) promove, de 24 a 29 de março, em Campo Grande (MS), o espaço Conexão Sem Fronteiras, iniciativa paralela aos debates técnicos da 15ª Conferência das Partes (COP15) da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres (CMS). Instalada na Casa do Homem Pantaneiro, no Parque das Nações Indígenas (Av. Afonso Pena), a iniciativa oferece uma programação diversificada com debates, cinema e exposições, aproximando a sociedade civil das discussões sobre conservação e emergência climática (veja a programação abaixo). 

As atividades terão entrada gratuita. O espaço é resultado de um esforço conjunto entre o Governo do Brasil, o governo do estado do Mato Grosso do Sul, a prefeitura de Campo Grande e o Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), além de organizações da sociedade civil. A programação conecta ciência, cultura e território, abordando desde a proteção de aves migratórias e ecossistemas marinhos até a resiliência do Pantanal.

“O espaço nasce de forma coletiva, com o objetivo de promover a popularização das Espécies Migratórias e de seus desafios junto à população”, destaca Rita Mesquita, secretária nacional de Biodiversidade, Florestas e Direitos Animais do MMA.

PROGRAMAÇÃO

Sala Tuiuiú

Dia

Período

Horário

Atividade

24/03

Manhã

10:00-11:00

Apresentação da Iniciativa Conserva Aves no Brasil

11:00-12:00

Saberes tradicionais e sustentabilidade da pesca: Diálogo entre ciência, comunidade e parlamentos

Tarde

15:00-16:00

Lançamento do Mapa de Colisões com Fauna – COFAUNA

16:00-17:00

Lançamento da Atualização do Mapeamento dos Manguezais Brasileiros – Plataforma Pamgia (Ibama)

17:00-18:00

Aves dos Manguezais

25/03

Manhã

10:00-11:00

Subsídios Técnico-Científicos para Elaboração do NDF do Tubarão Azul: Síntese Integrada dos Relatórios Produzidos para o IBAMA

Tarde

17:00-18:00

BNDES Floresta Viva: restaurando habitats para espécies migratórias

26/03

Manhã

09:00-10:00

Projeto de carbono e biodiversidade na Serra do Amolar – uma iniciativa pioneira de conservação que utiliza o mercado de créditos de carbono (REDD+) – Instituto Homem Pantaneiro

10:00-11:00

Lançamento de livros: Aves migratórias no Brasil e Aves do Caminho da Escola

11:00- 12:00

Espécies Migratórias e Áreas Úmidas num Cenário de Emergência Climática – o caso do Pantanal

Tarde

15:00-16:00

Roda de conversa Aves “Anfitriãs” do Pantanal

27/03

Manhã

09:00-10:00

Conservação de habitats para espécies migratórias em áreas protegidas do Brasil e o papel dos Sítios Ramsar no fortalecimento da governança territorial em um cenário de emergência climática

 Auditório Arara-Azul

Dia

Período

Horário

Atividade

24/03

Manhã

09:00-10:00

Birdwatching para a conservação das Aves Pelágicas no Litoral de Santa Catarina

10:00-11:00

Turismo de Observação de Aves como Ferramenta de Conservação de Espécies Migratórias no Mato Grosso do Sul

11:00-12:00

Vigilância animal integrada em aves silvestres no contexto de uma só saúde

Tarde

15:00-16:00

A andorinha-azul como estudo de caso de articulação intercontinental entre biólogos, conservacionistas e o setor produtivo

16:00-17:00

Aves migratórias no alto rio Negro: conhecimentos indígenas no Noroeste Amazônico

17:00-18:00

Aves Migratórias e Manguezais Amazônicos: aprendizados de gestão no Sítio Ramsar do Estuário da Foz do Amazonas

25/03

Manhã

09:00-10:00

Tubarões no Limite

10:00-11:00

Berçários do Atlântico Sul: Abrolhos e conservação de espécies migratórias globais

11:00-12:00

Coexistência com as onças na prática — quando a comunidade vira parte da solução

Tarde

15:00-16:00

Rede Biomar: Ações Integradas para a Conservação das Espécies Migratórias e Biodiversidade Marinha no Brasil

16:00-17:00

Financiamento para conservação de espécies

17:00-18:00

Da COP15 de Espécies Migratórias à COP17 de Biodiversidade: como governos subnacionais brasileiros podem se preparar e liderar a implementação

26/03

Manhã

09:00-10:00

Prevenção de incêndios e resgate de fauna no Pantanal: estratégias para proteção de habitats e espécies migratórias.

10:00-11:00

Manejo Integrado do Fogo e Recuperação de Áreas Degradadas: estratégias para conservação de paisagens e espécies

Tarde

16:00-17:00

Arborização Urbana como Infraestrutura de Suporte a Espécies Migratórias: A Experiência de Campo Grande

17:00-18:00

Infraestrutura Digital para Conservação: fortalecendo a governança e a proteção de habitats de espécies migratórias por meio da plataforma Brogota

27/03

Manhã

09:00-10:00

Paisagens aquáticas, vulnerabilidades e oportunidades: fortalecendo áreas protegidas e Sítios Ramsar para a conservação de espécies migratórias no Brasil.

Tarde

11:00-12:00

Rotas que Conectam a Amazônia: Espécies Migratórias, Ciência e Gestão Territorial

Leia mais:  Tradição e inovação impulsionam produção de laticínios e turismo rural no Norte de Minas

Além dos debates técnicos, o público poderá conferir o Cine Pantanal, com sessões de filmes socioambientais.

Sala Pintado (Cine Pantanal) 

Dia

Horário

Filme

24/03

12:00-13:00

Birdwatching – Apreciadores de Aves – Série de Docs

18:00-19:00

Cuidado Animais na Pista

25/03

12:00-13:00

Onças

Migração do peixe dourada

18:00-19:00

Um Rio Desbocado

26/03

12:00-13:00

Fogo Pantanal Fogo

Pantanal: Paraíso restaurável-assoreamento

18:00-19:00

Birdwatching – Apreciadores de Aves – Série de Docs

27/03

12:00-13:00

Mulheres da Fronteira

18:00-19:00

Minha mãe é uma vaca

Caramujo flor

28/03

09:30-10:15

Cine Labareda

10:30-11:15

Sala Verde EducaPantanal Itinerante – Cine Ecofalante – Água e Gênero

14:00-14:45

Cine Labareda

15:00-15:45

Sala Verde EducaPantanal Itinerante – Cine Ecofalante – Água e Gênero

29/03

10:00-12:00

Minha mãe é uma vaca

Um Rio Desbocado

15:00-16:00

Caramujo flor

*programação sujeita a alterações 

Fim de Semana (28 a 29 de março)

De 28 a 29 de março, a programação também é voltada para o público infantojuvenil.

Dia

Horário

Atividade

Local

28/03

09:30-10:15

Oficina “A Turma do Labareda: falando sobre incêndios florestais” (Cine Labareda 15min; Atividades lúdicas com materiais educativos (30min)

Sala Pintado

10:30-11:15

Sala Verde EducaPantanal Itinerante – Cine Ecofalante – Água e Gênero

Sala Pintado

14:00-14:45

Oficina “A Turma do Labareda: falando sobre incêndios florestais” (Cine Labareda 15min; Atividades lúdicas com materiais educativos (30min)

Sala Pintado

15:00-15:45

Sala Verde EducaPantanal Itinerante – Cine Ecofalante – Cuidar das águas

Sala Pintado

16:30-17:15

Oficina “A Turma do Labareda: falando sobre incêndios florestais” (Cine Labareda 15min; Atividades lúdicas com materiais educativos (30min)

Sala Pintado

16:00-18:00

Abraçando o Jorge. Tarde educativa com Instituto Tamanduá

Varandas (espaço aberto)

9:00-19:00

Exposição do Samuvet de resgate de animais em incêndios florestais com a participação do Grupo de Resgate e do Prevfogo MS

Gramado (espaço aberto)

29/03

10:00-11:30

Oficina “As Aves voam mais com a educação” (Palestra rápida sobre as araras, 15 min); Atividade dos sentidos (20 min); Atividade de pintura do manduví (15 min); Atividade de perguntas e respostas sobre as araras (20 min); Contação de história (15 min), Musicalização (5 min)

Sala Tuiuiú

14:00-15:30

Oficina “As Aves voam mais com a educação” (Palestra rápida sobre as araras, 15 min); Atividade dos sentidos (20 min); Atividade de pintura do manduví (15 min); Atividade de perguntas e respostas sobre as araras (20 min); Contação de história (15 min), Musicalização (5 min)

Sala Tuiuiú

16:00-18:00

Abraçando o Jorge. Tarde educativa com Instituto Tamanduá

Varandas (espaço aberto)

Leia mais:  Mudanças climáticas preocupam 86% dos produtores rurais brasileiros, aponta pesquisa da ABMRA

*programação sujeita a alterações 

Diariamente, das 9h às 19h, o gramado do Parque das Nações Indígenas recebe a exposição do Samuvet sobre resgate de animais em incêndios florestais, com a participação do Grupo de Resgate e do Prevfogo/MS.

Sobre a CMS e a COP15 

A CMS é um tratado ambiental das Nações Unidas, em vigor desde 1979, que promove a conservação de espécies migratórias, seus habitats e rotas em escala global.  

A Conferência das Partes (COP) é a principal instância decisória da CMS, em que 132 países e a União Europeia se reúnem para definir as prioridades e o orçamento para tratar da conservação das espécies migratórias. O encontro ocorre a cada três anos.   

Em vigor desde 1979, a CMS reúne governos, cientistas, povos indígenas, comunidades tradicionais, sociedade civil e especialistas em vida silvestre para enfrentar desafios relacionados à conservação da fauna migratória em escala global. Ao todo, são 1.189 espécies, distribuídas entre 962 aves, 94 mamíferos terrestres, 64 mamíferos aquáticos, 58 espécies de peixes, 10 répteis e 1 inseto.

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
[email protected]
(61) 2028-1227/1051
Acesse o 
Flickr do MMA
 

Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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Dependência de fertilizantes importados expõe vulnerabilidade do agronegócio brasileiro e pressiona custos no campo

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A elevada dependência de fertilizantes importados segue como um dos principais pontos de vulnerabilidade estrutural do agronegócio brasileiro, mesmo diante da posição de destaque do país no comércio global de alimentos. O tema ganha ainda mais relevância em um cenário de forte oscilação geopolítica e volatilidade nos mercados internacionais de insumos.

A avaliação é de Nivio Domingues, da Samba Export Brazil, especialista no mercado de insumos agrícolas e seus impactos sobre o custo de produção e a formação de preços dos grãos.

Brasil bate recorde, mas segue altamente dependente de importações

Em 2025, o Brasil atingiu a marca de 49,11 milhões de toneladas de fertilizantes entregues ao mercado interno, segundo dados da Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA). O volume representa um recorde histórico para o setor.

Apesar disso, a dependência externa permanece elevada: do total consumido, 43,32 milhões de toneladas foram importadas, o equivalente a 88,2% do mercado nacional.

A concentração é ainda mais crítica quando analisada por nutriente:

  • Potássio: 97% importado
  • Nitrogênio: 95% importado
  • Fósforo: 75% importado

Até fevereiro de 2026, a Rússia liderava como principal fornecedora individual de fertilizantes ao Brasil, respondendo por 22,1% das compras externas.

Leia mais:  Mudanças climáticas preocupam 86% dos produtores rurais brasileiros, aponta pesquisa da ABMRA
Risco geopolítico afeta planejamento do agro brasileiro

A forte dependência externa expõe diretamente cadeias produtivas estratégicas do agronegócio, como soja, milho, café e proteínas animais, a decisões tomadas fora do país.

O impacto desse risco ficou evidente a partir de 2022, com o início da guerra na Ucrânia, que interrompeu parte do fornecimento de potássio oriundo da Rússia e da Bielorrússia. O episódio acendeu um alerta global sobre segurança de insumos e seu reflexo direto no plantio em importantes regiões produtoras do Brasil, como Mato Grosso e Paraná.

Plano Nacional de Fertilizantes busca reduzir dependência até 2050

Diante desse cenário, entidades do setor produtivo como a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e a ANDA têm articulado o Plano Nacional de Fertilizantes, que prevê reduzir a dependência externa para cerca de 50% até 2050.

Entre os principais gargalos, está a baixa produção nacional de nutrientes estratégicos. Atualmente, a Petrobras é a única produtora de nitrogênio em escala industrial no país, enquanto novos projetos de fertilizantes NPK dependem de maior investimento privado e segurança regulatória para avançar.

Fertilizantes já influenciam preço dos grãos e margens do produtor

No comércio internacional, o custo dos fertilizantes já faz parte das negociações globais de grãos, influenciando diretamente a competitividade do Brasil no mercado externo.

Leia mais:  Forrageiras fortalecem fertilidade do solo e aumentam produtividade na safra agrícola

A volatilidade desses insumos se reflete nos preços finais da soja, do milho e do açúcar nos portos brasileiros, ampliando a exposição do produtor rural a fatores que não estão sob seu controle direto.

Segundo especialistas do setor, a dependência externa cria um efeito cascata sobre toda a cadeia produtiva, impactando desde a decisão de plantio até a margem final do produtor.

Potencial mineral ainda subaproveitado no Brasil

Para analistas do setor, o país ainda não explora plenamente seu potencial mineral estratégico. O exemplo mais citado é a reserva de potássio localizada em Sergipe, considerada uma das mais importantes do hemisfério ocidental.

“O Brasil não é potência agrícola apesar da dependência de fertilizante importado: é potência agrícola que ainda não converteu sua maior reserva de potássio em produção relevante”, avalia Domingues. Segundo ele, avançar nessa agenda teria impacto direto na competitividade das exportações brasileiras nos próximos anos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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