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Palmeiras vence o São Paulo no MorumBIS e assume liderança isolada do Brasileirão

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Em um confronto eletrizante que valia a liderança isolada do Campeonato Brasileiro, o Palmeiras superou o São Paulo por 1 a 0 no clássico Choque-Rei, disputado na noite deste sábado (21.03), no MorumBIS. O gol decisivo foi marcado por Jhon Arias ainda no primeiro tempo, garantindo ao Verdão três pontos preciosos e a ponta isolada da tabela, deixando o rival paulista na segunda colocação.

Ambas as equipes entraram em campo com 16 pontos, prometendo um duelo de alta intensidade. E a expectativa foi correspondida, com um jogo físico, repleto de alternativas e lances de perigo para os dois lados, além de muita emoção e uma expulsão que apimentou a segunda etapa.

Jhon Arias Decisivo no primeiro tempo 

O Palmeiras demonstrou maior posse de bola nos primeiros minutos e não demorou a transformar essa superioridade em vantagem. Aos 5 minutos, Jhon Arias recebeu uma bola invertida, arrancou pela esquerda, limpou a marcação e finalizou com precisão da entrada da área, balançando as redes e abrindo o placar para o Alviverde. Pouco depois, o próprio Arias quase ampliou, mostrando o ímpeto palmeirense.

O primeiro tempo foi marcado por muita disputa física. O São Paulo encontrava dificuldades para furar a defesa adversária, enquanto o Palmeiras explorava as transições. Cartões amarelos foram distribuídos para Enzo Díaz (São Paulo) por uma entrada forte em Allan Elias, para Andreas Pereira (Palmeiras) por falta em Cauly, e para o goleiro Carlos Miguel (Palmeiras) por atrasar o jogo. O São Paulo teve chances com Allan Elias e Luciano, que finalizaram com perigo, mas sem sucesso. Já o Palmeiras viu Murilo arriscar de longe, com a bola tirando tinta da trave.

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Pressão Tricolor e expulsão no segundo tempo

A segunda etapa começou com o São Paulo buscando mais o ataque e o Palmeiras se defendendo com inteligência. Logo aos 4 minutos, Marlon Freitas (Palmeiras) recebeu cartão amarelo por falta em Jonathan Calleri. As substituições começaram a movimentar o jogo: pelo Palmeiras, entraram Felipe Anderson, Lucas Evangelista e Emiliano Martínez, enquanto pelo São Paulo, André Silva e Ferreira buscaram dar novo fôlego ao ataque.

Aos 23 minutos, a tensão subiu quando o técnico Abel Ferreira (Palmeiras) recebeu um cartão amarelo por reclamação. Não demorou muito para que o treinador português recebesse o segundo amarelo e fosse expulso aos 34 minutos, deixando o Palmeiras sem seu comandante à beira do campo. A partir daí, o São Paulo intensificou a pressão, com o Palmeiras recuando suas linhas e se defendendo com seus 11 jogadores no campo de defesa, suportando a blitz tricolor.

Nos acréscimos, que se estenderam por 10 minutos, o São Paulo tentou de todas as formas o gol de empate. Jonathan Calleri e André Silva tiveram chances, mas a defesa palmeirense, e as intervenções do goleiro Carlos Miguel, foram eficazes. Cartões amarelos para Wendell (São Paulo), Jhon Arias e André Silva refletiram a intensidade final do clássico.

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Ao apito final de Anderson Daronco, o Palmeiras pôde celebrar uma vitória sofrida, mas estratégica, que o isola na liderança do Campeonato Brasileiro. O São Paulo, por sua vez, lamenta a derrota em casa e a perda da chance de assumir a ponta, mas segue forte na disputa pelo topo da tabela.

FICHA TÉCNICA
Competição Campeonato Brasileiro (oitava rodada)
São Paulo 0 x 1 Palmeiras
Local Morumbis, em São Paulo (SP)
Data e Horário 21 de março de 2026 (sábado), 21h30 (de Brasília)
Público 54.210 pessoas
Renda R$ 3.254.805,00
GOL Arias, aos 05′ do 1ºT (Palmeiras)
Cartões Amarelos São Paulo: Enzo Díaz, Wendell e André Silva
Palmeiras: Andreas Pereira, Carlos Miguel, Marlon Freitas, Abel Ferreira, Emi Martínez e Arias
Cartões Vermelhos Abel Ferreira (Palmeiras)
Arbitragem Árbitro: Anderson Daronco (RS)
Assistentes: Bruno Raphael Pires (GO) e Maira Mastella Moreira (RS)
VAR: Rodrigo D’Alonso Ferreira (SC)
Escalação São Paulo Rafael; Lucas Ramon, Alan Franco (Arboleda), Sabino e Enzo Díaz (Wendell); Danielzinho, Bobadilla (André Silva), Marcos Antônio e Cauly (Tapia); Luciano (Ferreira) e Calleri.
Técnico: Roger Machado
Escalação Palmeiras Carlos Miguel; Giay, Murilo, Gómez e Piquerez; Marlon Freitas (Emi Martínez), Andreas Pereira (Lucas Evangelista), Maurício (Felipe Anderson) e Arias; Flaco López (Vitor Roque) e Allan (Ramón Sosa).
Técnico: Abel Ferreira

Fonte: Esportes

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Espanha conquista bicampeonato mundial e frustra sonho argentino

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Após 16 anos de espera, a Espanha voltou a erguer a taça de campeã do mundo. Neste domingo, a Fúria derrotou a Argentina por 1 a 0, na grande final da Copa do Mundo de 2026, disputada no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos. O gol do título saiu dos pés de Ferrán Torres, já no segundo tempo da prorrogação, coroando uma partida em que os europeus dominaram de ponta a ponta.

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O triunfo espanhol guardou semelhanças impressionantes com a primeira conquista mundial do país, em 2010. Assim como naquela ocasião, quando Andrés Iniesta, então jogador do Barcelona, decidiu a final contra a Holanda na prorrogação, desta vez foi um atleta do mesmo clube — Ferrán Torres — quem apareceu no momento decisivo para balançar as redes e garantir o bicampeonato.

A Argentina, por sua vez, perdeu a oportunidade de levantar a taça pela quarta vez e de se juntar a Itália e Brasil como as únicas seleções bicampeãs consecutivas do torneio. Os sul-americanos, que haviam vencido em 1978, 1986 e 2022, não conseguiram repetir o feito.

O jogo

O início da partida foi movimentado. Aos quatro minutos, Lamine Yamal trocou passes com Dani Olmo na entrada da área e arriscou com a perna esquerda. A bola desviou em Lisandro Martínez, mas Dibu Martinez reagiu bem e evitou o gol. A Argentina respondeu imediatamente, com Julián Álvarez roubando a bola no meio e servindo Messi nas costas da zaga. O goleiro Unai Simón, no entanto, saiu rápido e cortou o lance.

A partir desse momento, o jogo perdeu intensidade. A Espanha controlou a posse de bola e só voltou a ameaçar aos 37 minutos, quando Oyarzabal recebeu na entrada da área e bateu rasteiro, parando em Dibu Martinez. Cinco minutos depois, Cucurella tentou de longe e também levou perigo. A Argentina, por sua vez, encerrou o primeiro tempo sem nenhuma finalização a gol, demonstrando dificuldade para escapar da marcação espanhola.

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Na segunda etapa, a Fúria manteve a postura ofensiva. Com menos de um minuto, Baena avançou pela esquerda e bateu colocado, mas o goleiro argentino agarrou. Aos 18 e aos 21, Dani Olmo e Ferrán Torres obrigaram Dibu Martinez a trabalhar novamente. Aos 31, Pedri carregou a bola e finalizou em cima do arqueiro. Na sequência, Cubarsí arriscou de fora da área e parou em mais uma defesa.

O cenário se complicou ainda mais para a Argentina aos 47 minutos, quando Enzo Fernández cometeu falta dura em Cubarsí, recebeu o segundo amarelo e foi expulso. Com um jogador a mais, a Espanha quase definiu o jogo aos 52, em cobrança de falta de Lamine Yamal, mas Dibu Martinez espalmou e enviou a partida para a prorrogação.

No primeiro tempo da prorrogação, o domínio espanhol continuou. Aos dois minutos, Pedri cruzou para Nico Williams, que cabeceou para grande defesa de Dibu Martinez. Aos cinco, Williams chegou a balançar as redes, mas o gol foi anulado por falta de Merino em Otamendi. Aos 12, o próprio Merino cabeceou para o chão e viu a bola raspar na trave.

O gol tantas vezes buscado finalmente saiu no primeiro minuto do segundo tempo da prorrogação. Pedro Porro avançou pela direita e cruzou na segunda trave. Nico Williams desviou de cabeça para o meio da área, e Ferrán Torres chegou chutando forte com a perna esquerda, sem chances para o goleiro argentino. O atacante ainda fez o segundo aos sete minutos, mas o lance foi invalidado por impedimento.

A Argentina tentou reagir nos minutos finais. Aos 14, Messi tocou para Simeone, que cruzou rasteiro pela direita. Tagliafico chegou para empurrar, mas a zaga espanhola afastou. Na sequência, Messi cobrou escanteio, a bola sobrou com Simeone, que finalizou por cima do gol.

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Para Lionel Messi, a que pode ter sido sua última Copa do Mundo terminou de forma amarga. Marcado de perto pela defesa espanhola, o camisa 10 teve atuação discreta e não conseguiu ultrapassar Kylian Mbappé como maior artilheiro da história da competição. O argentino encerrou o torneio com 21 gols, um a menos que os 22 do francês.

Com 19 finalizações ao longo da partida, a Espanha construiu um desempenho que refletiu a superioridade demonstrada desde o apito inicial. A expulsão de Enzo Fernández no fim do tempo regulamentar acabou sendo o detalhe que abriu caminho para o gol decisivo, mas o controle espanhol já era evidente muito antes.

FICHA TÉCNICA
Placar

Espanha 1 X 0 Argentina

Competição Copa do Mundo — final
Data 19 de julho de 2026, domingo
Horário 16h, de Brasília
Local MetLife Stadium, Nova Jersey, Estados Unidos
Público 80.663 torcedores
GOL E CARTÕES
Gol Ferrán Torres, aos 1 minuto do segundo tempo da prorrogação
Cartões amarelos Nenhum Lisandro Martínez, Paredes, Enzo Fernández, Lionel Scaloni e Mac Allister
Cartão vermelho Nenhum Enzo Fernández
ARBITRAGEM
Árbitro Slavko Vincic (ESL)
Assistentes Tomaz Klancnik (ESL) e Andraz Kovacic (ESL)
VAR Bastian Dankert (ALE)
ESCALAÇÕES

ESPANHA

ARGENTINA

SELEÇÕES Unai Simón; Pedro Porro, Cubarsí, Laporte (Eric García) e Cucurella; Rodri (Zubimendi), Fabián Ruiz (Pedri) e Dani Olmo (Merino); Lamine Yamal, Álex Baena (Nico Williams) e Oyarzabal (Ferrán Torres). Dibu Martínez; Montiel (Molina), Cuti Romero (Medina), Lisandro Martínez (Otamendi) e Tagliafico; Enzo Fernández, Mac Allister, De Paul (Simeone) e Messi; Nico González (Paredes) e Julián Álvarez (Senesi).
Técnicos Luis de la Fuente Lionel Scaloni

Fonte: Esportes

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