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Embarques dos EUA confirmam ritmo esperado para soja e milho, enquanto trigo surpreende o mercado

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USDA divulga novos dados semanais de exportação de grãos

O USDA apresentou seu boletim semanal de embarques de grãos, trazendo um panorama alinhado às expectativas do mercado para soja e milho. O destaque ficou para o trigo, que registrou volume acima do projetado pelos analistas.

Os números consideram a semana encerrada em 19 de março e refletem o atual ritmo das exportações norte-americanas na temporada.

Soja mantém ritmo dentro do esperado, mas acumula queda anual

Os embarques de soja totalizaram 1,101 milhão de toneladas na semana, posicionando-se dentro da faixa estimada pelo mercado, entre 600 mil e 1,15 milhão de toneladas.

No acumulado do ciclo comercial, os Estados Unidos já exportaram 29,18 milhões de toneladas, volume 27% inferior ao registrado no mesmo período do ano passado, indicando uma demanda mais moderada ao longo da safra.

Milho apresenta desempenho consistente e crescimento no ano

Para o milho, os embarques semanais somaram 1,70 milhão de toneladas, também dentro das expectativas, que variavam de 1,4 milhão a 2,05 milhões de toneladas.

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Com isso, o volume acumulado atinge 44,58 milhões de toneladas, representando um avanço de 38% na comparação anual, reforçando o bom desempenho do cereal no mercado externo.

Trigo supera projeções e registra forte expansão nas exportações

O trigo foi o principal destaque do relatório. Os embarques alcançaram 458,4 mil toneladas na semana, superando o teto das estimativas do mercado, que chegavam a 450 mil toneladas.

No acumulado da temporada, as exportações já somam 19,93 milhões de toneladas, com crescimento expressivo de 418% em relação ao mesmo período do ciclo anterior.

Cenário aponta equilíbrio para grãos e maior destaque para o trigo

Os dados reforçam um cenário de estabilidade para soja e milho, com volumes dentro do esperado, enquanto o trigo ganha relevância diante do desempenho acima das projeções.

O acompanhamento semanal dos embarques segue sendo um importante termômetro para o mercado global de grãos, influenciando a formação de preços e as estratégias comerciais ao longo da safra.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Abelhas elevam produtividade da soja em até 18%

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A presença de abelhas nas proximidades das lavouras pode aumentar, em média, 13% a produtividade da soja, segundo estudos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Em alguns experimentos, o ganho chegou a 18%, resultado obtido sem ampliação da área plantada.

Embora a soja seja considerada uma planta capaz de se autopolinizar, as visitas das abelhas às flores melhoram o processo de fecundação. Os efeitos podem aparecer no aumento do número de grãos por vagem, na redução de vagens vazias e, ao final do ciclo, na quantidade colhida por hectare.

Os percentuais não representam uma garantia automática para todas as propriedades. O resultado depende da cultivar, das condições climáticas, da população de polinizadores, da paisagem ao redor da lavoura e das práticas adotadas durante o florescimento. Ainda assim, as pesquisas mostram que a polinização deve ser considerada parte do sistema produtivo, e não apenas um benefício ambiental.

A contribuição econômica das abelhas vai muito além da produção de mel. Um estudo citado pela Embrapa estimou em aproximadamente R$ 43 bilhões o valor anual do serviço de polinização para a produção brasileira de alimentos, com base nos dados agrícolas de 2018.

Entre 141 espécies cultivadas no Brasil para alimentação humana, produção animal, fibras e biocombustíveis, cerca de 85 dependem, em algum grau, da polinização realizada por animais. As abelhas são os principais agentes desse processo. Café, laranja, maçã, melão, maracujá, castanha-do-brasil, canola e algodão estão entre as culturas beneficiadas.

A dimensão desse serviço também começou a ser mais bem compreendida nas áreas de soja. Pesquisa divulgada pela Embrapa em 2026 identificou 53 espécies de abelhas em lavouras e fragmentos de vegetação nativa no sudoeste de Goiás. Desse total, 27 eram novos registros de espécies associadas à cultura na região.

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O levantamento mostra que a soja não recebe apenas a visita da abelha-africanizada, normalmente utilizada na produção comercial de mel. Diferentes espécies nativas também percorrem as flores e participam da polinização. Essa diversidade reduz a dependência de um único polinizador e aumenta a capacidade de o ambiente responder a mudanças de temperatura, umidade e disponibilidade de alimento.

A manutenção de vegetação nativa próxima às áreas produtivas tem papel importante nesse processo. Matas, reservas legais, áreas de preservação permanente, corredores de vegetação e faixas com plantas floridas oferecem abrigo e alimento às abelhas antes e depois da florada da cultura comercial.

Para o produtor, essas áreas podem funcionar como infraestrutura biológica da propriedade. A contribuição será maior quando houver conexão entre os ambientes naturais e a lavoura, permitindo que os insetos encontrem locais para nidificação, água e fontes de néctar e pólen durante diferentes períodos do ano.

A integração também pode abrir uma fonte complementar de renda. Dados da Embrapa indicam que apicultores com bom manejo e colmeias instaladas próximas às lavouras podem obter até 50 quilos de mel por colmeia durante a florada da soja. Ao mesmo tempo que as abelhas encontram alimento, o produtor de grãos recebe o serviço de polinização.

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A convivência, entretanto, exige planejamento. A localização dos apiários precisa ser conhecida, e agricultores, responsáveis técnicos e apicultores devem manter comunicação sobre o calendário da lavoura e as aplicações de defensivos.

O manejo integrado de pragas ajuda a evitar pulverizações desnecessárias. Quando o controle químico for indispensável, devem ser respeitados o registro do produto, as orientações da bula, as condições meteorológicas e as técnicas destinadas a reduzir deriva. Sempre que tecnicamente possível, a aplicação deve considerar os horários de menor atividade das abelhas.

O vento, a temperatura e a umidade interferem diretamente na dispersão da calda. Uma pulverização feita em condições inadequadas pode atingir flores, vegetação próxima e fontes de água frequentadas pelos insetos, mesmo quando as colmeias estão fora da área cultivada. Por isso, regulagem do equipamento, escolha correta das pontas e acompanhamento das condições ambientais são medidas decisivas.

Também cabe ao apicultor manter as colmeias identificadas, bem manejadas e instaladas em locais adequados. A comunicação antecipada permite avaliar medidas de proteção sem comprometer as necessidades fitossanitárias da lavoura.

A preservação das abelhas não deve ser tratada como uma obrigação separada da produção. Os estudos mostram que esses insetos participam da formação da safra e podem melhorar o aproveitamento da área já cultivada. Para o produtor, proteger os polinizadores significa conservar um serviço natural capaz de elevar a produtividade, diversificar a renda e fortalecer a estabilidade do sistema agrícola.

Fonte: Pensar Agro

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