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Banco Central projeta PIB de 1,6% em 2026, inflação pressionada e alta do crédito no Brasil

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O Banco Central do Brasil manteve a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 1,6% para 2026, conforme divulgado no Relatório de Política Monetária de março. O cenário econômico, no entanto, segue marcado por inflação pressionada, política monetária restritiva e aumento das incertezas globais, especialmente diante dos conflitos no Oriente Médio.

Crescimento econômico moderado e sem impulso do agro

De acordo com o Banco Central, a economia brasileira deve manter uma trajetória de crescimento moderado ao longo de 2026, influenciada por fatores como:

  • Política monetária ainda restritiva
  • Baixo nível de ociosidade dos fatores de produção
  • Desaceleração da economia global
  • Ausência do impulso agropecuário observado em 2025

A projeção de 1,6% de crescimento foi mantida após o desempenho do quarto trimestre de 2025 ficar dentro do esperado. Ainda assim, houve diferenças entre os setores: o segmento de serviços superou as expectativas, enquanto indústria e demanda interna ficaram abaixo do previsto.

Comparativamente, o Ministério da Fazenda projeta crescimento de 2,3%, enquanto o mercado financeiro estima 1,84%, segundo o boletim Focus.

Inflação segue pressionada e acima da meta

O Banco Central avalia que a inflação deve permanecer pressionada no curto prazo, influenciada principalmente pela alta dos preços do petróleo e por um hiato do produto positivo, indicando economia operando acima de sua capacidade.

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Apesar da expectativa de desaceleração ao longo do tempo, a inflação ainda deve ficar acima do centro da meta contínua de 3%. A projeção mais longa indica índice de 3,1% no terceiro trimestre de 2028.

Entre os principais fatores que impactam a inflação estão:

  • Alta internacional do petróleo
  • Revisão do hiato do produto
  • Valorização do real (efeito de alívio)
  • Leve queda nas expectativas de mercado
Guerra no Oriente Médio aumenta incertezas

O relatório destaca que o cenário global se tornou mais incerto devido aos conflitos no Oriente Médio, com destaque para a guerra no Irã, que pode gerar impactos relevantes na economia brasileira e global.

Segundo o Banco Central, caso o conflito se prolongue, os efeitos tendem a ser de um choque negativo de oferta, com:

  • Aumento da inflação
  • Redução do crescimento econômico
  • Pressões sobre custos de produção

Por outro lado, alguns setores específicos da economia brasileira, como o segmento petrolífero, podem ser beneficiados pelo aumento dos preços internacionais.

Crédito cresce acima do previsto em 2026

Outro destaque do relatório é a revisão para cima da expansão do crédito no país, agora estimada em 9,0% em 2026, acima dos 8,6% projetados anteriormente.

O crescimento deve ser puxado principalmente por:

  • Crédito às famílias: alta de 9,5%
  • Crédito às empresas: expansão de 8,2%
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No detalhamento:

  • Crédito livre: crescimento de 8,1%
  • Crédito direcionado: avanço de 10,2%

O aumento do crédito reflete medidas que sustentam a demanda doméstica, como o ganho real do salário mínimo e ajustes no Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) para faixas de renda mais baixas.

Mercado de trabalho resiliente e atividade em desaceleração

O Banco Central aponta que, apesar da desaceleração gradual da atividade econômica, o mercado de trabalho segue resiliente, contribuindo para sustentar o consumo e a demanda interna.

Ainda assim, o cenário geral indica uma economia em fase de ajuste, com crescimento mais contido e maior dependência de fatores externos e da política monetária.

Perspectivas para a economia brasileira

O panorama traçado pelo Banco Central indica que 2026 será um ano de equilíbrio delicado entre crescimento e controle da inflação, com desafios relevantes no cenário externo.

A combinação de:

  • Crédito em expansão
  • Política monetária restritiva
  • Inflação ainda acima da meta
  • Incertezas geopolíticas

deve exigir maior cautela de empresas, produtores e investidores, especialmente em setores mais sensíveis ao custo do dinheiro e às oscilações do mercado internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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SIAVS 2026 será a maior edição da história e reforça protagonismo global da proteína animal brasileira

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O Salão Internacional de Proteína Animal (SIAVS 2026) já se prepara para a maior edição de sua história. Promovido pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o evento será realizado nos dias 4, 5 e 6 de agosto, no Distrito Anhembi, em São Paulo, com expansão expressiva da área de exposição, maior presença internacional e programação técnica ampliada.

A edição de 2026 contará com 45 mil metros quadrados de área expositiva, um crescimento de 65% em relação ao evento anterior. A expectativa da organização é receber mais de 31 mil visitantes e empresas de mais de 60 países, consolidando o SIAVS como um dos principais encontros globais da cadeia de proteína animal.

Na edição de 2024, o evento registrou mais de 30 mil visitantes e 317 expositores, reforçando sua relevância como plataforma de negócios, inovação e relacionamento internacional no setor.

Segundo o presidente da ABPA, Ricardo Santin, o crescimento do evento acompanha a evolução do setor brasileiro. “O SIAVS acompanha o crescimento e a transformação do setor de proteína animal brasileiro, ampliando seu papel como espaço estratégico para negócios, inovação, debates técnicos e relacionamento internacional”, destacou.

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Feira amplia exposição de tecnologias e soluções para o setor

A área de exposição reunirá empresas de diferentes segmentos da cadeia produtiva, incluindo saúde animal, genética, nutrição, automação, logística, equipamentos industriais e tecnologia aplicada à produção.

Entre as novidades desta edição está o “Supermercado sem proteína animal”, uma instalação conceitual e interativa que demonstra a relevância da proteína animal na oferta alimentar diária da população.

Outro destaque será o SIAVS Experience Biosseguridade, espaço imersivo dedicado à apresentação de protocolos sanitários, práticas de prevenção e medidas de controle adotadas pela cadeia produtiva brasileira.

Conteúdo técnico e inovação ganham protagonismo na programação

Além da feira de negócios, o SIAVS 2026 contará com uma programação técnica paralela, reunindo especialistas do Brasil e do exterior em congressos, fóruns e painéis temáticos.

Os debates abordarão assuntos estratégicos para o setor, como influenza aviária, biosseguridade, automação industrial, inteligência artificial aplicada à produção animal, sustentabilidade, ESG, comércio internacional, logística e inovação tecnológica.

Entre os destaques da programação está o SIAVS Talks, espaço dedicado à discussão de tendências e desafios da cadeia de proteína animal.

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Também fazem parte da agenda o Projeto Produtor, que busca aproximar produtores rurais das inovações e debates do setor, e o Mérito ABPA de Pesquisa Aplicável, iniciativa que reconhece estudos e pesquisas com potencial de impacto direto na avicultura, suinocultura e produção de proteína animal.

Agenda internacional reforça presença do Brasil no mercado global

A dimensão internacional do SIAVS 2026 será ampliada com ações realizadas em parceria com a ApexBrasil, voltadas ao fortalecimento das exportações e da imagem da proteína animal brasileira no exterior.

Entre as iniciativas está o Projeto Comprador, que promoverá rodadas de negócios entre exportadores brasileiros e importadores de mercados estratégicos da Ásia, Oriente Médio, África, América Latina e União Europeia.

O evento também prevê ações de relacionamento com produtores, pesquisadores, jornalistas internacionais e formadores de opinião ligados aos temas de alimentação, sustentabilidade e segurança alimentar.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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