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Brasil deve reduzir exportações de açúcar com maior direcionamento da cana para etanol

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O Brasil, maior produtor e exportador mundial de açúcar, deve reduzir em 14,2% suas exportações na safra 2026/27, que começa em abril. A projeção é da Safras & Mercado, que aponta o redirecionamento da cana-de-açúcar para a produção de etanol como principal fator para a queda nos embarques.

A expectativa é que o país exporte 29 milhões de toneladas de açúcar, abaixo das 33,8 milhões de toneladas registradas na temporada anterior.

Produção de açúcar recua e etanol avança

De acordo com a consultoria, a produção total de açúcar deve cair de 43,5 milhões para 40,3 milhões de toneladas na safra 2026/27. Em contrapartida, a produção de etanol, incluindo o combustível derivado do milho, deve crescer 10,7%, atingindo 42,58 bilhões de litros.

Esse movimento reflete a maior atratividade econômica do etanol no cenário atual, influenciado principalmente pela valorização do petróleo no mercado internacional.

Mix de produção favorece o etanol

As usinas brasileiras têm flexibilidade para definir o destino da cana, podendo priorizar açúcar ou etanol conforme as condições de mercado. Para a nova safra, a projeção é que:

  • 47% da cana-de-açúcar seja destinada à produção de açúcar
  • O restante seja direcionado ao etanol
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Na safra anterior, a participação do açúcar era de 49%, evidenciando a mudança de estratégia do setor.

Mistura de etanol na gasolina pode ampliar demanda

Segundo Mauricio Muruci, analista da Safras & Mercado, há expectativa de que o governo brasileiro aumente a mistura obrigatória de etanol na gasolina de 30% para 35% no segundo semestre.

Caso a medida seja confirmada, a demanda por etanol anidro deve crescer de forma significativa. A estimativa é que cada ponto percentual adicional na mistura represente cerca de 920 milhões de litros extras de etanol no mercado interno.

Preço da gasolina e cenário internacional influenciam decisão

O cenário externo, marcado pela alta do petróleo e tensões geopolíticas, como a guerra no Irã, reforça a competitividade do etanol. No entanto, os preços da gasolina no Brasil ainda não foram reajustados pela Petrobras após o início do conflito.

Atualmente, os preços internos da gasolina estão cerca de 40% abaixo da paridade de importação, o que pode limitar, no curto prazo, o repasse integral das altas internacionais ao mercado doméstico.

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Perspectivas para o setor sucroenergético

O cenário projetado para a safra 2026/27 indica um reposicionamento estratégico das usinas, priorizando o etanol diante de melhores margens e possível aumento da demanda interna.

A combinação de:

  • Preços elevados do petróleo
  • Possível aumento da mistura de etanol
  • Flexibilidade produtiva das usinas

deve manter o etanol como protagonista no setor, ao mesmo tempo em que reduz a oferta de açúcar para exportação, com impacto direto no mercado global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Ministro Edipo Araujo destaca políticas para pesca e aquicultura na Bahia

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O ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, cumpriu nesta quarta-feira (30) agenda na Bahia com foco no fortalecimento da aquicultura, da pesca artesanal e das políticas públicas voltadas aos trabalhadores das águas. A programação teve início em Camaçari, com visita a modelos produtivos do Sisteminha Embrapa, e seguiu em Salvador, onde o ministro se reuniu com pescadores artesanais, aquicultores familiares e lideranças do setor para apresentar o Pronaf Azul e entregar autorizações de pesca de embarcações por meio do Programa Nacional de Regularização de Embarcação de Pesca (PROPESC).

Em Camaçari, o ministro conheceu instalações do Sisteminha implantadas por um grupo beneficiado por edital destinado a Organizações da Sociedade Civil para o desenvolvimento de atividades de aquicultura. O modelo integra a criação de tilápia com a produção de hortaliças, promovendo o aproveitamento dos recursos e a diversificação da produção. Para Edipo Araujo, a experiência demonstra como as políticas públicas podem produzir resultados diretamente nos territórios. “A gente consegue ver a política pública chegando na ponta e mudando a vida das pessoas”, afirmou.

O ministro também destacou que a iniciativa ultrapassa o incentivo à produção aquícola ao dialogar com outras políticas públicas, como segurança alimentar, igualdade racial, direitos humanos e cidadania. “Mostra uma transversalidade muito grande de uma política que era simplesmente para que a gente pudesse cultivar tilápia, mas ela dialoga para além da nossa área setorial”, ressaltou.

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Pronaf Azul amplia acesso ao crédito

Em Salvador, a agenda foi dedicada à apresentação do Pronaf Azul, linha de crédito específica para os públicos da pesca e da aquicultura inserida no Plano Safra. A política contempla três modalidades: Pronaf B, Pronaf Mais Alimentos e Pronaf Custeio.

De acordo com o ministro, o Pronaf B possui taxa de juros de 0,5% ao ano, enquanto as modalidades Mais Alimentos e Custeio têm juros de 2% ao ano. As condições incluem prazos de pagamento que podem chegar a três anos para custeio e dez anos para investimentos, com possibilidade de financiamento de até R$ 250 mil.

Durante o encontro com representantes do setor, Edipo Araujo ressaltou a importância de ampliar os instrumentos de financiamento para fortalecer a produção de pescado e a oferta de alimentos. “Estamos reunidos com os pescadores artesanais, aquicultores familiares, para falar dessa política pública que é tão necessária para fomentar cada vez mais o alimento que menos impacta o meio ambiente”, afirmou.

PROPESC entrega autorizações de pesca

A programação em Salvador também contou com a entrega de autorizações de pesca de embarcações no âmbito do Programa de Regularização do PROPESC. Segundo o ministro, a iniciativa promoveu a desburocratização do processo e ampliou o prazo de validade das autorizações para dez anos. “Entregamos em mãos aos nossos usuários da pesca artesanal uma autorização de dez anos”, destacou Edipo Araujo.

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A agenda na Bahia reforça a atuação do Ministério da Pesca e Aquicultura na implementação de políticas públicas voltadas à produção de alimentos, ao acesso ao crédito, à regularização da atividade pesqueira e ao fortalecimento da aquicultura familiar, aproximando as ações do Governo Federal das realidades dos territórios.

Élen Gorski
Ministério da Pesca e Aquicultura
[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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