Mato Grosso

Polícia Civil flagra desmate ilegal em área de conservação em Barão de Melgaço

Publicado

Ação da Polícia Civil interrompeu a prática de desmate ilegal em uma área de conservação ambiental na região de Barão de Melgaço, na tarde de quinta-feira (25.03). Uma pessoa foi detida em flagrante delito.

No local, a Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema) apreendeu uma pá escavadeira em plena operação, um veículo Fiat Strada com pacotes de sementes para plantio de pastagem e um reservatório de combustível para capacidade de mil litros.

Durante as diligências investigativas, os policiais civis da Dema flagraram uma atividade de desmatamento irregular em área protegida ocorrendo no município de Barão de Melgaço.

A equipe avistou uma pá escavadeira fazendo a derrubada de vegetação nativa e preparação do solo para formação de pastagem. A cena despertou suspeitas quanto à legalidade da intervenção ambiental.

Os investigadores encaminharam as coordenadas geográficas do local à Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso, que realizou consulta imediata no sistema e confirmou que a área não possuía autorização para desmate.

Leia mais:  Governo de MT entrega chaves de 192 casas em parceria com a prefeitura e União

Diante da ausência da Licença Ambiental e Cadastro Ambiental Rural (CAR) e em razão da área se tratar de Unidade de Conservação da Estrada Parque Santo Antônio–Porto de Fora–Barão de Melgaço, a atividade é considerada ilegal.

Abordagem

Na ocasião, o operador da máquina contou que havia sido contratado para realizar o desmate e preparar o terreno. Em contato telefônico o contratante confirmou a versão do contratado.

Outro indivíduo que estava no local conseguiu fugir. Ele foi identificado como o proprietário da Saveiro de cor branca, com pacotes de sementes destinadas à formação de pastagem (material compatível com a conversão de área nativa) no interior do veículo.

Em seguida os equipamentos foram apreendidos e o operador da máquina detido para esclarecimentos. Os envolvidos responderão pelos crimes ambientais: destruição de vegetação em área protegida, dano a unidade de conservação, eventual transporte ou uso de produtos de origem ilegal, em concurso de pessoas.

O trabalho contou com apoio do Batalhão de Proteção Ambiental que esteve no local e realizou as sanções administrativas como embargo e notificação para concluir a valoração do dano e multa administrativa.

Leia mais:  Seduc lança concurso artístico para selecionar capas dos materiais didáticos de 2026 da rede estadual

A investigação segue em andamento para apurar responsabilidades e eventuais desdobramentos do caso.

Fonte: Governo MT – MT

Comentários Facebook
publicidade

Mato Grosso

Prefeita de Pedra Preta denuncia vereador por violência política de gênero e pede cassação de mandato

Publicado

Representação apresentada por Iraci Ferreira de Souza acusa parlamentar de ataques pessoais, quebra de decoro e uso do mandato para desqualificar a gestora

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira de Souza, apresentou uma representação disciplinar contra o vereador Carlos Fernando Pereira de Oliveira, o “Fernando do Galvileiro”, sob acusação de violência política de gênero e quebra de decoro parlamentar.

A denúncia foi encaminhada à Procuradoria Especial da Mulher da Câmara Municipal e, posteriormente, remetida à Presidência do Legislativo para análise e adoção das providências cabíveis. No documento de encaminhamento, a própria Procuradoria ressalta que não possui natureza investigativa ou poder para aplicar sanções, cabendo aos órgãos competentes da Câmara analisar o caso.

Segundo a representação, os episódios teriam ocorrido durante fiscalizações e manifestações públicas realizadas pelo vereador nos meses de junho, julho e agosto de 2026. A prefeita sustenta que as críticas ultrapassaram o debate administrativo e passaram a conter ataques pessoais e expressões consideradas ofensivas.

Entre os episódios citados está uma fiscalização realizada no Distrito Industrial, em junho, quando o parlamentar fez críticas à administração municipal. Outro fato apontado ocorreu às margens da Rodovia 459, em julho. A representação também relata um episódio ocorrido em 11 de agosto, na Farmácia Municipal, quando o vereador realizou uma transmissão ao vivo e questionou a falta de medicamentos. A defesa da prefeita afirma que, durante essas manifestações, foram utilizadas expressões como “incompetente”, “omissa” e “mentirosa”.

Leia mais:  Seciteci abre inscrições para cursos gratuitos de reparo de celulares e Inteligência Artificial

Na representação, Iraci argumenta que não pretende impedir a fiscalização do Legislativo ou críticas à administração, mas sustenta que houve uma sequência de manifestações direcionadas à sua pessoa e à sua condição de mulher ocupante do cargo de chefe do Executivo.

O documento fundamenta a denúncia na legislação que trata da violência política contra a mulher e também defende que a imunidade parlamentar não serviria para proteger eventuais ofensas pessoais sem relação direta com o exercício legítimo do mandato.

Ao final, a prefeita solicita o recebimento da representação, a análise preliminar dos fatos e o encaminhamento do caso à Mesa Diretora e à Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara de Pedra Preta. Entre as medidas requeridas está a abertura de processo disciplinar que poderá, caso as acusações sejam comprovadas e observados o contraditório e a ampla defesa, resultar inclusive na cassação do mandato do vereador.

Iraci também pede o envio de cópia dos autos ao Ministério Público de Mato Grosso, para análise de eventuais ilícitos funcionais e crimes contra a honra. A representação foi protocolada na Câmara Municipal de Pedra Preta no dia 20 de agosto de 2026.

Leia mais:  Polícia Civil prende foragido por descumprir decisão judicial e coagir vítima para retirar medida protetiva

Até esta etapa, trata-se de uma representação com acusações formuladas pela prefeita, e não de uma decisão definitiva contra o parlamentar. Caberá aos órgãos competentes da Câmara avaliar o prosseguimento do caso e assegurar ao vereador o direito de defesa.

Veja a Representação

Fonte: Política

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana