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Estratégias transfronteiriças para conservação e coexistência com a onça-pintada pauta a agenda no Espaço Brasil

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A conservação da onça-pintada (Panthera onca) e os desafios da sua coexistência com as populações humanas foram temas centrais dos debates no Espaço Brasil nesta quinta-feira (26/3). Durante a 15ª Reunião da Conferência das Partes (COP15) da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres (CMS, na sigla em inglês), representantes do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) afirmaram que a proteção da espécie, que é símbolo da biodiversidade do continente, depende da manutenção de corredores ecológicos que cruzam fronteiras nacionais e de uma forte agenda de educação ambiental.

“A onça simboliza a força da natureza e é um indicador vital. Onde há onça, há conservação. Por ser uma espécie transfronteiriça, a sua inclusão na CMS é fundamental para articular o trabalho entre os países vizinhos e garantir que os esforços de um território não sejam isolados”, afirmou o presidente da COP15 e secretário-executivo do MMA, João Paulo Capobianco.

O painel “Estratégias e ações para a conservação de populações críticas de onça-pintada no Brasil e zonas transfronteiriças” abordou a situação de populações críticas, especialmente na Mata Atlântica e na Caatinga, biomas em que a fragmentação do habitat e os conflitos com a pecuária são as principais ameaças. No Brasil, a onça-pintada está classificada como Vulnerável na Lista Nacional de Espécies Ameaçadas de Extinção, enfrentando riscos como o abate retaliatório, incêndios florestais e o isolamento populacional. Por ser uma espécie-bandeira, seu estado de conservação reflete a saúde de biomas inteiros.

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Como resposta aos desafios, o MMA e órgãos parceiros apresentaram ações de sucesso em zonas de fronteira, como no Parque Nacional do Iguaçu (PR). Na região, o trabalho conjunto com a Argentina tem transformado a relação de proprietários rurais com o felino. Iniciativas de capacitação e o projeto “Onça na Escola” (iniciativa do Projeto Onças do Iguaçu, coordenado pela organização Pró-Carnívoros) utilizam linguagem acessível e educação ambiental para orientar a sociedade sobre como agir em encontros com o animal ou em casos de predação de gado, substituindo o conflito pela convivência.

“O Brasil trabalha para garantir que a proteção da onça-pintada vá além das unidades de conservação, integrando as paisagens produtivas e as comunidades que vivem no entorno destes santuários”, reforçou Capobianco. O monitoramento transfronteiriço revelou que a mudança de comportamento dos produtores rurais, que passaram a poupar a vida dos animais em favor da convivência, tem sido decisiva para a recuperação da espécie no “corredor verde” que conecta ecossistemas no Brasil e na Argentina por meio dos rios da bacia do Paraná.

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Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
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Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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Brasil reforça compromisso com pesca e aquicultura sustentáveis e segurança alimentar na FAO

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O Brasil reforçou o compromisso com a pesca sustentável, a aquicultura responsável e a segurança alimentar durante a 37ª Sessão do Comitê de Pesca da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), em Roma, na Itália. A participação ministerial marca o retorno do Brasil ao principal fórum internacional de discussão sobre pesca e aquicultura após 14 anos.


Em seu discurso inaugural, o ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, destacou a recriação do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), em 2023, e a importância do setor para a segurança alimentar e nutricional. O ministro também ressaltou que o Brasil deixou o Mapa da Fome da FAO em 2025.

 

“Temos a convicção de que a pesca e a aquicultura são fundamentais para sistemas alimentares mais sustentáveis, resilientes e diversificados”, afirmou.


Ciência e sustentabilidade

 

Entre os avanços apresentados está a reconstrução da série histórica da pesca marinha brasileira, de 1950 a 2025, e o desenvolvimento de uma plataforma para ampliar o acesso e a transparência dos dados pesqueiros. O Brasil também restabeleceu o Grupo Técnico Interministerial para prevenção e combate à pesca ilegal, não declarada e não regulamentada (INDNR) e vem preparando suas equipes para a implementação do Acordo sobre Medidas do Estado do Porto. Com cerca de 1,7 milhão de pescadores e pescadoras, o país defende uma gestão pesqueira baseada em ciência e evidências, aliada à conservação dos ecossistemas aquáticos.

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Aquicultura e mudanças climáticas

 

Na aquicultura, o Brasil está construindo o Plano Nacional da Aquicultura, com diretrizes para os próximos dez anos e foco em investimentos, inovação, sustentabilidade e agregação de valor. O país também trabalha para ampliar a resiliência das comunidades pesqueiras e aquícolas diante das mudanças climáticas, por meio do Plano Clima, além de fortalecer a assistência técnica, a extensão e o acesso ao crédito. Outra prioridade é ampliar o consumo de pescado e sua presença nos programas de alimentação escolar, contribuindo para a segurança alimentar e fortalecendo a cadeia produtiva.

Valorização da pesca artesanal

O ministro destacou ainda a realização da Cúpula da Pesca de Pequena Escala, realizada em Roma, e reforçou a importância da participação dos pescadores na construção das políticas públicas. No Brasil, esse compromisso está refletido na construção do Plano Nacional da Pesca Artesanal, voltado ao fortalecimento do setor e ao reconhecimento de sua importância para a segurança alimentar, a geração de renda e as economias locais. No cenário internacional, o Brasil também destacou a presença dos alimentos aquáticos nas discussões do G20, dos BRICS e da COP30 e COP15 da CMS.

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Ao concluir, o ministro reafirmou que pesca sustentável, aquicultura responsável, segurança alimentar, geração de renda e conservação dos recursos aquáticos são agendas inseparáveis.“O Brasil reafirma seu compromisso com a cooperação internacional e com uma gestão pesqueira baseada na ciência, em dados de qualidade e na participação dos pescadores.”

ASCOM

Ministério da Pesca e Aquicultura

[email protected] 

 

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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