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Produção recorde de frango pressiona preços, enquanto mercado de ovos recua no fim da Quaresma

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O mercado brasileiro de proteínas animais apresentou movimentos distintos nas últimas semanas. Enquanto a produção recorde de carne de frango ampliou a oferta e pressionou os preços, o setor de ovos registrou recuo nas cotações com a perda de força da demanda na segunda metade de março. Apesar disso, a expectativa é de recuperação para ambos os segmentos no curto prazo.

Produção recorde de frango amplia oferta no mercado interno

O setor avícola nacional alcançou um novo marco em 2025, com produção recorde de carne de frango. Segundo dados do IBGE, o volume totalizou 14,3 milhões de toneladas, crescimento de 4,2% em relação a 2024 — o maior avanço anual desde 2021.

No quarto trimestre, a produção atingiu 3,65 milhões de toneladas, o maior resultado já registrado para o período na série histórica. O desempenho representa alta de 1,5% frente ao trimestre anterior e de expressivos 8% na comparação com o mesmo intervalo de 2024.

De acordo com pesquisadores do Cepea, o forte ritmo de produção elevou a oferta no mercado interno, exercendo pressão negativa sobre os preços da proteína. Mesmo com o bom desempenho das exportações, o aumento da disponibilidade doméstica foi determinante para o movimento de queda nas cotações.

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Oferta elevada deve perder força no próximo trimestre

Levantamentos do Cepea indicam que a disponibilidade interna de carne de frango cresceu entre dezembro e janeiro — quando atingiu recorde — recuou levemente em fevereiro e voltou a avançar em março.

Para o próximo trimestre, a expectativa é de desaceleração no ritmo de abates pela indústria, o que deve contribuir para limitar a oferta. Esse possível ajuste, combinado com o fim da Quaresma, pode favorecer uma recuperação nos preços no mercado interno.

Preços dos ovos recuam com enfraquecimento da demanda

No mercado de ovos, a reta final da Quaresma não foi suficiente para sustentar a demanda. A partir da segunda quinzena de março — período em que tradicionalmente há desaceleração no consumo — as cotações passaram a cair em todas as regiões acompanhadas pelo Cepea.

Essa foi a primeira queda registrada desde o início do período religioso, em 18 de fevereiro. Ainda assim, os aumentos observados na primeira metade do mês garantem que a média parcial de março (até o dia 25) permaneça superior à de fevereiro.

Baixa liquidez pressiona negociações no setor de ovos

Segundo agentes do mercado, embora a oferta de ovos permaneça controlada nas principais regiões produtoras, a baixa liquidez tem sido o principal fator de pressão sobre os preços.

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O menor volume de negociações intensificou a busca por descontos, resultando na queda recente das cotações. Esse cenário reflete a retração momentânea da demanda, típica do período.

Semana Santa pode impulsionar reação nos preços

As perspectivas para o curto prazo são mais positivas. A expectativa do setor é de retomada das vendas já na próxima semana, com a chegada da Semana Santa — período em que o consumo de ovos tradicionalmente se intensifica.

Esse movimento pode contribuir para reaquecer o mercado e sustentar uma recuperação nos preços, alinhando-se também à possível reação nas cotações da carne de frango diante do ajuste na oferta.

Cenário aponta recuperação gradual das proteínas

A combinação de oferta elevada no mercado de frango e enfraquecimento da demanda por ovos pressionou os preços das proteínas em março. No entanto, fatores sazonais e ajustes na produção indicam um cenário de possível recuperação no curto prazo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preço do trigo se mantém firme no Brasil com oferta restrita e baixa liquidez no mercado

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Mercado de trigo encerra semana com preços sustentados e pouca negociação

O mercado brasileiro de trigo fechou a semana com baixa movimentação no mercado spot, mantendo preços firmes diante de um cenário de oferta restrita e dificuldade de acesso a produto de melhor qualidade.

De acordo com análise da Safras & Mercado, o ambiente segue marcado por negociações pontuais e desalinhamento entre compradores e vendedores, o que limita a liquidez no curto prazo.

Escassez de trigo de qualidade é principal fator de sustentação

Segundo o analista Elcio Bento, o principal vetor do mercado continua sendo a limitação na oferta, tanto em volume quanto em qualidade.

A disponibilidade reduzida de trigo panificável tem ampliado o diferencial entre lotes, elevando a disputa por produto de melhor padrão e sustentando os preços, especialmente nas regiões produtoras do Sul.

Preços registram alta no Paraná e no Rio Grande do Sul

Ao longo da semana, o mercado doméstico apresentou recuperação moderada nas cotações:

  • Paraná: média de R$ 1.373 por tonelada, com alta de 1% na semana e 9% no mês
  • Rio Grande do Sul: preços próximos de R$ 1.275 por tonelada, acumulando valorização de 11% no período
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Apesar do avanço recente, os valores ainda permanecem abaixo dos níveis registrados no mesmo período de 2025, reflexo principalmente do comportamento do câmbio.

Produtores seguram vendas e indústria mantém posição confortável

O ritmo de negócios segue travado no país. Produtores adotam postura cautelosa, evitando comercializar em níveis considerados pouco atrativos, enquanto a indústria opera com estoques que permitem adiar novas aquisições.

Esse cenário contribui para o baixo volume de negociações e reforça o equilíbrio instável entre oferta e demanda.

Estoques baixos mantêm mercado ajustado no curto prazo

A disponibilidade interna de trigo segue limitada. Estimativas apontam estoques remanescentes de aproximadamente:

  • 100 mil toneladas no Paraná
  • 250 mil toneladas no Rio Grande do Sul

No caso gaúcho, a demanda projetada para moagem nos próximos meses supera significativamente o volume disponível, o que mantém o mercado ajustado.

Os compradores indicam preços ao redor de R$ 1.260 por tonelada, podendo alcançar até R$ 1.300 em contratos para prazos mais longos.

Mercado externo e câmbio influenciam formação de preços

No cenário internacional, o trigo argentino segue cotado em torno de US$ 240 por tonelada. No entanto, incertezas relacionadas à qualidade do produto têm reduzido a oferta efetiva de trigo panificável, aumentando a necessidade de buscar origens alternativas.

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Ao mesmo tempo, o câmbio abaixo de R$ 5,00 atua como fator moderador sobre os preços internos, impactando a paridade de importação — principal referência para o mercado brasileiro.

Tendência é de mercado firme, mas com liquidez limitada

A combinação de oferta restrita, estoques baixos e cautela nas negociações mantém o mercado de trigo sustentado no curto prazo.

Ainda assim, a baixa liquidez e as incertezas sobre qualidade e origem do produto indicam um ambiente de atenção para produtores e indústrias, que seguem ajustando suas estratégias diante de um cenário ainda indefinido.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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