Economia

MDIC e BID promovem debate sobre IA e melhoria regulatória

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Em um cenário em que a inteligência artificial (IA) redefine a eficiência global, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) realizaram, nesta quinta-feira (26), o seminário “Inteligência Artificial e Melhoria Regulatória: Oportunidades e Desafios para o Brasil”.

O evento colocou em debate a forma como o Estado formula políticas públicas e se relaciona com a sociedade. “A adoção da inteligência artificial no processo regulatório é importante para modernizar o Estado brasileiro, reduzir custos e garantir políticas públicas mais eficientes, transparentes e baseadas em evidências”, afirmou o secretário-adjunto de Competitividade e Política Regulatória do MDIC, Leonardo Oliveira.

Mais do que discutir conceitos, o evento destacou como a tecnologia já vem transformando, na prática, as regras do jogo no Brasil e na América Latina.

As discussões evidenciaram o potencial da IA para ampliar a eficiência regulatória, permitindo a mensuração de custos e a identificação automática de obrigações. Essa modernização também se reflete nas atividades de fiscalização, que passam a contar com mecanismos mais inteligentes e ágeis de monitoramento do cumprimento de normas.

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Outro aspecto relevante apontado no debate foi o fortalecimento da relação entre governo e sociedade, com o uso de sistemas capazes de analisar, em larga escala, as contribuições enviadas por cidadãos em consultas públicas. Esse recurso permite processar opiniões com mais rapidez e transparência garantindo que as decisões públicas sejam cada vez mais orientadas por dados concretos e evidências.

“O Brasil, maior economia da América Latina, tem grande potencial, mas enfrenta desafios como o alto custo dos negócios e a complexidade regulatória. Nesse cenário, a inteligência artificial surge como uma ferramenta importante para simplificar processos e apoiar melhorias regulatórias”, enfatizou o especialista principal em Modernização do Estado do BID, Mariano Lafuente.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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Economia

Secretária do MDIC analisa desafios do comércio exterior em um contexto global em transformação

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A diversificação de mercados e a ampliação da inserção internacional do Brasil foram destacadas pela secretária de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Tatiana Prazeres, durante o painel “RELGOV 360º – O comércio exterior em ambiente de mudanças geopolíticas”, realizado na quinta-feira (28/5), em São Paulo (SP), no IV Congresso Internacional do Instituto de Relações Governamentais (IRELGOV).

A secretária Tatiana Prazeres ressaltou a resiliência e a capacidade de adaptação da economia brasileira. Apesar do cenário internacional turbulento, o Brasil encerrou 2025 com resultados históricos no comércio exterior, incluindo recordes no número de empresas exportadoras, nas exportações totais, na corrente de comércio, nas exportações da indústria de transformação e em diversos produtos e mercados.

“Esse desempenho decorre da convergência de diferentes fatores, entre eles a ampliação da demanda internacional por produtos brasileiros, a existência de um amplo mercado externo ainda a ser explorado, a atuação rápida do governo na oferta de instrumentos de apoio para enfrentar as dificuldades surgidas ao longo do ano e, sobretudo, a capacidade das empresas brasileiras de se adaptar com velocidade e competência a um cenário externo cada vez mais desafiador”, afirmou.

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Tatiana Prazeres avaliou que o comércio exterior passou por mudanças significativas nos últimos anos e exige uma compreensão cada vez mais ampla do cenário internacional.

“Quando eu ingressei no serviço público, entender de comércio internacional significava dominar profundamente os instrumentos técnicos da área, como os cálculos numa investigação antidumping. Hoje, além de dominar as questões técnicas, é necessário se dedicar à geoeconomia e às políticas adotadas mundo afora para se operar em um mundo em que comércio e questões estratégicas se combinam”, disse.

No mesmo painel, o diretor de Negócios da Apex-Brasil, Floriano Pesaro, ressaltou a conclusão de acordos comerciais pelo Brasil e a realização de missões empresariais como iniciativas importantes para a diversificação das exportações brasileiras.

O painel reuniu especialistas, representantes da academia e profissionais da área de relações governamentais para discutir os impactos das mudanças geopolíticas sobre o comércio, os investimentos e a atuação dos países na economia global.

Congresso

Promovido pelo IRELGOV, o congresso reúne profissionais do setor público e privado, pesquisadores, estudantes, representantes da mídia e especialistas em relações governamentais para debater temas relacionados à política, democracia, geopolítica e desenvolvimento econômico.

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Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

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