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Restauração de áreas degradadas é estratégica para garantir rotas de espécies migratórias no Brasil

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A restauração da vegetação nativa no Brasil é peça-chave para garantir que espécies migratórias consigam atravessar o continente com segurança. Durante o painel “Conectividade em ação: da integração de políticas à implementação territorial para espécies migratórias”, que encerrou as atividades do Espaço Brasil na sexta-feira (27/3), o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) reforçou que a implementação da meta nacional de restaurar 12 milhões de hectares é fundamental para conectar fragmentos de biomas hoje isolados.

A meta, estabelecida pelo Plano Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa (Planaveg), ganha contornos de urgência na 15ª Reunião da Conferência das Partes (COP15) da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres (CMS, na sigla em inglês). O desafio discutido pelos especialistas foi como traduzir esse passivo de áreas degradadas em vias seguras para o trânsito da fauna e a integração às políticas de recuperação com a proteção de rotas migratórias sazonais.

“Quando olhamos para a restauração, impactamos não apenas a biodiversidade, mas o desenvolvimento socioeconômico dos territórios. A restauração é um ativo fundamental para conectar áreas vitais e garantir a sobrevivência de espécies que dependem desses corredores para migrar”, afirmou Belote.

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Belote defendeu que a agenda de restauração, além de cumprir compromissos internacionais, é um motor de desenvolvimento regional, gerando emprego e renda ao transformar áreas exauridas em ecossistemas produtivos e resilientes. Atualmente, o Brasil registra cerca de 3,4 milhões de hectares recuperados, avançando na execução territorial da meta de 12 milhões de hectares.

Paisagens sinérgicas

A estratégia brasileira apresentada na COP15 foca no desenvolvimento de “paisagens sinérgicas”. Nessas áreas, a implementação de processos de restauração contribui simultaneamente para diferentes convenções internacionais e une clima, biodiversidade e a salvaguarda das espécies migratórias em uma única frente de execução territorial. Esse modelo de execução integrada permite que o país maximize os resultados de cada hectare recuperado.

O debate no Espaço Brasil reforçou que a conectividade para espécies migratórias impõe um desafio transfronteiriço: a recuperação de hectares no país deve estar articulada com esforços internacionais para garantir que os corredores ecológicos não sejam interrompidos nas divisas territoriais.

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
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Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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Brasil e Guatemala fortalecem parceria agropecuária ao celebrarem 50 anos de cooperação

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O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Alimentação da Guatemala (MAGA) assinaram, nesta quarta-feira (3), na Cidade da Guatemala, um Memorando de Entendimento (MoU) para fortalecer a cooperação bilateral em áreas estratégicas para o desenvolvimento agropecuário.

A assinatura do documento marca os 50 anos de cooperação entre Brasil e Guatemala e amplia a atuação conjunta em temas como pesquisa agropecuária, inovação tecnológica, sanidade animal e vegetal, recursos genéticos, bioinsumos, agricultura regenerativa, recuperação de solos, capacitação técnica, promoção de investimentos e facilitação do comércio agropecuário.

A agenda integra a missão oficial do Mapa à América Central, liderada pelo secretário-executivo, Cleber Soares, e também representa a retribuição da visita realizada recentemente pela ministra da Agricultura, Pecuária e Alimentação da Guatemala, María Fernanda Rivera Dávila, ao Brasil. Na ocasião, foram fortalecidos os entendimentos bilaterais e avançadas pautas de interesse comum, incluindo a habilitação de seis plantas frigoríficas brasileiras de carne bovina para exportação ao mercado guatemalteco.

Durante a reunião bilateral, as delegações identificaram oportunidades para ampliar a cooperação entre instituições brasileiras e guatemaltecas, com destaque para o intercâmbio de conhecimentos em manejo sustentável de solos, bioinsumos, agricultura resiliente às mudanças climáticas, monitoramento agroclimático e tecnologias voltadas ao aumento da produtividade agrícola.

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O Memorando de Entendimento também prevê a criação de mecanismos permanentes de coordenação entre os ministérios, incluindo grupo de trabalho conjunto, intercâmbio de especialistas, realização de missões técnicas, capacitações e desenvolvimento de projetos de interesse comum.

A Guatemala manifestou interesse em aprofundar a cooperação com o Brasil em áreas como o melhoramento genético de pescado e de bovinos, com o objetivo de promover o desenvolvimento da pecuária e ampliar a transferência de tecnologia. Durante as discussões, o governo guatemalteco reconheceu a experiência brasileira como referência internacional em inovação agropecuária e solicitou apoio para ações voltadas ao aprimoramento genético e ao fortalecimento do rebanho bovino do país.

As delegações também discutiram temas relacionados à ampliação do comércio agropecuário bilateral, incluindo avanços em processos sanitários para produtos de origem animal e oportunidades para fortalecer as relações comerciais entre os dois países. 

A programação incluiu ainda uma reunião estratégica no Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), na Cidade da Guatemala. Durante o encontro, foram discutidas oportunidades de cooperação regional em temas como bioinsumos, cafeicultura, agricultura sustentável, adaptação às mudanças climáticas, genética animal e fortalecimento institucional.

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As discussões ampliaram as perspectivas de atuação conjunta entre Brasil, Guatemala e organismos internacionais para o desenvolvimento de iniciativas voltadas à inovação, à sustentabilidade e ao fortalecimento da agricultura na região.

Informações à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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