Agro News

Pastagem Tifton 85 aumenta produtividade na pecuária do semiárido cearense

Publicado

A introdução da pastagem Tifton 85 no Ceará vem transformando a produção de bovinos no semiárido, permitindo maior produtividade e sustentabilidade. A gramínea, com mais que o dobro de proteína em relação a outras forrageiras tropicais, possibilita triplicar a lotação de animais por hectare e protege o solo contra erosão.

Agropecuária cearense cresce apesar dos desafios climáticos

O setor agropecuário do Ceará mostrou crescimento de 5,3% no terceiro trimestre de 2025, superando o PIB estadual, que avançou 2,25%, segundo dados do Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará.

Apesar dos bons resultados, produtores enfrentam desafios ligados à seca prolongada, acesso limitado à tecnologia e altos custos para implantação de sistemas irrigados, especialmente em pequenas e médias propriedades.

Tifton 85: inovação para alta produtividade

O zootecnista Oswaldo Stival Neto explica que o Tifton 85, híbrido criado nos Estados Unidos em 1992, supera limitações das pastagens tradicionais. Originalmente difícil de propagar, a empresa Amazon Mudas desenvolveu mudas clonadas mecanizáveis, permitindo plantio eficiente em larga escala.

Leia mais:  Incofios aposta em educação corporativa para sustentar crescimento e inovação até 2030

Segundo o especialista, a gramínea apresenta mais que o dobro de proteína em relação a outras forrageiras tropicais, permitindo alimentar o dobro de animais por hectare. Além disso, sua densidade protege o solo e aumenta a quantidade de matéria seca disponível.

Exemplo prático: Fazenda São José em Russa (CE)

Na Russa, a Fazenda São José implantou o Tifton 85, que oferece mais valor nutricional que a braquiária e aumenta significativamente a produção de forragem por hectare.

“Com o Tifton 85, é possível aumentar a produtividade da criação de gado em até sete cabeças por hectare, comparado à média nacional de uma cabeça por hectare”, afirma Oswaldo Neto.

Resistência à seca e preservação do solo

O Tifton 85 mantém cobertura densa mesmo durante estiagens, protegendo o solo da erosão e retendo umidade. Isso garante maior crescimento da gramínea, mesmo com longos períodos de calor intenso e chuvas irregulares.

“Se o plantio é feito no início da quadra chuvosa, aliado a uma adubação estratégica, a planta já inicia produzindo muita massa e proteína de alto valor nutricional, oferecendo condições ideais para ganho de peso e produção de leite dos animais”, explica o zootecnista.

Perspectiva: tecnologia e sustentabilidade para o semiárido

O uso de mudas clonadas e geneticamente melhoradas do Tifton 85 combina inovação, eficiência e sustentabilidade. A tecnologia proporciona alimentação mais nutritiva, maior lotação de animais por hectare e proteção ambiental, representando uma alternativa viável para pecuaristas que buscam superar os desafios do semiárido brasileiro.

Leia mais:  MPA lança Painel de Monitoramento da Pesca de Tainha em 2026

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
publicidade

Agro News

Exportações de carne bovina do Brasil disparam em 2026 e superam 1,3 milhão de toneladas até maio

Publicado

As exportações brasileiras de carne bovina seguem em forte expansão em 2026. Em maio, o Brasil embarcou 297 mil toneladas da proteína para o mercado internacional, volume 17,8% superior ao registrado no mesmo mês de 2025. O desempenho reforça o protagonismo do país no comércio global de carne bovina e consolida a trajetória de crescimento observada ao longo do ano.

Os dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC), mostram que o faturamento das exportações atingiu US$ 1,83 bilhão em maio, avanço de 6,5% em relação ao mês anterior.

Além do aumento nos embarques, o setor também foi beneficiado pela valorização do produto no mercado internacional. O preço médio da carne bovina exportada alcançou US$ 6.163 por tonelada, registrando alta de 3,5% na comparação com abril.

China responde por mais da metade das exportações brasileiras

A China permaneceu como principal destino da carne bovina brasileira, ampliando sua participação nas compras externas e sustentando o crescimento das exportações nacionais.

Em maio, os chineses adquiriram 157,6 mil toneladas da proteína, movimentando US$ 1,06 bilhão. O volume representa crescimento de 39,6% em relação ao mesmo período do ano passado e corresponde a 53,1% de toda a carne bovina exportada pelo Brasil no mês.

O avanço das compras chinesas ocorre em um momento de antecipação dos embarques por parte dos importadores, diante da implementação de medidas de salvaguarda anunciadas pelo governo do país asiático para o setor de carne bovina.

Leia mais:  MPA lança Painel de Monitoramento da Pesca de Tainha em 2026
Estados Unidos mantêm posição estratégica entre os compradores

Os Estados Unidos seguiram como o segundo principal mercado para a carne bovina brasileira em maio. As exportações para o país somaram 28,8 mil toneladas, gerando receita de US$ 195,6 milhões.

Na comparação anual, os embarques para o mercado norte-americano cresceram 5,1%, demonstrando a manutenção da demanda mesmo em um cenário de maior concorrência internacional.

Entre os principais compradores também se destacaram a Rússia, com importações de 13,7 mil toneladas, o Chile, com 8,5 mil toneladas, e a União Europeia, que adquiriu 8,3 mil toneladas da proteína brasileira durante o mês.

Carne in natura domina receita das exportações

A carne bovina in natura continua sendo o principal produto exportado pelo setor. Em maio, essa categoria respondeu por 88,2% do volume total embarcado e por 93,1% de toda a receita obtida com as exportações brasileiras.

O faturamento da carne in natura atingiu aproximadamente US$ 1,7 bilhão no período, reforçando sua relevância para a balança comercial do agronegócio brasileiro.

Brasil acumula mais de 1,38 milhão de toneladas exportadas em 2026

No acumulado dos cinco primeiros meses do ano, as exportações brasileiras de carne bovina alcançaram 1,388 milhão de toneladas, crescimento de 15,3% em relação ao mesmo período de 2025.

A receita gerada pelo setor chegou a US$ 7,88 bilhões entre janeiro e maio, refletindo tanto o aumento do volume exportado quanto a valorização dos preços internacionais.

O preço médio das exportações brasileiras atingiu US$ 5.677 por tonelada no período, significativamente acima dos US$ 4.824 por tonelada registrados nos cinco primeiros meses do ano passado.

Leia mais:  Incofios aposta em educação corporativa para sustentar crescimento e inovação até 2030
Diversificação de mercados fortalece competitividade brasileira

A China segue liderando o ranking anual de compradores, com 631,9 mil toneladas importadas e faturamento de US$ 3,78 bilhões. O país asiático respondeu por 45,5% do volume exportado pelo Brasil e por 48% de toda a receita gerada pelo setor no acumulado de 2026.

Os Estados Unidos aparecem na segunda posição, com 178,6 mil toneladas embarcadas e receita superior a US$ 1,16 bilhão. Na sequência estão Chile, Rússia e União Europeia, todos registrando crescimento nas importações da proteína brasileira.

Segundo a ABIEC, o desempenho positivo reflete a ampla presença da carne bovina brasileira no mercado internacional.

Atualmente, o produto nacional está presente em mais de 177 destinos ao redor do mundo, estratégia que contribui para ampliar a competitividade do setor, reduzir riscos comerciais e fortalecer a posição do Brasil como um dos maiores exportadores globais de proteína animal.

Perspectivas seguem positivas para o restante do ano

Com demanda internacional aquecida, preços sustentados e diversificação crescente dos mercados compradores, o setor de carne bovina mantém perspectivas favoráveis para os próximos meses.

A continuidade do forte ritmo de exportações reforça a importância da pecuária de corte para o agronegócio brasileiro e para a geração de divisas, consolidando o país como um dos principais fornecedores mundiais de carne bovina.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana