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Brasileiros exigem carne sustentável: 78% consideram essencial produção responsável

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Sustentabilidade se torna prioridade na escolha da carne

A sustentabilidade deixou de ser um diferencial e passou a ser prioridade para os consumidores. Segundo a pesquisa “O que o brasileiro pensa sobre a carne”, apresentada no Simpósio Nutripura, 78% dos entrevistados consideram importante ou muito importante que a carne seja produzida de forma sustentável.

  • 44% classificaram como muito importante
  • 34% como importante
  • 34% não sabem se a pecuária brasileira avançou nessas práticas

O levantamento evidencia uma lacuna entre a expectativa do consumidor e a percepção das ações no campo, mostrando a necessidade de comunicação clara por produtores e indústrias.

Confiança na qualidade da carne brasileira segue alta

O estudo também mostra que os brasileiros continuam confiantes na qualidade da carne nacional:

  • 80% avaliam a carne como boa ou ótima
  • 91% afirmam que o consumo traz benefícios à saúde
  • 82% destacam a proteína como principal benefício
  • 57% citam ferro e vitaminas

Os dados reforçam que o consumidor moderno busca produtos responsáveis sem abrir mão da qualidade nutricional.

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Produtores devem aliar práticas sustentáveis à comunicação eficiente

A pesquisa aponta que há demanda dupla: produção sustentável e comunicação transparente.

  • Ferramentas como rastreabilidade, certificações, controle de bem-estar animal e relatórios de sustentabilidade agregam valor ao produto
  • Mensagens simples e verificáveis no ponto de venda ajudam a reduzir incertezas do consumidor

O levantamento conclui que a “carne do futuro” está ligada à forma de produção e à confiança na cadeia produtiva.

Prioridades do consumidor para a carne do futuro

Ao questionar sobre expectativas, os entrevistados puderam apontar até três prioridades:

  • 47% priorizam a redução do impacto ambiental
  • 40% destacam segurança e qualidade
  • 37% valorizam sabor e maciez

O resultado mostra que o consumidor busca responsabilidade ambiental sem abrir mão do padrão sensorial da carne.

Intenção de consumo permanece estável, mas há atenção à sustentabilidade

Sobre o consumo nos próximos seis meses:

  • 72% manterão o mesmo nível de consumo
  • 12% pretendem aumentar
  • 12% planejam reduzir
  • 1% deixará de consumir carne

O mercado se mostra estável, mas 24% dos consumidores podem mudar hábitos conforme percepção sobre sustentabilidade, preço ou qualidade. Para o setor, isso representa oportunidade e risco simultâneos: marcas que comprovarem práticas responsáveis podem conquistar consumidores; as que não se adequarem, podem perdê-los.

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Supermercados dominam compras e Angus é a raça preferida
  • 69% compram carne em supermercados, tornando o ponto de venda estratégico para comunicação sobre sustentabilidade
  • Açougues e boutiques aparecem atrás como canais de compra
  • 37% dos consumidores preferem carne da raça Angus

Rótulos, selos, painéis informativos e campanhas nos pontos de venda são meios essenciais para transformar ações do campo em percepções tangíveis para o consumidor.

Pesquisa Completa

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

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Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

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O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

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Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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