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Bolsas globais oscilam com tensão no Oriente Médio, enquanto Ibovespa tenta sustentar alta

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Mercados globais operam com volatilidade diante de tensões geopolíticas

Os mercados financeiros internacionais seguem atentos aos desdobramentos do conflito no Oriente Médio nesta terça-feira (31), fator que continua influenciando diretamente o comportamento dos investidores e os preços das commodities, especialmente o petróleo.

O cenário global é marcado por volatilidade, com bolsas apresentando movimentos mistos ao longo do dia, refletindo cautela e ajustes de posição por parte dos agentes financeiros.

Bolsas de Nova York e Europa avançam com expectativa positiva

Em Wall Street, os índices futuros operavam em alta antes da abertura dos mercados. Os contratos do S&P 500 e do Dow Jones Industrial Average subiam cerca de 0,9%, enquanto o Nasdaq avançava 0,8%, sinalizando recuperação após sessões recentes de instabilidade.

Na Europa, o movimento também era positivo. O FTSE 100, de Londres, registrava alta de 0,9%, enquanto o CAC 40, de Paris, subia 0,5%. Já o DAX, de Frankfurt, avançava 0,6%, acompanhando o otimismo moderado dos investidores.

Ásia fecha em queda e registra pior desempenho do mês

Na Ásia, o desempenho foi majoritariamente negativo, com destaque para perdas mais acentuadas em alguns mercados.

O índice Nikkei 225, em Tóquio, caiu 1,6%, apagando os ganhos acumulados no ano após o início das tensões geopolíticas. Na Coreia do Sul, o Kospi recuou 4,3%, refletindo maior aversão ao risco.

Na China, o Shanghai Composite caiu 0,8% no fechamento, enquanto o CSI300 teve baixa próxima de 1%. Já o Hang Seng apresentou leve alta, de cerca de 0,15% a 0,2%.

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No acumulado de março, os mercados chineses registraram forte queda. O índice de Xangai recuou 6,5%, sua pior performance mensal desde janeiro de 2022, enquanto o Hang Seng caiu 6,9%, marcando o pior resultado desde o início de 2024.

Dados industriais da China não afastam cautela do mercado

Apesar da divulgação de dados positivos do setor industrial, o otimismo não foi suficiente para sustentar os mercados. O índice oficial de gerentes de compras (PMI) da indústria chinesa subiu para 50,4 em março, atingindo o maior nível em 12 meses e indicando expansão da atividade.

Ainda assim, investidores seguem preocupados com uma possível desaceleração do crescimento global e com impactos nas cadeias de suprimentos, fatores que podem afetar diretamente as exportações da China nos próximos meses.

Setores como carvão e semicondutores lideraram as perdas nas bolsas chinesas, com quedas de 3,8% e 3,7%, respectivamente.

Commodities sobem com busca por proteção

Em meio ao cenário de incerteza, ativos considerados seguros registraram valorização. O ouro subia cerca de 0,6%, cotado a US$ 4.584,10 por onça, enquanto a prata avançava 3,7%, a US$ 73,17 por onça.

A alta reflete a migração de investidores para ativos de proteção diante do aumento do risco geopolítico.

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Ibovespa tenta sustentar alta com apoio de Vale e Petrobras

No Brasil, o Ibovespa operava em leve alta no início do pregão desta terça-feira, buscando se manter acima dos 182 mil pontos.

No fechamento anterior, o índice havia avançado 0,53%, aos 182.514 pontos, com volume financeiro de R$ 25,5 bilhões.

Entre os principais destaques positivos estão as ações da Vale e da Petrobras, que sustentam o desempenho do índice em meio ao cenário externo mais favorável para commodities.

Dólar e cenário doméstico no radar dos investidores

O dólar operava com leve variação, próximo de R$ 5,24, enquanto o mercado local segue atento tanto ao ambiente internacional quanto a fatores internos, como notícias corporativas e perspectivas econômicas.

Apesar do suporte vindo das commodities, papéis do setor varejista têm apresentado desempenho mais fraco recentemente, refletindo preocupações com consumo e juros.

Perspectivas: volatilidade deve continuar

A tendência para os próximos dias é de manutenção da volatilidade nos mercados globais, à medida que investidores acompanham os desdobramentos no Oriente Médio e seus impactos sobre petróleo, inflação e crescimento econômico global.

No Brasil, o comportamento do Ibovespa deve continuar atrelado ao cenário externo e ao desempenho das commodities, especialmente petróleo e minério de ferro, além do fluxo de capital estrangeiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Etanol despenca com avanço da safra de cana e registra menor preço de 2026 no Brasil

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O avanço da safra de cana-de-açúcar no Centro-Sul do Brasil já começa a provocar impactos diretos no mercado de combustíveis. Com aumento da oferta de biocombustível, o preço do etanol hidratado registrou a maior queda entre os combustíveis na segunda semana de maio e atingiu o menor patamar de 2026.

Levantamento do Monitor de Preços de Combustíveis da Veloe, elaborado com apoio técnico da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, mostra que o litro do etanol caiu 3,83% em relação à última semana de abril, passando para R$ 4,48 na média nacional.

O movimento reforça a pressão baixista provocada pela intensificação da moagem de cana-de-açúcar e pela maior disponibilidade do produto no mercado interno.

Etanol amplia vantagem frente à gasolina

Enquanto o etanol apresentou forte retração, os demais combustíveis tiveram comportamento mais moderado no período analisado.

A gasolina comum recuou 0,27%, para R$ 6,76 por litro, enquanto o diesel S-10 caiu 1,27%, chegando a R$ 7,21 por litro.

Preços médios nacionais – 2ª semana de maio de 2026
  • Gasolina comum: R$ 6,76/litro (-0,27%)
  • Etanol hidratado: R$ 4,48/litro (-3,83%)
  • Diesel S-10: R$ 7,21/litro (-1,27%)

Desde o pico registrado em meados de abril, o etanol já acumula queda próxima de 7%, com redução de R$ 0,34 por litro no período.

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Além de aliviar parcialmente o bolso do consumidor, o movimento também aumentou a competitividade do biocombustível frente à gasolina.

A relação de preços entre etanol e gasolina caiu de 71,7% no fim de abril para 69,7% na segunda semana de maio, retornando ao nível considerado economicamente vantajoso para veículos flex.

Tradicionalmente, o mercado utiliza o percentual de 70% como referência para indicar quando o etanol se torna mais atrativo em relação à gasolina, embora a eficiência varie conforme o modelo do veículo e as condições regionais.

Centro-Sul lidera queda nos preços do etanol

Os maiores recuos no preço do etanol foram observados em estados ligados diretamente à produção sucroenergética do Centro-Sul brasileiro.

Estados com maiores quedas no preço do etanol
  • Goiás: -R$ 0,24 por litro (-4,9%)
  • Distrito Federal: -R$ 0,22 (-4,6%)
  • São Paulo: -R$ 0,21 (-4,7%)
  • Minas Gerais: -R$ 0,20 (-4,2%)
  • Mato Grosso: -R$ 0,19 (-4,1%)

A presença de importantes polos produtores entre as maiores quedas reforça o impacto direto da ampliação da moagem de cana sobre os preços finais ao consumidor.

Safra de cana aumenta pressão sobre o mercado

O mercado acompanha de perto a evolução da safra 2026/27 no Centro-Sul, principal região produtora de cana-de-açúcar do país.

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Com o avanço da colheita e da moagem nas usinas, cresce a disponibilidade de etanol hidratado, ampliando a pressão baixista sobre o combustível renovável.

Além da safra brasileira, investidores e agentes do setor monitoram outros fatores que influenciam os preços:

  • comportamento do petróleo no mercado internacional;
  • oscilações do dólar;
  • demanda doméstica por combustíveis;
  • estratégia das usinas entre produção de açúcar e etanol.

A definição do mix de produção continua sendo um dos principais pontos de atenção do setor sucroenergético, especialmente diante das oscilações nos preços globais do açúcar e da energia.

Mercado de combustíveis segue em ajuste

Analistas avaliam que o comportamento dos preços nas próximas semanas dependerá principalmente do ritmo da safra no Centro-Sul e das condições internacionais do petróleo.

Caso a oferta de etanol continue avançando acima da demanda, o mercado pode registrar novas reduções nos preços do biocombustível ao longo do segundo trimestre.

Para o consumidor, o atual cenário aumenta a competitividade do etanol e reforça a importância do biocombustível na matriz energética brasileira, especialmente em um momento de maior volatilidade no mercado global de energia.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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