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Mapa centraliza pedidos de máquinas e equipamentos do Promaq em formulário no Gov.br

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Para dar agilidade e centralizar os pedidos de solicitação de máquinas e equipamentos do do Programa Nacional de Modernização e Apoio à Produção Agrícola (Promaq), o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) lança, a partir desta quarta-feira, 1°, uma nova funcionalidade no site do programa, que permite a solicitação por meio de formulário integrado à plataforma Gov.br.

Com a ferramenta, o Mapa passa a oferecer um canal único, padronizado e seguro para o envio de pedidos de doação direta de equipamentos no âmbito do programa. A medida organiza o processo desde a origem da demanda até sua análise técnica e eventual formalização.

O desenvolvimento da solução contou com apoio do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), responsável pelo levantamento de requisitos técnicos e pela integração com a infraestrutura do Gov.br.

Com a implementação do formulário digital, o Promaq passa a contar com autenticação dos usuários por meio da conta na plataforma oficial do governo federal, além de garantir a integridade e rastreabilidade das informações. A mudança reduz erros e inconsistências e fortalece os mecanismos de transparência e controle do programa.

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Antes da criação da funcionalidade, os pedidos eram encaminhados por diferentes meios. A centralização em ambiente digital oficial amplia a organização do fluxo administrativo e permite maior acompanhamento das demandas.

A iniciativa está alinhada às diretrizes do Promaq, instituído pela Portaria n.º 775/2025, que estabelece como princípios a transparência, a eficiência e o controle na execução das ações de mecanização agrícola. No programa, a doação de máquinas e equipamentos ocorre com base em critérios técnicos, análise de admissibilidade e formalização por instrumentos específicos, conforme regulamentação vigente.

A nova ferramenta também abre possibilidade de integração com outros sistemas governamentais, como plataformas internas, SEI e Transferegov. A integração contribui para automatizar etapas administrativas, reduzir duplicidade de informações e ampliar a eficiência das análises das propostas.

Com a atualização, o botão “Solicitar Equipamento” passa a ser o canal oficial para envio de demandas relacionadas, exclusivamente, à doação direta de máquinas e equipamentos no âmbito do Promaq.

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Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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Fracassa acordo no STF e disputa sobre Moratória da Soja volta a julgamento

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O Supremo Tribunal Federal (STF) encerrou a tentativa de construir um acordo entre produtores rurais, indústria, ambientalistas e Ministério Público sobre a Moratória da Soja. Sem consenso entre as partes, o Núcleo de Solução Consensual de Conflitos (Nusol) devolveu os quatro processos relacionados ao tema aos ministros relatores, abrindo caminho para a retomada do julgamento das ações, ainda sem data definida.

Em despacho assinado nesta sexta-feira (12.06), o juiz auxiliar da Presidência do STF e supervisor do Nusol, Álvaro Ricardo de Souza Cruz, afirmou que as reuniões realizadas entre abril e maio chegaram a criar um ambiente favorável à conciliação, mas houve recuo dos envolvidos, inviabilizando uma solução negociada.

“Durante as tratativas, instaurou-se amplo diálogo entre os envolvidos, tendo-se verificado, em determinado momento, ambiente propício à construção de solução consensual. Contudo, sobreveio recuo das partes, o que impossibilitou a composição”, registra o documento.

Segundo o STF, a tentativa de mediação não buscava discutir a constitucionalidade das leis estaduais questionadas, mas os efeitos práticos decorrentes de uma eventual decisão da Corte. A preocupação é evitar a multiplicação de disputas judiciais em diferentes instâncias após o julgamento das ações.

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As tratativas envolveram representantes da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), do Ministério Público Federal e dos governos de Mato Grosso, Rondônia e Tocantins, além de partidos políticos autores das ações.

Com o fim da mediação, o Nusol reenviou as Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) 7774, relatada pelo ministro Flávio Dino; 7775, sob relatoria de Dias Toffoli; e 7863 e 7959, ambas sob responsabilidade do ministro Luiz Fux.

As ADIs 7774 e 7775 questionam leis aprovadas em Mato Grosso e Rondônia que retiraram benefícios fiscais de empresas participantes de acordos privados, como a Moratória da Soja.

Criada em 2006, a Moratória da Soja estabelece que empresas signatárias não adquiram grãos produzidos em áreas do bioma Amazônia desmatadas após 2008, ainda que a abertura das áreas tenha ocorrido dentro dos limites previstos pela legislação ambiental.

A disputa ganhou novo capítulo após a entrada em vigor, no início de 2026, da lei de Mato Grosso que impôs restrições às tradings participantes do acordo. A medida contribuiu para o esvaziamento da Moratória, com a saída da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) e das empresas associadas.

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No fim do ano passado, o ministro Flávio Dino determinou a suspensão de todas as ações judiciais e administrativas relacionadas à Moratória da Soja, incluindo processos que pedem indenizações. Em uma dessas ações, produtores rurais de Mato Grosso reivindicam ressarcimento superior a R$ 1 bilhão. O setor também acionou o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), acusando as tradings de formação de cartel.

A tentativa de mediação havia sido anunciada em março, durante o julgamento das ações pelo plenário do STF. Com o fracasso das negociações, caberá agora aos ministros dar prosseguimento à análise do caso.

Fonte: Pensar Agro

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