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Trigo mantém preços firmes no Brasil com oferta restrita, enquanto Chicago recua após dados de área nos EUA

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O mercado de trigo apresenta um cenário misto entre o Brasil e o exterior. Enquanto os preços seguem firmes no Sul do país, sustentados pela oferta restrita e pela demanda ativa, as cotações internacionais registram queda na abertura desta quarta-feira, refletindo ajustes técnicos após dados recentes sobre a área plantada nos Estados Unidos.

Preços do trigo seguem firmes no Sul do Brasil

No mercado interno, especialmente na região Sul, os preços do trigo continuam sustentados. Segundo a TF Agroeconômica, o cenário é de consolidação das altas, com compradores mais dispostos a elevar suas ofertas, enquanto vendedores mantêm pedidas firmes diante da menor disponibilidade do cereal.

A restrição na oferta em algumas regiões e a ausência momentânea de trigo importado contribuem para esse movimento de valorização.

Rio Grande do Sul registra avanço nas negociações

No Rio Grande do Sul, o mercado mostra maior dinamismo nas negociações. Compradores indicam valores entre R$ 1.200 e R$ 1.250 por tonelada no interior, dependendo da qualidade e localização, para embarques em maio.

Já os vendedores pedem entre R$ 1.250 e R$ 1.350 por tonelada. A falta recente de trigo argentino no mercado reforça a sustentação dos preços, embora haja expectativa de chegada de um carregamento de trigo uruguaio em Porto Alegre.

No mercado ao produtor, o preço subiu para R$ 57,00 por saca em Panambi.

Santa Catarina e Paraná apresentam mercado ajustado

Em Santa Catarina, o abastecimento depende majoritariamente do trigo gaúcho, com preços ao redor de R$ 1.200 por tonelada, acrescidos de frete e ICMS. O produto local, com menor disponibilidade, gira próximo de R$ 1.300 CIF.

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Os valores pagos aos produtores variam entre R$ 59,00 e R$ 67,00 por saca, com destaque para alta em Xanxerê e estabilidade em outras regiões.

Já no Paraná, o mercado apresenta menor movimentação, mas com elevação nas pedidas. No norte do estado, os preços variam entre R$ 1.350 e R$ 1.400 por tonelada, com negociações ocorrendo até R$ 1.380 CIF.

Nos Campos Gerais, as indicações giram próximas de R$ 1.300. A menor atividade está relacionada ao foco dos produtores na colheita de soja e milho. Além disso, a expectativa de redução de 6% na área plantada e de 12% na produção em 2026 reforça a tendência de preços sustentados.

No mercado externo, há ausência de ofertas de trigo argentino, com presença apenas de produto paraguaio cotado entre US$ 260 e US$ 262 posto Ponta Grossa.

Trigo recua em Chicago após dados de área plantada nos EUA

No cenário internacional, o trigo iniciou o dia em queda na Chicago Board of Trade.

Os principais contratos apresentaram recuo na abertura:

  • Maio/2026: US$ 6,05 por bushel, queda de 1,83%
  • Julho/2026: US$ 6,16/bu, em baixa
  • Setembro/2026: US$ 6,28/bu, também em queda

O movimento reflete um ajuste técnico após ganhos recentes, com investidores reposicionando suas carteiras diante de novas informações do mercado.

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Relatório indica menor área plantada nos Estados Unidos

Dados recentes divulgados pelo USDA apontam redução na área destinada ao trigo nos Estados Unidos.

A área de trigo de inverno foi estimada em 32,41 milhões de acres, ficando abaixo tanto do relatório anterior quanto do registrado no ano passado. Já a área total projetada para 2026 é a menor desde o início da série histórica.

A redução da área plantada sinaliza possível aperto na oferta futura, fator que inicialmente sustentou os preços no fechamento anterior.

Mercado global segue volátil com foco em oferta e clima

Apesar do suporte fundamental vindo da menor área plantada, o mercado internacional apresenta volatilidade no curto prazo, com oscilações técnicas após altas recentes.

Além disso, as condições climáticas nos Estados Unidos seguem no radar dos investidores, podendo impactar diretamente o desenvolvimento das lavouras e, consequentemente, a oferta global.

Perspectivas para o trigo

O cenário atual indica uma combinação de fatores que sustentam os preços no Brasil, como oferta restrita e demanda ativa, enquanto no exterior o mercado segue sensível a ajustes técnicos e aos fundamentos de oferta.

A redução da área plantada nos Estados Unidos, aliada aos riscos climáticos, mantém o viés de atenção no mercado global, podendo influenciar o equilíbrio entre oferta e demanda ao longo de 2026.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Bem-estar animal se torna fator estratégico para acesso a mercados e competitividade do agronegócio brasileiro

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O bem-estar animal deixou de ser apenas uma pauta ética e passou a ocupar posição central nas estratégias de competitividade do agronegócio. A avaliação é de Elisa Tjarnstrom, que destaca a relação direta entre boas práticas de manejo, saúde dos rebanhos e acesso a mercados internacionais.

Segundo a especialista, sistemas produtivos que garantem conforto, alimentação adequada, ambiência controlada e menor exposição ao estresse apresentam animais mais saudáveis, com melhor resposta imunológica e menor incidência de doenças.

Bem-estar animal impacta produtividade e reduz uso de medicamentos

Na análise da Elisa Tjarnstrom, a adoção de boas práticas de manejo contribui diretamente para a redução da necessidade de intervenções medicamentosas, especialmente antibióticos, além de diminuir perdas e mortalidade nos sistemas produtivos.

O resultado é um efeito em cadeia que melhora a eficiência das propriedades e fortalece a saúde geral dos plantéis, com reflexos diretos na produtividade e na sustentabilidade da produção pecuária.

Conceito de Saúde Única reforça integração entre produção e saúde pública

O tema também está inserido no conceito de Saúde Única (One Health), que integra saúde animal, humana e ambiental. Nesse contexto, a prevenção de doenças e o uso responsável de antimicrobianos ganham relevância estratégica para toda a cadeia de alimentos.

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A especialista destaca que práticas adequadas de bem-estar contribuem para reduzir a dependência de antibióticos, trazendo benefícios não apenas para os animais, mas também para a saúde pública e para o equilíbrio dos sistemas produtivos.

Gestão e capacitação são fundamentais na prevenção de doenças

Outro ponto central está na atuação das equipes de campo e dos profissionais envolvidos na produção. O manejo adequado, aliado à capacitação técnica e à observação constante do comportamento dos animais, é apontado como fator essencial para a prevenção de problemas sanitários.

A adoção de boas práticas diárias permite identificar riscos com antecedência e reduzir impactos produtivos, promovendo ambientes mais estáveis e eficientes dentro das propriedades rurais.

Bem-estar animal influencia competitividade no mercado internacional

Além dos ganhos produtivos, o bem-estar animal também se tornou um elemento decisivo para o comércio exterior. Em especial, mercados como a União Europeia têm ampliado a exigência por critérios que envolvem rastreabilidade, uso responsável de antimicrobianos e condições de manejo.

Segundo Elisa Tjarnstrom, o foco dos compradores e reguladores já não está restrito ao produto final, mas a toda a cadeia produtiva.

Brasil fortalece posição com práticas sustentáveis e responsáveis

Diante desse cenário, o avanço de iniciativas voltadas ao bem-estar animal é visto como estratégico para o Brasil. A melhoria contínua das práticas de manejo e o fortalecimento de políticas sanitárias contribuem para sistemas mais resilientes e competitivos.

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A adoção dessas medidas também reforça a imagem do país como fornecedor confiável de alimentos no mercado global, especialmente em um ambiente de crescente exigência por sustentabilidade e responsabilidade produtiva.

COBEA articula setor para fortalecer boas práticas na cadeia produtiva

Nesse contexto, iniciativas colaborativas como a Colaboração Brasileira de Bem-Estar Animal (COBEA) ganham relevância ao reunir empresas e agentes da cadeia produtiva.

O objetivo é promover diálogo, alinhamento técnico e soluções práticas para desafios sanitários, ambientais e comerciais do setor de alimentos.

Agenda estratégica para o futuro da produção de alimentos

Com a crescente integração entre saúde animal, saúde pública, sustentabilidade e competitividade internacional, o bem-estar animal passa a ser um eixo estratégico para o futuro do agronegócio.

A tendência é de fortalecimento de sistemas produtivos mais eficientes, resilientes e alinhados às exigências globais, consolidando o tema como parte essencial da evolução da pecuária brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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