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Produtor rural deve revisar contratos e declarar IRPF 2026 corretamente para evitar multas

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Prazo para entrega do IRPF 2026 é 29 de maio

O produtor rural precisa ficar atento ao prazo final para envio da Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2026, referente ao ano-base 2025. O envio deve ser realizado até 29 de maio de 2026, evitando multas e penalidades aplicadas pela Receita Federal.

A obrigatoriedade de entrega atinge contribuintes que tiveram rendimentos tributáveis superiores a R$ 35.584,00, incluindo valores de arrendamentos, ou receita bruta da atividade rural acima de R$ 169.440,00 em 2025. Quem ultrapassar esses limites deve apresentar também o Livro Caixa Digital do Produtor Rural (LCDPR), documento que detalha as movimentações financeiras da atividade.

Contratos agrários exigem atenção redobrada

Um dos principais pontos de atenção na declaração são os contratos agrários, principalmente de arrendamento e parceria rural, segundo Frederico Buss. Esses contratos são alvo frequente de fiscalização da Receita Federal, incluindo operações como a “Declara Grãos”, que cruza dados para verificar a regularidade das informações.

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No contrato de arrendamento, o proprietário transfere o uso do imóvel rural a terceiros para exploração agrícola ou pecuária mediante pagamento fixo, que pode ser em dinheiro ou em produção (como sacas de soja por hectare). A tributação segue regras semelhantes ao aluguel e pode ter alíquotas mais elevadas do Imposto de Renda.

No contrato de parceria rural, o proprietário participa dos riscos da atividade e recebe um percentual da produção. Nesse caso, os ganhos variam conforme a produtividade, e a tributação é mais branda, seguindo critérios aplicáveis à atividade rural.

Erros na declaração podem gerar multas

Erros na classificação desses contratos são comuns e podem gerar problemas fiscais. Muitos produtores acabam declarando contratos de arrendamento como se fossem parcerias, reduzindo indevidamente a carga tributária. Quando a Receita Federal identifica a inconsistência, realiza a correção do imposto devido, acrescido de juros e multas.

Buss ressalta que não basta apenas nomear o contrato; o que importa é como a relação é executada na prática. “Se um contrato rotulado como parceria funciona, na realidade, como arrendamento, ele será reclassificado e tributado de acordo com essa natureza”, explica.

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Revisão de contratos evita autuações e prejuízos

A recomendação aos produtores rurais é revisar cuidadosamente seus contratos e a forma de declaração, garantindo que as informações prestadas estejam alinhadas à realidade das operações.

O cuidado com esses detalhes ajuda a evitar autuações, pagamento de multas e prejuízos financeiros, além de manter a conformidade com as regras da Receita Federal.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Tecnologia no campo impulsiona produtividade agrícola e amplia busca por consórcios no agronegócio

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A transformação tecnológica no agronegócio brasileiro vem acelerando os índices de produtividade no campo e consolidando um novo modelo de produção mais eficiente, conectado e orientado por dados.

Levantamento do FGV IBRE aponta que a produtividade por hora trabalhada no setor agropecuário avançou 9,9% no quarto trimestre de 2025, desempenho significativamente superior ao registrado em outros segmentos da economia brasileira.

O resultado reforça o avanço estrutural do agronegócio nacional, que vem incorporando tecnologias voltadas à gestão, monitoramento e automação das operações no campo.

Agricultura digital ganha espaço nas propriedades rurais

Historicamente sustentado pela experiência prática e decisões reativas, o setor agrícola passou a operar com maior apoio de dados e ferramentas tecnológicas.

Nesse cenário, os drones agrícolas vêm assumindo papel estratégico dentro das propriedades rurais. Os equipamentos são utilizados em atividades como:

  • Pulverização de lavouras
  • Monitoramento de áreas produtivas
  • Mapeamento agrícola
  • Identificação de falhas e pragas
  • Agricultura de precisão

Além de aumentar a eficiência operacional, o uso dessas tecnologias contribui para redução de desperdícios, otimização de insumos e melhoria no manejo das lavouras.

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O avanço ocorre em propriedades de diferentes portes e culturas, refletindo a modernização crescente do campo brasileiro.

Planejamento financeiro se torna peça-chave para modernização

Com a ampliação da demanda por máquinas, drones e equipamentos tecnológicos, o planejamento financeiro ganhou importância ainda maior dentro do agronegócio.

Nesse contexto, o consórcio vem ampliando espaço como alternativa para aquisição planejada de tecnologias e bens agrícolas.

Segundo Consórcio New Holland, a modalidade permite ao produtor investir sem incidência de juros tradicionais, reduzindo o custo final da aquisição e oferecendo maior previsibilidade financeira.

De acordo com Eyji Cavalcante, gerente comercial da empresa, o consórcio possibilita ao produtor rural modernizar a operação sem necessidade de descapitalização imediata.

O modelo também permite adequar parcelas ao fluxo de caixa da atividade agrícola, fator considerado estratégico em períodos de maior volatilidade econômica.

Consórcio avança no agronegócio brasileiro

Dados da ABAC mostram crescimento no segmento ligado ao agronegócio.

No primeiro trimestre de 2026, o setor de veículos pesados — que engloba caminhões, tratores, máquinas e implementos agrícolas — disponibilizou mais de R$ 6,5 bilhões em créditos, avanço de 8,7% em relação ao mesmo período de 2025.

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O movimento acompanha o aumento dos investimentos em mecanização, agricultura digital e modernização das operações rurais em todo o país.

Tecnologia deve seguir transformando o agro brasileiro

A combinação entre conectividade, automação, inteligência de dados e agricultura de precisão vem redefinindo o perfil da produção agrícola nacional.

Especialistas avaliam que o uso crescente de tecnologias no campo tende a ampliar ainda mais os ganhos de produtividade, eficiência operacional e sustentabilidade nos próximos anos.

Ao mesmo tempo, soluções financeiras planejadas ganham protagonismo para garantir que produtores consigam manter investimentos contínuos em inovação, competitividade e modernização da atividade rural.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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