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Colheita de arroz avança no RS com alta produtividade e bom rendimento de grãos

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A colheita do arroz irrigado no Rio Grande do Sul segue em ritmo consistente e já alcança aproximadamente metade da área cultivada. De acordo com o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, as condições climáticas têm favorecido o andamento dos trabalhos, garantindo bons resultados de produtividade e qualidade.

Clima favorece avanço da colheita no estado

A alternância entre períodos secos e chuvas de baixa intensidade permitiu a continuidade das operações no campo, mesmo com interrupções pontuais em algumas regiões. Esse cenário tem contribuído para o avanço gradual da colheita ao longo das últimas semanas.

Lavouras apresentam bom desenvolvimento e produtividade elevada

Grande parte das áreas ainda não colhidas está em fase de maturação, enquanto uma pequena parcela segue em enchimento de grãos. Nas áreas já colhidas, as produtividades são consideradas elevadas, resultado das condições climáticas favoráveis durante o estabelecimento e o desenvolvimento vegetativo das lavouras.

Qualidade dos grãos segue positiva, apesar de riscos pontuais

Apesar do bom desempenho geral, oscilações de temperatura durante a fase reprodutiva e episódios isolados de excesso de umidade podem impactar a qualidade industrial do arroz nas áreas ainda não colhidas.

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Ainda assim, o rendimento de grãos inteiros tem se mantido em níveis satisfatórios nas áreas já colhidas, reforçando a qualidade da safra.

Área cultivada e projeção de produtividade

O Rio Grande do Sul cultiva 891.908 hectares de arroz, conforme dados do Instituto Rio Grandense do Arroz. A produtividade média está estimada em 8.744 quilos por hectare, segundo a Emater/RS-Ascar.

Regiões produtoras registram avanços distintos na colheita

Na região administrativa de Bagé, a colheita avança com bons resultados. Em Maçambará, na Fronteira Oeste, 45% dos 18.607 hectares já foram colhidos, com produtividade superior a 8.000 quilos por hectare. Em São Borja, 35% da área foi colhida, com rendimento de grãos inteiros acima de 60%.

Na Campanha, em Aceguá, cerca de 20% da área foi colhida, enquanto 70% das lavouras estão em maturação. Chuvas pontuais têm causado atrasos, e há expectativa de redução de produtividade e qualidade na etapa final da colheita.

Região Sul mantém ritmo constante de colheita

Na região de Pelotas, a colheita atinge 50% da área e segue de forma contínua. As lavouras restantes estão majoritariamente maduras, e a previsão é de continuidade dos trabalhos ao longo de abril, conforme as condições climáticas.

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Produtividade elevada marca região central

Na região de Santa Maria, mais de 50% da área já foi colhida, com produtividades acima de 8.000 quilos por hectare. Nas áreas colhidas, produtores realizam manejo do solo para controle de plantas daninhas, como o arroz vermelho.

Tempo seco favorece colheita no Noroeste

Na região de Santa Rosa, a colheita avançou de forma significativa, com destaque para o município de Garruchos. O predomínio de tempo seco favoreceu os trabalhos, com rendimento de grãos inteiros frequentemente acima de 62%.

Manejo fitossanitário segue nas áreas tardias

Na região de Soledade, a colheita ganhou ritmo e apresenta desempenho produtivo consistente. Há boa disponibilidade de água nos reservatórios, e o monitoramento fitossanitário continua nas lavouras de ciclo mais tardio, com atenção para pragas e doenças como percevejos e brusone.

No geral, a safra de arroz no Rio Grande do Sul segue com bom desempenho, combinando produtividade elevada e qualidade satisfatória dos grãos, apesar de desafios pontuais em algumas regiões.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil bate recorde de registros de defensivos agrícolas e avanço asiático transforma mercado de agroquímicos

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O mercado brasileiro de defensivos agrícolas e bioinsumos vive uma profunda transformação regulatória e comercial. O país registrou em 2025 o maior número de aprovações de pesticidas da história, enquanto cresce a presença de fabricantes asiáticos no setor nacional de agroquímicos.

O cenário será um dos principais focos da Brasil AgrochemShow 2026, marcada para os dias 3 e 4 de agosto, no Centro de Eventos São Luís, em São Paulo. O encontro deve reunir mais de 1.500 participantes, incluindo empresas, distribuidores, consultorias regulatórias, especialistas, importadores, indústrias químicas e representantes do agronegócio.

Brasil registra recorde histórico de aprovações de defensivos

Levantamento da AllierBrasil aponta que o Brasil aprovou 912 registros de pesticidas em 2025, o maior volume já registrado no país.

Do total liberado:

  • 323 foram produtos técnicos
  • 427 produtos formulados químicos
  • 162 produtos biológicos

O volume representa crescimento de 37,5% em relação ao ano anterior.

A expansão também impressiona no longo prazo. Entre 2006 e 2015, o Brasil aprovou 1.454 registros. Já no período entre 2016 e 2025, o número saltou para 5.442 aprovações, avanço de 274,3%.

Somente nos últimos cinco anos, foram liberados 3.344 registros, alta de 59,4% frente ao período anterior.

Especialistas alertam para morosidade regulatória

Apesar do crescimento expressivo no número de aprovações, especialistas afirmam que o sistema regulatório brasileiro continua lento, burocrático e altamente complexo.

Segundo Flávio Hirata, engenheiro agrônomo, especialista em registro de pesticidas e sócio da AllierBrasil, o aumento das liberações não significa necessariamente maior eficiência regulatória.

“O registro continua sendo burocrático, oneroso e sujeito a constantes mudanças de interpretação e exigências regulatórias”, afirma.

De acordo com a consultoria, o tempo médio de aprovação em 2025 foi de:

  • 63,4 meses para produtos formulados químicos
  • 67,4 meses para produtos técnicos equivalentes
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Na prática, muitos processos levam mais de cinco anos para serem concluídos.

“O maior desestímulo ao investimento no setor é justamente o tempo necessário para acessar o mercado. Em alguns casos, quando o registro é aprovado, parte da eficácia agronômica já foi comprometida ou o ingrediente ativo se aproxima de restrições regulatórias”, explica Hirata.

Judicialização cresce no mercado de defensivos agrícolas

A lentidão nas análises regulatórias também impulsionou o aumento da judicialização no setor.

Atualmente, cerca de 2.830 processos de registros de produtos formulados químicos aguardam avaliação no Brasil.

Segundo a AllierBrasil:

  • 397 processos estão parados há sete anos ou mais
  • 94 registros aguardam análise há mais de dez anos

Entre 2019 e 2025, os deferimentos obtidos via ações judiciais cresceram:

  • 395% contra a Anvisa
  • 2.666% contra o Ibama

Somente até 22 de abril de 2026, 47 avaliações toxicológicas foram aprovadas por meio de decisões judiciais.

“O uso da judicialização deixou de ser exceção e passou a integrar a estratégia regulatória das empresas para acelerar o acesso ao mercado”, destaca Hirata.

Avanço da China e da Índia redefine mercado global de agroquímicos

Outro tema central do AgrochemShow será o avanço das empresas asiáticas no mercado brasileiro de defensivos agrícolas.

Segundo especialistas, a chamada “invasão asiática” representa uma reestruturação global da cadeia de produção de pesticidas.

“A China se consolidou como centro mundial de produção de defensivos agrícolas, enquanto o Brasil permanece como um dos maiores mercados consumidores do planeta”, afirma Hirata.

Nos últimos 15 anos, o mercado brasileiro registrou:

  • Crescimento de produtos pós-patente
  • Expansão de fabricantes chineses e indianos
  • Aumento de empresas nacionais com produção terceirizada na Ásia
  • Maior concorrência no setor de distribuição
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Atualmente, a China domina grande parte da produção global de ingredientes ativos utilizados nos defensivos agrícolas, enquanto a Índia amplia rapidamente sua participação.

Concorrência reduz custos, mas aumenta debate sobre segurança e rastreabilidade

O avanço asiático trouxe impactos diretos sobre preços, margens e competitividade no mercado brasileiro.

Entre os principais efeitos observados estão:

  • Redução nos preços de moléculas tradicionais
  • Pressão sobre margens das distribuidoras
  • Maior concorrência comercial
  • Crescimento da agricultura digital
  • Expansão dos bioinsumos e biossoluções

Ao mesmo tempo, cresce a preocupação do setor com:

  • Rastreabilidade dos produtos
  • Pureza dos ingredientes ativos
  • Equivalência técnica
  • Dependência externa
  • Segurança regulatória e logística

No Brasil, os defensivos agrícolas precisam passar por aprovação de três órgãos:

  • Anvisa
  • Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa)
  • Ibama

“Existe uma preocupação crescente sobre segurança de abastecimento e dependência externa. Por outro lado, a maior concorrência também ajudou a reduzir custos para o produtor rural e acelerou a modernização do setor”, avalia Hirata.

AgrochemShow 2026 reunirá indústria, distribuidores e especialistas

Além dos debates regulatórios, o Brasil AgrochemShow 2026 reunirá representantes da indústria química, empresas de biológicos, distribuidores, consultorias, importadores, revendas e fornecedores internacionais.

O evento terá foco em:

  • Inovação no mercado agrícola
  • Estratégias regulatórias
  • Tendências globais
  • Logística
  • Agricultura digital
  • Bioinsumos
  • Parcerias técnico-comerciais

As inscrições para participação estão abertas no portal oficial do evento, mediante doação de cestas básicas destinadas à ONG Crê-Ser, de São Paulo.

Na edição de 2025, a iniciativa arrecadou cerca de 14 toneladas de alimentos, reforçando o caráter social do encontro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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