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MMA lança Plano de Ação Brasileiro de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca e apresenta os resultados do projeto Redeser

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Nesta terça-feira (16/12), a partir das 9h30, o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) lançará o Plano de Ação Brasileiro de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca (PAB Brasil), bem como apresentará os resultados do projeto Redeser. O evento vai acontecer no Centro de Convenções Israel Pinheiro, no Lago Sul, Brasília (DF).  

O documento é o principal instrumento da Política Nacional de Combate à Desertificação (PNCD), que visa prevenir e mitigar a degradação do solo e os efeitos da seca, especialmente no semiárido, e está alinhado aos compromissos assumidos pelo Brasil na Convenção da ONU para o Combate à Desertificação (UNCCD, na sigla em inglês), inserindo o país na agenda global de enfrentamento à mudança do clima.

Com diretrizes para os próximos 20 anos, o plano reúne estratégias para enfrentar a desertificação, neutralizar a degradação do solo e mitigar os impactos da seca, com foco na redução da vulnerabilidade ambiental e socioeconômica do Semiárido brasileiro, sobretudo Caatinga e Cerrado.

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O PAB Brasil está estruturado em cinco eixos temáticos: Gestão Sustentável para a Neutralização da Degradação da Terra; Adaptação às Mudanças Climáticas e Mitigação dos Efeitos da Seca; Pesquisa, Inovação e Gestão da Informação; Melhoria das Condições de Vida da População Afetada e Governança e Fortalecimento Institucional. Cada eixo reúne objetivos específicos e ações com responsáveis definidos, potenciais parceiros e metas de curto (2027), médio (2035) e longo prazo (2045), acompanhadas de indicadores de monitoramento.

A nova edição atualiza o plano lançado em 2004, incorporando dados climáticos recentes e uma matriz revisada de ações. No total, o PAB Brasil prevê 38 objetivos e 182 ações a serem executadas de forma integrada por 18 ministérios, em parceria com governos estaduais e municipais, universidades, institutos de pesquisa, organizações da sociedade civil e iniciativa privada.

Durante o mesmo evento, o MMA também apresentará os resultados do projeto Redeser para combater a desertificação em cinco áreas suscetíveis da Caatinga. Sendo a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) a instituição implementadora e com recursos do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF), o Redeser visa combater a desertificação via gestão integrada de paisagem, o manejo florestal sustentável da Caatinga, sistemas agroflorestais e a promoção da apicultura junto a agricultores e agricultores familiares, povos e comunidades tradicionais. 

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📰 CREDENCIAMENTO: Para cobrir o evento, o profissional de imprensa deve encaminhar nome, veículo e telefone para o e-mail ➡️ [email protected]

SERVIÇO:

MMA lança Plano de Ação Brasileiro de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca e apresenta os resultados do projeto Redeser

🗓️ Data: Terça-feira, 16 de dezembro
Horário: 9h30
📍 Local: Centro de Convenções Israel Pinheiro, Shdd Ql 32 Conj 1 – Lago Sul, Brasília (DF)

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
[email protected]

(61) 2028-1227/1051
Acesse o Flickr do MMA 

Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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Arroz no RS registra produtividade acima do esperado e colheita atinge mais de 98% da área

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A colheita do arroz irrigado no Rio Grande do Sul avança para a etapa final e já atinge mais de 98% da área cultivada, segundo o mais recente Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar. Restam apenas cerca de 2% das lavouras em fase de maturação, com previsão de conclusão nos próximos dias.

O desempenho da safra tem sido considerado positivo em diversas regiões produtoras, com produtividade acima do esperado em parte do estado e boa qualidade dos grãos colhidos, mesmo diante de desafios financeiros enfrentados por produtores ao longo do ciclo.

Condições climáticas favorecem avanço da colheita e manutenção da produtividade

De acordo com a Emater/RS-Ascar, as condições climáticas ao longo da safra foram, de modo geral, favoráveis ao desenvolvimento das lavouras de arroz irrigado, contribuindo para bons resultados produtivos.

Apesar de interrupções pontuais causadas por chuvas registradas em maio, o ritmo de colheita se manteve acelerado na maior parte das regiões produtoras. A boa disponibilidade hídrica e o manejo adequado das áreas irrigadas foram fatores determinantes para o desempenho positivo da cultura.

Mesmo com a redução no uso de insumos em função de limitações financeiras, as lavouras apresentaram produtividade próxima ou superior às projeções iniciais, além de bom rendimento industrial dos grãos.

Produtividade média supera projeções em diversas regiões do estado

A área cultivada com arroz no Rio Grande do Sul nesta safra é de 891.908 hectares, segundo o IRGA. A produtividade média estimada pela Emater/RS-Ascar é de 8.744 kg por hectare.

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Na regional de Bagé, o avanço da colheita foi favorecido pelo clima, apesar de registros de ventos fortes que causaram acamamento em parte das lavouras. A produtividade média da região ficou próxima de 9.000 kg/ha, acima da estimativa inicial de 8.400 kg/ha.

Em Caçapava do Sul, o rendimento atingiu 8.500 kg/ha, superando a projeção inicial de 7.620 kg/ha. Segundo técnicos regionais, o desempenho foi favorecido pelas condições climáticas e pela rotação de culturas com soja em áreas de várzea.

Região Sul lidera desempenho com produtividade acima de 9,6 toneladas por hectare

Na regional de Pelotas, a colheita alcançou 99% da área cultivada, restando apenas pequenas áreas em municípios como Rio Grande, Santa Vitória do Palmar e Tavares.

A produtividade média regional chegou a 9.647 kg/ha, um dos melhores resultados da safra. Além da colheita, produtores avançam no preparo antecipado das áreas, com sistematização, nivelamento, construção de taipas e implantação de plantas de cobertura.

A estratégia tem como objetivo antecipar a semeadura da próxima safra dentro da janela ideal e reduzir riscos associados a possíveis impactos climáticos, como a influência do fenômeno El Niño.

Manejo pós-colheita ganha força para próxima safra de arroz

Em diversas regiões do estado, os produtores já intensificam o manejo pós-colheita, com foco na organização das áreas para o próximo ciclo produtivo.

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Na regional de Santa Maria, a colheita está praticamente concluída, com produtividade média próxima de 8.000 kg/ha. Na 4ª Colônia, agricultores realizam gradagens em áreas sem cultivo para reduzir o banco de sementes de arroz-vermelho e outras plantas invasoras, além da incorporação da resteva para acelerar a decomposição da palhada.

Em Soledade, a colheita também alcançou 98% da área, com lavouras apresentando bom padrão produtivo e elevada qualidade de grãos, além de bom rendimento industrial.

Já na regional de Santa Rosa, a elevada umidade do solo e as chuvas frequentes dificultaram a implantação de pastagens e operações de nivelamento em áreas de integração lavoura-pecuária, impactando o planejamento de manejo para o próximo ciclo.

Safra de arroz confirma eficiência produtiva no Rio Grande do Sul

Com a colheita praticamente finalizada e produtividades acima do esperado em diversas regiões, a safra de arroz no Rio Grande do Sul reforça o papel do estado como principal polo produtor da cultura no Brasil.

Os resultados positivos são atribuídos à combinação de manejo técnico, condições climáticas favoráveis em boa parte do ciclo e uso eficiente dos sistemas de irrigação, consolidando um cenário de boa produtividade e qualidade dos grãos nesta temporada.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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