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Raiz rosada na cebola: como prevenir a doença e reduzir perdas na lavoura

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Raiz rosada é uma das principais ameaças à cultura da cebola

A raiz rosada é uma doença fúngica que afeta diretamente a produção de cebola, comprometendo o desenvolvimento das plantas e a formação dos bulbos.

O problema é causado pelo fungo Setophoma terrestris, que provoca alteração na coloração das raízes, deixando-as com tons rosados ou púrpura. Em casos mais severos, a infecção pode levar à morte da planta e causar prejuízos significativos ao produtor.

Manejo correto é essencial para reduzir a incidência

O controle da doença depende de um conjunto de boas práticas no campo. Segundo especialistas, o manejo adequado é fundamental para reduzir a pressão do patógeno na lavoura.

Entre as principais recomendações estão:

  • Realizar rotação de culturas
  • Utilizar sementes de qualidade
  • Ajustar o manejo de irrigação

Evitar extremos de umidade é essencial, já que tanto o estresse hídrico quanto o excesso de água favorecem o desenvolvimento do fungo. Solos com pH elevado também podem contribuir para o surgimento da doença.

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Escolha da variedade faz diferença no controle

Outro fator decisivo no combate à raiz rosada é a escolha de variedades com resistência genética.

De acordo com Luciano Faria, optar por cultivares mais resistentes amplia a proteção do cultivo e reduz os riscos de perdas.

Variedades resistentes ajudam a aumentar a produtividade

Um exemplo citado é a cebola Dallas, desenvolvida pela East-West Seed, que apresenta resistência à doença e bom desempenho produtivo.

A variedade se destaca por:

  • Alta produtividade
  • Bulbos com formato globular e boa aparência
  • Excelente qualidade pós-colheita
  • Ciclo precoce, que contribui para redução de custos

Além disso, trata-se de um híbrido de dias curtos, com folhas eretas e alta sanidade, características que favorecem o rendimento e atendem às exigências do mercado.

Estratégia integrada é fundamental para o sucesso da lavoura

O controle da raiz rosada exige uma abordagem integrada, combinando manejo agronômico eficiente e escolha adequada de variedades.

Ao adotar essas práticas, o produtor pode reduzir significativamente os impactos da doença, preservar a produtividade e garantir melhor qualidade final do produto.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Alta de insumos, frete e diesel com guerra aperta margem e preocupa safra 2026/27

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Isan Rezende

“O produtor rural brasileiro define agora, entre maio e agosto, o custo da safra 2026/27 — cujo plantio começa a partir de setembro no Centro-Oeste — com uma conta mais pesada e fora do seu controle. A ureia subiu mais de US$ 50 por tonelada, o diesel segue pressionado e o frete internacional acumula altas de até 20%. Isso aumenta o custo por hectare e exige mais dinheiro para plantar”. A avaliação é de Isan Rezende, presidente do Instituto do Agronegócio (IA), ao analisar os efeitos da escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã sobre o agronegócio brasileiro.

Segundo ele, o encarecimento não começou agora, mas se intensificou nas últimas semanas e pesa diretamente nas decisões do produtor. Em lavouras de soja e milho, o aumento dos insumos pode elevar o custo total entre 8% e 15%, dependendo do nível de investimento. “O produtor já vinha apertado. Agora, o custo sobe de novo e o preço de venda continua incerto”, afirma.

O avanço dos custos está ligado à tensão no Oriente Médio. O fechamento do Estreito de Ormuz levou o petróleo a superar US$ 111 o barril, mantendo o diesel em alta. Ao mesmo tempo, fertilizantes nitrogenados, que o Brasil importa em grande volume, ficaram mais caros e instáveis.

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Além do custo, há risco de perda de mercado. “O Irã comprou cerca de 9 milhões de toneladas de milho brasileiro em 2025. Se esse volume diminui, sobra produto aqui dentro e o preço cai”, diz Rezende.

Na logística, o impacto já aparece nos números. O frete marítimo para a Ásia subiu entre 10% e 20%, com aumento do seguro e cobrança de prêmio de risco. Na prática, isso reduz o valor pago ao produtor. “Quando o custo de levar o produto sobe, alguém paga essa conta — e parte dela volta para quem está produzindo”, afirma.

O efeito mais forte deve aparecer nos próximos meses, quando o produtor for comprar fertilizantes e fechar custos da nova safra. Se os preços continuarem elevados, será necessário mais capital para plantar a mesma área.

Para Rezende, há medidas que podem reduzir esse impacto. “O governo pode ampliar o crédito rural com juros menores, reforçar o seguro rural e alongar dívidas em regiões mais pressionadas. Um aumento de alguns bilhões na equalização de juros já ajudaria a reduzir o custo financeiro da safra”, afirma.

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Ele também aponta que o Brasil começa a dar passos para diminuir a dependência externa de insumos, mas ainda de forma insuficiente. “A retomada da produção de nitrogenados com a reativação da unidade de Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados de Araucária, no Paraná, ajuda, mas ainda não resolve o problema. O país continua dependente do mercado internacional, especialmente do Oriente Médio. Sem ampliar essa capacidade e melhorar a logística, o produtor segue exposto a choques externos”, conclui.

Fonte: Pensar Agro

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