Saúde

Proteção e ciência: consulta pública vai orientar normas para biobancos e uso de material biológico humano

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A Instância Nacional de Ética em Pesquisa (Inaep), colegiado do Ministério da Saúde, publicou no Diário Oficial da União (DOU) de 02/04, uma consulta pública para definir parâmetros para a criação, governança e operação de biobancos, locais onde são armazenados, por longo prazo, materiais biológicos como sangue, tecidos e DNA. As contribuições estão abertas desde 3 de abril. 

A consulta pública ficará aberta por 60 dias e permitirá a participação de pesquisadores, instituições, gestores, especialistas e da sociedade em geral. As contribuições recebidas irão subsidiar a proposta de resolução sobre o tema que será deliberada pela Inaep. 

A medida faz parte da aplicação do novo marco regulatório de pesquisa com seres humanos, um esforço para modernizar a legislação brasileira, desde a criação do Sistema Nacional de Ética em Pesquisa com Seres Humanos (Sinep). Entre os pontos centrais da consulta estão a garantia do consentimento livre dos participantes, inclusive para usos futuros; o direito de retirada do consentimento a qualquer momento; a proteção da privacidade e dos dados pessoais; e a vedação da comercialização de material biológico humano. A iniciativa receberá ainda contribuições para os biorrepositórios de material biológico humano no país, espaços usados para pesquisas específicas de período limitado.

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Transparência na ciência 

A proposta estabelece critérios para rastreabilidade, compartilhamento e transferência de material biológico, inclusive em âmbito internacional, além de prever mecanismos de transparência e controle social. Outro destaque é a exigência de que a análise ética de projetos relacionados à instituição de biobancos reforça a qualidade das avaliações bem como a fiscalização dos Comitês de Ética em Pesquisa previamente habilitados. 

Para a comunidade científica, os biobancos são considerados essenciais para o avanço da ciência. Eles permitem, por exemplo, o desenvolvimento de novos medicamentos, estudos sobre doenças e melhorias nos tratamentos de saúde. No entanto, o uso desses materiais exige cuidados éticos rigorosos. Dessa forma, a regulamentação contempla ainda modelos colaborativos, como redes e consórcios, que ampliam a capacidade de articulação entre instituições e fortalecem a produção de conhecimento científico em saúde.

 Relatoria

Durante a segunda reunião ordinária da Inaep, a coordenadora Meiruze Freitas foi designada, mediante sorteio, como relatora da matéria em pauta. O processo encontra-se atualmente na fase de consulta pública, etapa essencial para a coleta de contribuições da sociedade e do setor regulado, que subsidiarão uma análise técnica detalhada.

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“As contribuições recebidas vão ajudar a aperfeiçoar a proposta, tornar as diretrizes mais claras e fortalecer uma regulação ética e responsável, alinhada às necessidades da pesquisa no Brasil. Estamos falando de aspectos essenciais, como consentimento, privacidade, governança, compartilhamento e uso responsável de materiais e informações que podem contribuir para avanços importantes na ciência e na saúde”, destacou a relatora Meiruze Freitas.

Participe com suas contribuições

Acesse a portaria da consulta pública

Ministério da Saúde 

Fonte: Ministério da Saúde

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Saúde

Ministério da Saúde abre inscrições para observatório de boas práticas de equidade no SUS

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Uma iniciativa dedicada à troca de experiências dos profissionais de saúde, com foco em fortalecer a equidade na atenção primária do Sistema Único de Saúde (SUS): esse é objetivo do Observatório de Boas Práticas de Equidade, lançado pelo Ministério da Saúde nesta sexta-feira (1º). As inscrições para a divulgação das iniciativas de já estão abertas e seguem até 20 de maio.

O observatório possibilitará a análise e a divulgação de projetos de gestão do cuidado já realizados em diferentes localidades. A ideia é que as trabalhadoras e os trabalhadores compartilhem seus conhecimentos produzidos na prática profissional do dia a dia e, assim, contribuam para a melhoria do atendimento e da organização dos serviços.

Para a secretária de Atenção Primária à Saúde, Ana Luiza Caldas, esse espaço valoriza as iniciativas dos profissionais e incentiva o compartilhamento de saberes. “O observatório vai revelar as inovações da atenção primária que acontecem no cotidiano dos serviços. O papel do Ministério da Saúde é justamente dar visibilidade a essas experiências e criar condições para que elas ganhem escala, contribuindo para um SUS mais resolutivo e equitativo”, detalha.

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As experiências selecionadas terão seus relatos disponibilizados no site “APS nos territórios”, além de compor uma publicação institucional do Ministério da Saúde.

Eixos temáticos

As iniciativas inscritas, além de apresentarem soluções relevantes para o SUS, deverão estar obrigatoriamente vinculadas a um dos três eixos temáticos seguintes: equidade e acesso; cuidado integral e saúde mental; e participação social.

O primeiro abarcará ações e estratégias para diminuir desigualdades em saúde e superar barreiras geográficas, institucionais e sociais no acesso da população ao cuidado. Já o segundo terá ações intersetoriais de cuidado e acolhimento e de atenção em saúde mental com ênfase para populações em situação de vulnerabilidade. O terceiro reunirá iniciativas de fortalecimento do vínculo entre os serviços de saúde e o território.

Quem pode se inscrever   

Todos os profissionais de saúde da atenção primária que trabalham em espaços de saúde cadastrados e ativos no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (Cnes) poderão participar. As propostas, que devem ser inovadoras e originais, precisam estar adequadas às diretrizes do SUS.

Confira os profissionais que atuam em equipes e serviços da atenção primária à saúde que podem participar:

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*Nos casos de experiências realizadas nos CEO, LRPD e Sesb, as inscrições devem ser realizadas por pelo menos um dos profissionais que atuam nesses estabelecimentos. 

Acesse a página de inscrição do Observatório de Boas Práticas de Equidade na APS

Acesse também o passo a passo para a inscrição.

Acesse o cronograma completo, critérios de análise e outros detalhes nas orientações.

Agnez Pietsch
Ministério da Saúde 

Fonte: Ministério da Saúde

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