Política Nacional

Lucas Barreto diz que Aneel apenas adiou impacto da tarifa de energia no Amapá

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O senador Lucas Barreto (PSD-AP), em pronunciamento no Plenário nesta quarta-feira (8), afirmou que a decisão da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) de suspender temporariamente o aumento das tarifas de energia no Amapá apenas adia o impacto do reajuste. Segundo ele, a medida não resolve a situação do setor no estado e mantém a perspectiva de novos aumentos nas tarifas.

— Em outras palavras, não houve redução estrutural de tarifa, não houve revisão de custos, não houve ganho para o consumidor. Houve apenas um ajuste para evitar, neste momento eleitoral, um aumento que já estava sendo pressionado — afirmou.

O parlamentar explicou que a suspensão do aumento decorre da antecipação de cerca de R$ 201 milhões a que a Companhia de Eletricidade do Amapá (CEA Equatorial) teria direito ao longo do contrato de concessão, no âmbito do uso de bem público. De acordo com o senador, esse valor poderá ser incluído nos reajustes previstos para 2026, o que mantém a possibilidade de impacto para os consumidores. Ele também cobrou esclarecimentos da concessionária sobre investimentos realizados e melhorias efetivamente entregues no estado.

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— A CEA Equatorial ainda precisa explicar quais investimentos realizou, por que pressiona por aumentos e quais melhorias efetivamente entregou ao Amapá. O estado já sofreu demais com falhas no setor elétrico para aceitar isso agora, aumentos disfarçados de solução técnica — disse.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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Política Nacional

Comissão aprova campanha nacional sobre doença falciforme

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A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 4177/21, que cria uma campanha permanente de conscientização sobre a doença falciforme.

O texto original, do deputado Ossesio Silva (Republicanos-PE), foi aprovado com emendas do relator, deputado Diego Garcia (Republicanos-PR), que excluiu referências a “prevenção”. Garcia explicou que a condição é genética e passa de pais para filhos, não sendo possível evitá-la com vacinas ou hábitos de saúde. Ele ressaltou que o foco deve ser o diagnóstico precoce e o tratamento adequado.

A proposta segue para o Senado, a menos que haja recurso para análise pelo Plenário da Câmara.

A doença falciforme altera o formato dos glóbulos vermelhos do sangue, que passam a parecer uma foice, dificultando a circulação do oxigênio. Isso causa crises de dores fortes, cansaço, além de pele e olhos amarelados (icterícia).

Segundo Garcia, manter a palavra “prevenção” poderia sugerir que o Estado buscaria evitar o nascimento de pessoas com essa herança genética, o que seria uma forma de discriminação proibida pela Constituição.

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“A cautela é necessária para preservar a conformidade do texto com princípios estruturantes da Constituição, como a dignidade da pessoa humana e a proteção à liberdade no planejamento familiar”, disse o relator.

Qualidade de vida
No Brasil, cerca de 60 mil pessoas vivem com a enfermidade, que atinge principalmente a população negra. A nova campanha pretende unificar as informações do SUS para reduzir a mortalidade infantil e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

A campanha será coordenada pelo Ministério da Saúde e deverá ser acessível a todos os públicos, incluindo pessoas com deficiência.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

Reportagem – Murilo Souza
Edição – Ana Chalub

Fonte: Câmara dos Deputados

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