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Mato Grosso triplica área de gergelim em cinco anos e amplia protagonismo no mercado internacional

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Área de gergelim cresce mais de 250% em cinco anos

O cultivo de gergelim tem avançado de forma expressiva no Brasil, com destaque para o Mato Grosso, que lidera a produção nacional. Nos últimos cinco anos, a área plantada no estado mais do que triplicou, registrando um crescimento superior a 250%.

Dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) indicam que a safra 2024/25 alcançou mais de 700 mil hectares cultivados, representando um aumento de 48% em relação à temporada anterior.

Divergência de dados aponta área ainda maior

Embora a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estime 401 mil hectares plantados e produção de 720 mil toneladas no estado, um levantamento da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) aponta números significativamente maiores.

Segundo o estudo, a área real cultivada supera 704 mil hectares. A diferença foi identificada após inconsistências entre os dados de produção e os volumes exportados.

De acordo com o Imea, o gergelim passará a ser incluído nos levantamentos mensais para maior precisão nas estatísticas do setor.

Mato Grosso concentra 65% da produção nacional

O estado é responsável por cerca de 65% de todo o gergelim produzido no Brasil, consolidando sua liderança na cultura. Um dos principais polos é o município de Canarana, que sozinho responde por aproximadamente 18% da área plantada e é reconhecido como a “Capital Mundial do Gergelim”.

O crescimento da cultura está diretamente ligado ao aumento da demanda global e ao potencial produtivo do estado, especialmente como opção de segunda safra.

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Governo investe no fortalecimento da cadeia produtiva

Para sustentar o avanço da cultura, o Governo de Mato Grosso tem adotado iniciativas de incentivo ao setor. Entre as ações está a criação de uma câmara setorial voltada para feijões e pulses, além do apoio a eventos técnicos e à disseminação de conhecimento.

A estratégia busca criar um ambiente favorável para a expansão sustentável dessas culturas no estado.

Exportações dominam o destino da produção

A produção de gergelim em Mato Grosso é fortemente voltada ao mercado externo. Cerca de 99% do volume colhido no estado é destinado à exportação, reforçando a importância do comércio internacional para o setor.

A abertura do mercado chinês para o gergelim brasileiro, a partir de 2024, contribuiu significativamente para o aumento dos embarques.

Brasil amplia exportações e Mato Grosso lidera

Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram que o Brasil exportou 595,5 mil toneladas de sementes oleaginosas na safra 2024/25, crescimento de 75,9% em relação ao ciclo anterior.

Desse total, mais de 72% tiveram origem no Mato Grosso. Os principais destinos foram China (32,1%), Índia (19,8%), Turquia (8,4%) e Arábia Saudita (7,2%).

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Já no primeiro trimestre de 2026, o país embarcou 121,7 mil toneladas, com 46,9% provenientes do estado. Entre os maiores compradores estão Países Baixos, Turquia, Índia e China.

Promoção internacional impulsiona novos negócios

O fortalecimento das exportações também passa por ações estratégicas de promoção comercial. A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) tem atuado na abertura de mercados e na conexão entre produtores e compradores internacionais.

Durante a edição de 2026 da feira Gulfood, em Dubai, foram gerados mais de US$ 101 milhões em negócios para Mato Grosso.

Além disso, o estado recebeu uma comitiva de 13 compradores internacionais de sete países, que participaram do Brazil Superfoods Summit, em Cuiabá, e visitaram propriedades rurais na região de Sorriso.

Perspectivas positivas para o setor

Com demanda internacional aquecida, abertura de novos mercados e apoio institucional, o gergelim se consolida como uma cultura estratégica para Mato Grosso.

A tendência é de continuidade no crescimento da produção e das exportações, reforçando o papel do estado como protagonista global no fornecimento do grão.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de carne de frango do Brasil crescem 29,6% e atingem 3º maior volume histórico em maio de 2026, aponta Cepea

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As exportações brasileiras de proteína animal apresentaram desempenho misto em maio de 2026. Enquanto a carne de frango registrou forte crescimento e alcançou o terceiro maior volume da série histórica, o setor de ovos manteve retração no acumulado do ano, mas com destaque positivo para os produtos processados. Os dados são do Cepea, com base em informações da Secretaria de Comércio Exterior.

Exportações de frango crescem e alcançam 509,9 mil toneladas em maio

O Brasil exportou 509,9 mil toneladas de carne de frango em maio de 2026, volume que representa:

  • Alta de 4,8% em relação a abril
  • Crescimento expressivo de 29,6% frente a maio de 2025
  • Terceiro maior resultado da série histórica, iniciada em 1997

O desempenho confirma a manutenção de um ritmo aquecido das exportações ao longo de 2026, sustentado principalmente pela forte demanda internacional por proteína brasileira.

Entre os principais destinos, os países do Oriente Médio seguem ganhando protagonismo no comércio exterior do setor.

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Oriente Médio impulsiona embarques brasileiros

Os Emirados Árabes Unidos ampliaram significativamente suas compras em maio, com alta de 68,8% na comparação mensal, totalizando 32,3 mil toneladas.

Já a Arábia Saudita importou 39 mil toneladas, avanço de 9% frente a abril.

Com isso, ambos os países reforçam sua posição entre os principais destinos da carne de frango brasileira, ocupando respectivamente a quarta e a terceira colocação no ranking global de importadores.

Exportações de ovos recuam no ano, mas processados atingem melhor resultado desde 2006

O setor de ovos apresentou desempenho mais fraco no acumulado de 2026. Segundo o levantamento, o Brasil exportou 12,39 mil toneladas de ovos in natura e processados entre janeiro e maio, queda de 32,5% em relação ao mesmo período de 2025, quando foram embarcadas 18,36 mil toneladas.

Em maio, o volume exportado foi de 2,18 mil toneladas, recuo de:

  • 5,7% em relação a abril
  • 59% na comparação com maio de 2025

Apesar da retração geral, os ovos processados mostraram evolução relevante no acumulado do ano.

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Processados ganham espaço nas exportações

Do total exportado em 2026, 3,99 mil toneladas foram de ovos processados, o equivalente a 32% dos embarques brasileiros.

Segundo pesquisadores do Cepea, esse resultado indica uma mudança gradual no perfil das exportações do setor, com a maior participação de processados para o período desde 2006.

Panorama do setor

O contraste entre os dois segmentos evidencia um cenário de:

  • Expansão consistente no mercado de carne de frango, sustentado pela demanda externa
  • Recuo nas exportações de ovos, ainda pressionadas no acumulado do ano
  • Relevância crescente dos produtos processados, especialmente no setor de ovos

O desempenho reforça a importância do comércio internacional como vetor de sustentação para a cadeia de proteínas animais do Brasil em 2026.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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