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Alta histórica do enxofre eleva custos e pressiona cadeia de fertilizantes em 2026

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O mercado de fertilizantes enfrenta um cenário de forte pressão nos custos em 2026, impulsionado pela disparada nos preços do enxofre, insumo essencial para a produção de fósforo. O movimento, considerado histórico, tem ampliado os impactos ao longo de toda a cadeia produtiva e acende alerta entre produtores e indústrias.

Enxofre atinge máximas históricas e supera patamar de 2022

De acordo com dados apresentados por Jeferson Souza, analista de inteligência de mercado, o enxofre alcançou níveis recordes neste ano, superando com ampla margem a alta registrada em 2022, até então referência recente no setor.

A trajetória de valorização mostra um avanço contínuo dos preços, que atingem patamares próximos de US$ 850 por tonelada, conforme a série histórica. O comportamento evidencia a magnitude do choque enfrentado atualmente pelo mercado de fertilizantes.

Insumo essencial amplia impacto sobre a cadeia do fósforo

O enxofre é um componente básico na produção de fósforo, o que intensifica os efeitos da alta sobre diferentes tipos de fertilizantes.

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Na fabricação de superfosfato simples (SSP), por exemplo, o custo do enxofre — que anteriormente ficava abaixo de US$ 15 por tonelada produzida — passou a superar US$ 100 apenas com esse insumo.

No caso do fosfato monoamônico (MAP), o impacto é ainda mais significativo. O custo relacionado ao enxofre saltou de menos de US$ 80 para mais de US$ 400 por tonelada do produto final, sem considerar outros insumos relevantes envolvidos no processo produtivo.

Déficit de fósforo se intensifica em 2026

O avanço expressivo nos custos contribui para ampliar o chamado déficit do fósforo, que, segundo o analista, é mais intenso em 2026 do que no ciclo observado em 2022.

Esse cenário reforça a pressão sobre toda a cadeia de fertilizantes e aponta para um ambiente mais desafiador ao longo do ano, tanto para a indústria quanto para os produtores rurais.

Pressão deve impactar produção e custos no campo

Diante desse contexto, a tendência é de continuidade da pressão sobre os preços dos fertilizantes, com reflexos diretos nos custos de produção agrícola.

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As informações foram divulgadas por Jeferson Souza em seu perfil oficial na rede social LinkedIn, destacando a necessidade de atenção redobrada do setor diante da escalada dos insumos e seus efeitos sobre a competitividade do agronegócio.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mercado de suínos perde força em maio diante de maior oferta e demanda interna mais fraca

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O mercado brasileiro de suínos vivos encerrou o mês de maio em cenário de baixa, pressionado principalmente pelo aumento da oferta de animais para abate e pela desaceleração do consumo doméstico. O avanço da disponibilidade reduziu o poder de negociação dos produtores e manteve as cotações fragilizadas ao longo de praticamente todo o período.

De acordo com o analista da Safras & Mercado, Allan Maia, a dinâmica do setor continuou enfraquecida tanto no mercado independente quanto no atacado. Embora alguns cortes tenham apresentado comportamento misto, o ritmo de reposição ao longo da cadeia perdeu intensidade, refletindo o consumo mais moderado das famílias brasileiras.

Segundo o especialista, a indústria frigorífica adotou uma postura mais cautelosa nas compras de animais vivos, diante da menor liquidez no mercado interno e do aumento da oferta disponível para abate.

Margens da suinocultura ficam mais apertadas

Além da pressão sobre os preços do suíno vivo, maio também foi marcado pela preocupação crescente dos produtores com o estreitamento das margens da atividade. O cenário de preços mais baixos para os animais, aliado aos custos de produção ainda elevados, reduziu a rentabilidade da cadeia suinícola.

Mesmo diante desse ambiente mais desafiador, as exportações continuaram exercendo papel fundamental para limitar perdas mais intensas no mercado doméstico.

“As exportações permaneceram como principal fator de sustentação do mercado, ajudando a absorver parte da oferta interna”, destacou Allan Maia.

Apesar de uma leve desaceleração no ritmo médio diário dos embarques durante maio, o fluxo externo continuou relevante para equilibrar a disponibilidade de carne suína no país.

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Expectativa para junho é de recuperação gradual da demanda

Para junho, a perspectiva é de um ambiente um pouco mais favorável ao setor. A entrada de salários na economia tende a estimular o consumo de proteínas, enquanto a recente queda nos preços da carne suína aumenta a competitividade do produto frente às demais proteínas animais.

Outro fator que pode favorecer o mercado é a valorização da carne bovina e da carne de frango, cenário que tende a direcionar parte do consumo para a proteína suína no varejo.

A expectativa do setor é de recuperação gradual da demanda doméstica ao longo das próximas semanas, especialmente no atacado.

Preços do suíno recuam em diversos estados

Levantamento da Safras & Mercado apontou queda na média nacional do quilo do suíno vivo, que passou de R$ 5,46 para R$ 5,38 na semana.

No atacado, a média dos cortes de carcaça recuou de R$ 9,00 para R$ 8,96 por quilo, enquanto o preço médio do pernil caiu de R$ 11,43 para R$ 11,40.

Em São Paulo, a arroba suína recuou de R$ 103,00 para R$ 102,00.

No Rio Grande do Sul, o quilo vivo na integração caiu de R$ 5,90 para R$ 5,70, enquanto no mercado do interior passou de R$ 5,30 para R$ 5,20.

Em Santa Catarina, o preço na integração recuou de R$ 5,90 para R$ 5,70. Já no interior catarinense, o valor permaneceu em R$ 5,05.

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No Paraná, o mercado livre registrou queda de R$ 5,10 para R$ 5,00 por quilo vivo. Na integração, a cotação caiu de R$ 5,90 para R$ 5,75.

No Mato Grosso do Sul, a cotação em Campo Grande permaneceu em R$ 5,15, enquanto na integração houve recuo de R$ 5,80 para R$ 5,65.

Em Goiânia, os preços avançaram de R$ 5,15 para R$ 5,35.

No interior de Minas Gerais, o quilo vivo caiu de R$ 5,70 para R$ 5,60. Já no mercado independente, os preços seguiram em R$ 5,80.

Em Mato Grosso, a cotação em Rondonópolis permaneceu em R$ 5,50, enquanto na integração estadual houve queda de R$ 5,95 para R$ 5,70.

Exportações de carne suína seguem sustentando o setor

As exportações brasileiras de carne suína in natura movimentaram US$ 191,943 milhões em maio, considerando 15 dias úteis, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

A média diária exportada ficou em US$ 12,796 milhões. O volume total embarcado atingiu 77,427 mil toneladas, com média diária de 5,161 mil toneladas.

O preço médio da tonelada exportada foi de US$ 2.479.

Na comparação com maio de 2025, houve queda de 2,1% no valor médio diário exportado. Por outro lado, o volume médio diário embarcado cresceu 2,3%, enquanto o preço médio da tonelada registrou recuo de 4,3%.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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