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Governo do Brasil avança na coordenação técnica do Planejamento Espacial Marinho

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O Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) realizou, entre os dias 14 e 16 de abril, em Brasília (DF), a 4ª Oficina Técnica Nacional do Planejamento Espacial Marinho (PEM). O encontro reuniu equipes técnicas, gestores públicos e representantes de povos e comunidades tradicionais, com o objetivo de alinhar metodologias e integrar as iniciativas regionais em desenvolvimento. 

Participaram representantes da coordenação nacional do PEM, vinculada à Secretaria da Comissão Interministerial para os Recursos do Mar (SECIRM), da Marinha do Brasil, do MMA, além de equipes técnicas dos projetos regionais das regiões Sul, Sudeste, Nordeste e Norte. A região Norte também esteve representada pelo Projeto Marés do Norte, responsável por iniciativas de mapeamento participativo. 

Os projetos regionais do PEM nas regiões Sul, Sudeste e Norte são financiados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Já o PEM Nordeste conta com recursos do Projeto Áreas Marinhas e Costeiras Protegidas (GEF Mar), executado pelo Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio). 

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Durante o evento, representantes da coordenação nacional e das equipes regionais compartilharam experiências e discutiram abordagens científicas e metodológicas voltadas ao avanço do planejamento e à integração entre as regiões. 

A diretora do Departamento de Oceano e Gestão Costeira do MMA, Ana Paula Prates, destacou a importância da coordenação nacional no processo. “Esse esforço de integração entre todas as regiões do país é fundamental, porque estamos construindo um único Planejamento Espacial Marinho”, afirmou. 

As equipes também apresentaram avanços na elaboração de cadernos setoriais, na realização de oficinas regionais e no desenvolvimento de iniciativas de mapeamento participativo. Foram discutidas, ainda, metodologias para definição de habitats e de unidades de planejamento e gestão (UPGs), com foco na integração técnica entre as regiões. 

Outro eixo do encontro foi a construção de subsídios conceituais e técnicos para o desenvolvimento de índices voltados à definição de usos e cenários no ambiente marinho, além da discussão de marcos temporais e estratégias de negociação intersetorial. A gestão e a integração de dados também estiveram em pauta, com o objetivo de fortalecer a base metodológica do planejamento. 

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Para o secretário da Comissão Interministerial para os Recursos do Mar, contra-almirante Robledo de Lemos Costa e Sá, o Planejamento Espacial Marinho representa um instrumento estratégico para o país. “Embora o ordenamento espacial não seja uma novidade no país, o PEM traz desafios próprios de uma iniciativa pioneira. Trata-se de um instrumento estratégico para organizar o espaço marinho brasileiro, integrar múltiplos usos, reduzir conflitos e articular setores”, destacou 

A oficina contou com o apoio do Projeto TerraMar, parceria entre o MMA e o Ministério Federal do Meio Ambiente, Ação Climática, Proteção da Natureza e Segurança Nuclear da Alemanha (BMUKN), no âmbito da Iniciativa Internacional para o Clima (IKI), implementada pela Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ) GmbH. O encontro também recebeu recursos do GEF Mar. 

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
[email protected]
(61) 2028-1227/1051

Acesse o Flickr do MMA 

Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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Mato Grosso do Sul expande produção de etanol de milho e atrai novos investimentos industriais

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Produção de etanol de milho cresce quase 34% em MS

O Mato Grosso do Sul reforçou sua posição estratégica no setor de bioenergia ao registrar crescimento expressivo na produção de etanol de milho. Na safra 2025/2026, o estado produziu 2,128 bilhões de litros, volume que representa 20,92% da produção nacional, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

O desempenho mantém o estado como segundo maior produtor do país, atrás apenas de Mato Grosso, e confirma a consolidação da região Centro-Sul como principal polo de expansão do biocombustível.

Em relação à safra anterior, houve crescimento de 33,9%, impulsionado principalmente pela ampliação da capacidade industrial e pela maior integração com a produção agrícola.

Etanol hidratado lidera produção no estado

Do total produzido em Mato Grosso do Sul:

  • 73,11% correspondem ao etanol hidratado, utilizado diretamente como combustível
  • 26,89% são de etanol anidro, destinado à mistura com a gasolina

O milho já responde por 43,21% de todo o biocombustível produzido no estado, considerando também a produção a partir da cana-de-açúcar, o que evidencia a crescente relevância do grão na matriz energética local.

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Nova usina em Jaraguari impulsiona expansão industrial

O avanço do setor ganha novo impulso com a instalação de uma usina no município de Jaraguari. O projeto da Usina de Etanol de Amido Pioneiras recebeu Licença de Instalação recentemente e prevê investimento de R$ 300 milhões.

A unidade terá capacidade para processar 500 toneladas diárias de milho ou sorgo, com produção estimada de até 200 mil metros cúbicos de etanol por ano.

A nova planta se soma às usinas já em operação em Sidrolândia, Dourados e Maracaju, ampliando a base industrial do estado.

Investimentos fortalecem economia e atraem novos negócios

Além de aumentar a produção, o empreendimento deve gerar empregos, fortalecer a infraestrutura local e atrair novos investimentos para a região.

A instalação da usina também está associada a melhorias logísticas e organização industrial, incluindo projetos de pavimentação e acesso, que contribuem para a eficiência da cadeia produtiva.

Autoridades estaduais destacam que a agilidade no licenciamento ambiental e o ambiente favorável aos negócios têm sido fatores decisivos para atrair novos projetos ao estado.

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Integração entre agro e energia sustenta avanço

A expansão do etanol de milho ocorre paralelamente à diversificação do uso da terra em Mato Grosso do Sul:

  • A soja ocupa mais de 4,6 milhões de hectares
  • Áreas de eucalipto somam cerca de 1,9 milhão de hectares
  • As pastagens representam aproximadamente 46% do território

Esse cenário indica forte potencial de intensificação produtiva e reforça um modelo baseado na integração entre agricultura, indústria e energia.

Mato Grosso do Sul se consolida como polo de bioenergia

Com escala agrícola, infraestrutura em expansão e políticas de incentivo, Mato Grosso do Sul avança na estratégia de agregar valor à produção de grãos e ampliar sua competitividade no mercado de energias renováveis.

O crescimento do etanol de milho consolida o estado como um dos principais protagonistas da bioenergia no Brasil, com perspectivas positivas para novos investimentos e expansão da produção nos próximos anos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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