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Boi gordo recua no Brasil com escalas alongadas e pressão sazonal no campo

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Mercado do boi gordo registra queda nas principais praças

O mercado físico do boi gordo apresentou queda significativa nos preços ao longo da semana nas principais regiões produtoras do país. O movimento ocorre em meio ao alongamento das escalas de abate por parte dos frigoríficos e a um cenário sazonal típico do segundo trimestre.

Segundo análise da consultoria Safras & Mercado, o ambiente atual favorece maior oferta de animais, pressionando as cotações da arroba.

Escalas mais confortáveis ampliam pressão sobre preços

De acordo com o analista Fernando Henrique Iglesias, muitos frigoríficos passaram a operar com escalas de abate mais confortáveis, o que permitiu testar valores mais baixos na compra de animais.

A estratégia está diretamente ligada ao comportamento sazonal do mercado. No segundo trimestre, a perda de qualidade das pastagens reduz a capacidade de retenção dos pecuaristas, aumentando a necessidade de negociação e elevando a oferta no curto prazo.

Outro fator relevante é o avanço da cota chinesa de importação de carne bovina brasileira, com expectativa de esgotamento entre junho e julho, o que também influencia o ritmo das negociações.

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Preços da arroba recuam em diversos estados

Levantamento semanal aponta queda nas cotações do boi gordo em importantes estados produtores:

  • São Paulo: R$ 362,08/@ (queda de 1,7% frente aos R$ 368,33 da semana anterior)
  • Goiás: R$ 344,64/@ (recuo de 3,1%)
  • Minas Gerais: R$ 352,27/@ (queda de 1,58%)
  • Mato Grosso do Sul: R$ 352,77/@ (baixa de 1,9%)
  • Mato Grosso: R$ 362,91/@ (leve recuo de 0,31%)

Apesar da pressão negativa, o mercado ainda opera com patamares elevados em relação ao histórico recente.

Exportações seguem firmes e sustentam o setor

No mercado externo, as exportações de carne bovina continuam em ritmo forte e ajudam a limitar quedas mais acentuadas no mercado interno.

Até o momento, em abril (12 dias úteis), o Brasil exportou 153,3 mil toneladas de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada, com faturamento de US$ 942,1 milhões.

A média diária foi de:

  • US$ 78,5 milhões em receita
  • 12,7 mil toneladas embarcadas

O preço médio da tonelada ficou em US$ 6.143,4.

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Comparativo anual reforça cenário positivo

Na comparação com abril de 2025, os dados mostram avanço consistente:

  • +29,2% no valor médio diário exportado
  • +5,8% no volume médio diário
  • +22,1% no preço médio da tonelada

Os números, divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior, reforçam a importância do mercado internacional como principal vetor de sustentação da pecuária brasileira.

Mercado segue atento ao equilíbrio entre oferta e demanda

O atual cenário indica um ajuste de curto prazo nos preços, influenciado por fatores sazonais e estratégicos da indústria frigorífica.

Ainda assim, a combinação entre oferta controlada e صادرات aquecidas mantém o mercado do boi gordo sustentado, com expectativa de novos movimentos conforme o avanço da entressafra e o comportamento das exportações nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil reforça compromisso com pesca e aquicultura sustentáveis e segurança alimentar na FAO

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O Brasil reforçou o compromisso com a pesca sustentável, a aquicultura responsável e a segurança alimentar durante a 37ª Sessão do Comitê de Pesca da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), em Roma, na Itália. A participação ministerial marca o retorno do Brasil ao principal fórum internacional de discussão sobre pesca e aquicultura após 14 anos.


Em seu discurso inaugural, o ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, destacou a recriação do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), em 2023, e a importância do setor para a segurança alimentar e nutricional. O ministro também ressaltou que o Brasil deixou o Mapa da Fome da FAO em 2025.

 

“Temos a convicção de que a pesca e a aquicultura são fundamentais para sistemas alimentares mais sustentáveis, resilientes e diversificados”, afirmou.


Ciência e sustentabilidade

 

Entre os avanços apresentados está a reconstrução da série histórica da pesca marinha brasileira, de 1950 a 2025, e o desenvolvimento de uma plataforma para ampliar o acesso e a transparência dos dados pesqueiros. O Brasil também restabeleceu o Grupo Técnico Interministerial para prevenção e combate à pesca ilegal, não declarada e não regulamentada (INDNR) e vem preparando suas equipes para a implementação do Acordo sobre Medidas do Estado do Porto. Com cerca de 1,7 milhão de pescadores e pescadoras, o país defende uma gestão pesqueira baseada em ciência e evidências, aliada à conservação dos ecossistemas aquáticos.

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Aquicultura e mudanças climáticas

 

Na aquicultura, o Brasil está construindo o Plano Nacional da Aquicultura, com diretrizes para os próximos dez anos e foco em investimentos, inovação, sustentabilidade e agregação de valor. O país também trabalha para ampliar a resiliência das comunidades pesqueiras e aquícolas diante das mudanças climáticas, por meio do Plano Clima, além de fortalecer a assistência técnica, a extensão e o acesso ao crédito. Outra prioridade é ampliar o consumo de pescado e sua presença nos programas de alimentação escolar, contribuindo para a segurança alimentar e fortalecendo a cadeia produtiva.

Valorização da pesca artesanal

O ministro destacou ainda a realização da Cúpula da Pesca de Pequena Escala, realizada em Roma, e reforçou a importância da participação dos pescadores na construção das políticas públicas. No Brasil, esse compromisso está refletido na construção do Plano Nacional da Pesca Artesanal, voltado ao fortalecimento do setor e ao reconhecimento de sua importância para a segurança alimentar, a geração de renda e as economias locais. No cenário internacional, o Brasil também destacou a presença dos alimentos aquáticos nas discussões do G20, dos BRICS e da COP30 e COP15 da CMS.

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Ao concluir, o ministro reafirmou que pesca sustentável, aquicultura responsável, segurança alimentar, geração de renda e conservação dos recursos aquáticos são agendas inseparáveis.“O Brasil reafirma seu compromisso com a cooperação internacional e com uma gestão pesqueira baseada na ciência, em dados de qualidade e na participação dos pescadores.”

ASCOM

Ministério da Pesca e Aquicultura

[email protected] 

 

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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