Agro News

Exportações de proteína animal podem gerar US$ 57 milhões após feira na Ásia

Publicado

A participação brasileira na FHA – Food & Hotel Asia 2026, realizada em Singapura, deve resultar em US$ 57 milhões em negócios ao longo dos próximos 12 meses, segundo estimativas da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

A ação, realizada em parceria com a ApexBrasil, reforçou a presença do Brasil em um dos mercados mais estratégicos para as exportações de proteína animal.

Negócios imediatos somam quase US$ 9 milhões

Durante os dias de evento, os exportadores brasileiros já concretizaram US$ 8,9 milhões em negócios, impulsionados por uma intensa agenda de reuniões e pela presença de compradores internacionais.

Ao todo, foram registrados cerca de mil contatos comerciais no estande brasileiro, evidenciando o forte interesse global pelos produtos do país.

Ásia segue como mercado estratégico para o Brasil

Realizada em Singapura, importante hub logístico e comercial do Sudeste Asiático, a FHA é considerada uma das principais plataformas de negócios do setor de alimentos e bebidas na região.

Leia mais:  Produtores seguram vendas de soja em Mato Grosso diante da queda nos preços, aponta Imea

A feira reúne importadores, distribuidores e operadores de food service de diversos países, muitos deles altamente dependentes da importação de alimentos — cenário que favorece a expansão da proteína animal brasileira.

Empresas ampliam presença internacional

Participaram da ação empresas relevantes do setor, como:

  • Alibem
  • Copacol
  • Ecofrigo
  • Frigoestrela
  • GTfoods
  • MBRF
  • Naturovos
  • Seara
  • Zanchetta

As companhias apresentaram seus portfólios e fortaleceram o relacionamento com compradores internacionais, ampliando oportunidades de negócios.

Estratégia fortalece imagem do produto brasileiro

O estande brasileiro contou com 126 m² e foi estruturado para promover negociações, networking e posicionamento institucional da proteína animal nacional.

A iniciativa integra a estratégia contínua de promoção comercial internacional do setor, com foco na abertura e consolidação de mercados.

Confiança internacional impulsiona crescimento

Segundo o presidente da ABPA, Ricardo Santin, os resultados reforçam a competitividade do Brasil no cenário global.

De acordo com o executivo, o desempenho obtido na feira evidencia o potencial de expansão das exportações, especialmente em mercados que exigem regularidade de fornecimento, alto padrão sanitário e diversidade de produtos.

Leia mais:  Congresso Mundial Brangus começa no RS com visitas técnicas a fazendas de referência
Perspectiva positiva para exportações

O avanço das negociações na FHA 2026 confirma o protagonismo do Brasil como fornecedor global de proteína animal e sinaliza novas oportunidades de crescimento no mercado asiático — região considerada estratégica para o futuro das exportações do agronegócio brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
publicidade

Agro News

Exportações de açúcar recuam quase 25% em receita no primeiro semestre de 2026 com queda nos preços internacionais

Publicado

As exportações brasileiras de açúcar registraram queda significativa no primeiro semestre de 2026, tanto em volume quanto em receita. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), vinculada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), mostram que o país embarcou 12,29 milhões de toneladas de açúcares e melaços entre janeiro e junho, retração de 4,39% em relação ao mesmo período de 2025.

O impacto mais expressivo, no entanto, ocorreu sobre o faturamento. A receita das exportações somou US$ 4,43 bilhões, valor 24,98% inferior aos US$ 5,90 bilhões registrados no primeiro semestre do ano passado. O resultado reflete, principalmente, a forte desvalorização do açúcar no mercado internacional.

Exportações de açúcar caem em junho

Somente em junho, o Brasil exportou 3,13 milhões de toneladas de açúcares e melaços, volume 7,16% menor que o registrado no mesmo mês de 2025, quando os embarques alcançaram 3,37 milhões de toneladas.

A receita obtida com as vendas externas caiu de US$ 1,44 bilhão para US$ 1,09 bilhão, representando retração de 24,26% na comparação anual.

Leia mais:  Farsul propõe securitização de R$ 171 bilhões da dívida rural com juros limitados e prazo de 15 anos
Preço médio do açúcar despenca no mercado externo

O principal fator responsável pela redução do faturamento foi a queda no preço médio das exportações.

Em junho, a cotação média do açúcar exportado pelo Brasil ficou em US$ 349,59 por tonelada, uma redução de 18,42% frente aos US$ 428,54 por tonelada registrados em junho de 2025.

No acumulado do primeiro semestre, o preço médio também apresentou forte retração, passando de US$ 458,79 para US$ 360,01 por tonelada, o que evidencia a pressão exercida pelas cotações internacionais sobre a rentabilidade das exportações brasileiras.

Mercado acompanha oferta global e comportamento dos preços

Apesar de o Brasil manter a liderança mundial nas exportações de açúcar, o desempenho em 2026 demonstra um cenário mais desafiador para o setor. A combinação entre menor volume embarcado e preços internacionais mais baixos reduziu significativamente a receita cambial do segmento.

Os números divulgados pela Secex consideram 21 dias úteis em junho de 2026, ante 20 dias úteis em junho de 2025, e reforçam a influência do mercado global sobre o desempenho das exportações brasileiras de açúcar ao longo do ano.

Leia mais:  Sindustrigo celebra 10 anos com o Encontro da Cadeia do Trigo de São Paulo

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Comentários Facebook
Continue lendo

Mais Lidas da Semana