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Sindustrigo celebra 10 anos com o Encontro da Cadeia do Trigo de São Paulo

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O Sindicato da Indústria do Trigo do Estado de São Paulo (Sindustrigo) realiza, em 26 de setembro, o 10º Encontro da Cadeia Produtiva do Trigo de São Paulo, comemorando uma década de diálogo e iniciativas voltadas ao desenvolvimento do setor. O evento será realizado na Fiesp e terá transmissão ao vivo pelo YouTube do Sindustrigo, em formato híbrido.

Palestras e debates abordam economia e mercado

A abertura ficará a cargo de Luiz Cherman, VP de Política e Economia do Itaú, que fará um panorama econômico, apresentando tendências e desafios da economia brasileira. Em seguida, o painel sobre mercado de trigo trará discussões sobre novas oportunidades para os moinhos paulistas, com participação de Douglas Araújo, líder de Negócio Trigo da CJ International Brazil.

Reforma tributária em debate

Outro destaque da programação será o painel “Reforma tributária – cenário e impactos na cadeia produtiva de São Paulo”. O tema será analisado pelos advogados tributaristas Mariana Baida Marra, do Departamento Jurídico da FIESP, e Felipe Novaes, sócio do escritório Contreras & Salomão Advogados, com foco nos efeitos da reforma para a cadeia de suprimentos e diferentes segmentos do setor.

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Inteligência artificial e competitividade

O Encontro também abordará inovação e tecnologia com o painel “Como maximizar a eficiência e competitividade em tempos de IA”. A discussão será conduzida por Mario Almeida, consultor e estrategista de Transformação Digital e Inteligência Artificial, e Leonardo Scopel, diretor Comercial da Tractian, explorando o uso da IA como ferramenta estratégica para negócios tradicionais da cadeia do trigo.

Presidente destaca importância do encontro

Para o presidente do Sindustrigo, Max Piermartiri, o evento reforça o papel do sindicato em conectar todos os elos da cadeia produtiva. “Este encontro é um espaço fundamental para a troca de conhecimentos e a busca por soluções que impulsionem a nossa indústria. Chegamos à décima edição com a certeza de que a união de todos os elos da cadeia é essencial para superar desafios e explorar o potencial do trigo em nosso estado”, afirmou.

Inscrições abertas

Os interessados em participar do evento podem se inscrever por meio do formulário disponível em:

Inscrição Sindustrigo

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fracassa acordo no STF e disputa sobre Moratória da Soja volta a julgamento

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O Supremo Tribunal Federal (STF) encerrou a tentativa de construir um acordo entre produtores rurais, indústria, ambientalistas e Ministério Público sobre a Moratória da Soja. Sem consenso entre as partes, o Núcleo de Solução Consensual de Conflitos (Nusol) devolveu os quatro processos relacionados ao tema aos ministros relatores, abrindo caminho para a retomada do julgamento das ações, ainda sem data definida.

Em despacho assinado nesta sexta-feira (12.06), o juiz auxiliar da Presidência do STF e supervisor do Nusol, Álvaro Ricardo de Souza Cruz, afirmou que as reuniões realizadas entre abril e maio chegaram a criar um ambiente favorável à conciliação, mas houve recuo dos envolvidos, inviabilizando uma solução negociada.

“Durante as tratativas, instaurou-se amplo diálogo entre os envolvidos, tendo-se verificado, em determinado momento, ambiente propício à construção de solução consensual. Contudo, sobreveio recuo das partes, o que impossibilitou a composição”, registra o documento.

Segundo o STF, a tentativa de mediação não buscava discutir a constitucionalidade das leis estaduais questionadas, mas os efeitos práticos decorrentes de uma eventual decisão da Corte. A preocupação é evitar a multiplicação de disputas judiciais em diferentes instâncias após o julgamento das ações.

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As tratativas envolveram representantes da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), do Ministério Público Federal e dos governos de Mato Grosso, Rondônia e Tocantins, além de partidos políticos autores das ações.

Com o fim da mediação, o Nusol reenviou as Ações Diretas de Inconstitucionalidade (ADIs) 7774, relatada pelo ministro Flávio Dino; 7775, sob relatoria de Dias Toffoli; e 7863 e 7959, ambas sob responsabilidade do ministro Luiz Fux.

As ADIs 7774 e 7775 questionam leis aprovadas em Mato Grosso e Rondônia que retiraram benefícios fiscais de empresas participantes de acordos privados, como a Moratória da Soja.

Criada em 2006, a Moratória da Soja estabelece que empresas signatárias não adquiram grãos produzidos em áreas do bioma Amazônia desmatadas após 2008, ainda que a abertura das áreas tenha ocorrido dentro dos limites previstos pela legislação ambiental.

A disputa ganhou novo capítulo após a entrada em vigor, no início de 2026, da lei de Mato Grosso que impôs restrições às tradings participantes do acordo. A medida contribuiu para o esvaziamento da Moratória, com a saída da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) e das empresas associadas.

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No fim do ano passado, o ministro Flávio Dino determinou a suspensão de todas as ações judiciais e administrativas relacionadas à Moratória da Soja, incluindo processos que pedem indenizações. Em uma dessas ações, produtores rurais de Mato Grosso reivindicam ressarcimento superior a R$ 1 bilhão. O setor também acionou o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), acusando as tradings de formação de cartel.

A tentativa de mediação havia sido anunciada em março, durante o julgamento das ações pelo plenário do STF. Com o fracasso das negociações, caberá agora aos ministros dar prosseguimento à análise do caso.

Fonte: Pensar Agro

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