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PF e Anvisa farão análise conjunta de canetas irregulares apreendidas

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Brasília/DF. A Polícia Federal e a Anvisa publicaram nota técnica conjunta, nesta quarta-feira (6/5), para orientar atuação integrada do Estado no enfrentamento dos riscos sanitários e dos crimes associados à produção, à importação e à comercialização irregulares de medicamentos agonistas do receptor do GLP‑1, popularmente conhecidos como “canetas emagrecedoras”.

Os medicamentos do tipo GLP apreendidos no Brasil serão analisados para verificar o conteúdo dos produtos irregulares que têm circulado no mercado. O objetivo é verificar quais substâncias ativas realmente estão presentes nesses medicamentos.

O comércio de medicamentos irregulares é considerado crime pelo Código Penal (Decreto-Lei nº2.848/1940). Com avaliação em laboratório pelas equipes de perícia da Polícia Federal, os resultados das análises poderão ser incluídos nos inquéritos relativos ao tema. Para a Anvisa, esse levantamento vai ajudar a avaliar o risco concreto que esses produtos representam para a saúde das pessoas.

As principais irregularidades que têm sido verificadas no mercado são o contrabando de canetas sem registro no Brasil e a manipulação de produtos em condições inadequadas, inclusive com riscos de contaminação e de perda de efeito. Medicamentos irregulares também não têm garantia de composição, de pureza, de qualidade e de conservação.

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A nota técnica consolida entendimentos técnicos e jurídicos, alinha diretrizes de atuação e fortalece o intercâmbio de informações entre Anvisa e Polícia Federal, contribuindo para ações mais eficazes de prevenção, de fiscalização, de investigação e de repressão a práticas ilícitas que colocam em risco a saúde pública.

Riscos à saúde
Dados analisados pela Anvisa mostram aumento significativo de efeitos adversos relacionados ao uso de medicamentos agonistas do GLP‑1. Entre 2018 e 2026, foram registradas quase 3 mil notificações, sendo quase metade concentrada apenas em 2025. Dentre essas notificações, identificam‑se desfechos graves, inclusive óbitos. Mesmo sem confirmação direta de causa, o crescimento rápido do uso — muitas vezes sem orientação médica ou com produtos irregulares — indica o risco à saúde da população e a necessidade de ações preventivas imediatas.

No âmbito criminal, as investigações conduzidas pela Polícia Federal, com apoio técnico da Anvisa, revelaram cadeias ilícitas complexas, com circulação interestadual, uso de plataformas digitais para venda em larga escala e indícios de importação irregular de insumos, enquadrando‑se nas competências da Polícia Federal prevista na Lei nº 12.894, de 17 de dezembro de 2013. Operações conjuntas recentes da PF e da Anvisa revelaram a gravidade dos casos e o alto nível de organização desses grupos.

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Fiscalizações de 2026
Em 2026, foram realizadas 11 inspeções em farmácias de manipulação e em empresas importadoras, resultando em 8 interdições por falhas técnicas graves e por ausência de controle de qualidade. Inspeções conduzidas pela Anvisa, entre janeiro e abril, resultaram na interdição de 8 dos 26 estabelecimentos avaliados, além da apreensão de mais de 1,3 milhão de unidades de medicamentos injetáveis irregulares e da adoção de mais de 11 medidas proibitivas envolvendo importação, comércio e uso desses produtos.

Já na operação conjunta da Anvisa com a Polícia Federal, realizada em 7 de abril, em clínicas de estética, em importadoras e em farmácias de manipulação de 12 estados, foram identificadas transações irregulares de R$ 4,8 milhões que envolveram a movimentação de tirzepatida em quantidade suficiente para a produção de mais de 1 milhão de dispositivos injetáveis. Também foram apreendidos mais de 17 mil frascos de tirzepatida manipulados irregularmente. Em três estados, foi identificada a presença de retatrutida, substância ainda não lançada oficialmente nem registrada por nenhuma agência reguladora no mundo.

Coordenação-Geral de Comunicação Social da Polícia Federal
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Fonte: Polícia Federal

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FICCO/BA e FICCO/Ilhéus deflagram operação contra organização criminosa na Bahia e em São Paulo

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Salvador/BA. Nesta quinta-feira (8/10), as Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado na Bahia e em Ilhéus deflagraram a operação integrada denominada Equação Final, a ação tem como objetivo o cumprimento de 73 ordens judiciais, sendo 35 mandados de prisão preventiva e 38 mandados de busca e apreensão, expedidos pela Vara Criminal da Comarca de Ubatã/BA.

As medidas judiciais estão sendo cumpridas nos estados da Bahia e São Paulo, abrangendo os municípios baianos de Ubatã, Ipiaú, Jequié, Dário Meira, Gongogi e Itagibá, além das cidades de Guarulhos e São Paulo.

A ação visa desarticular uma organização criminosa com atuação violenta na região, investigada pela prática dos crimes de tráfico de drogas, homicídios, extorsão e posse e porte ilegal de armas de fogo.

A operação é resultado do avanço das investigações após a prisão de uma das principais lideranças do grupo criminoso, realizada em maio deste ano na cidade de São Paulo. A partir da análise dos elementos obtidos durante aquela ação, foi possível identificar grande parte da estrutura organizacional da organização, seus integrantes, áreas de atuação e o modo de operacionalização das atividades criminosas.

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Participam da operação equipes da DIRPIN Sudeste da Polícia Civil da Bahia, CPR Médio Rio de Contas da Polícia Militar da Bahia, CIPE Central, CPR Sul da Polícia Militar da Bahia, DIRPIN Sul da Polícia Civil da Bahia, CIPE Cacaueira, TOR PMBA, FICCO/SP e DIVECAR/DEIC da Polícia Civil de São Paulo.

A FICCO/BA é composta pela Polícia Federal, pela Polícia Rodoviária Federal, pela Polícia Militar da Bahia, pela Polícia Civil da Bahia, pela Polícia Penal da Bahia, pela Secretaria Nacional de Políticas Penais e pela Secretaria de Segurança Pública do Estado da Bahia.

Comunicação Social da PF na Bahia
[email protected]
71 3319-6063

Fonte: Polícia Federal

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