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EUA precisam importar 600 mil toneladas de ureia e atraso nas compras pressiona mercado de fertilizantes

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O mercado de fertilizantes nos Estados Unidos segue em alerta diante do ritmo lento das importações de ureia, insumo essencial para a produtividade agrícola. A avaliação é de especialistas do setor, que apontam risco de pressão sobre o abastecimento interno caso as compras externas não avancem nas próximas semanas.

Déficit de importação preocupa setor agrícola

De acordo com estimativas da CRU Group, os Estados Unidos ainda precisam importar cerca de 600 mil toneladas de ureia para atender à demanda projetada. O volume é considerado significativo, especialmente por se tratar de um dos principais fertilizantes nitrogenados utilizados nas lavouras.

A ureia desempenha papel central na nutrição de culturas como milho, trigo e algodão, sendo determinante para o rendimento das safras.

Cautela nas compras trava avanço do mercado

Apesar da necessidade de recomposição de estoques, importadores norte-americanos têm adotado postura cautelosa na realização de novos pedidos. A estratégia reflete a expectativa de possível acomodação nos preços internacionais, o que levaria a condições mais favoráveis de aquisição no curto prazo.

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Esse movimento, no entanto, amplia a sensibilidade do mercado a oscilações de oferta e preço, principalmente em um cenário global ainda marcado por volatilidade.

Fatores geopolíticos influenciam decisões

Parte dessa hesitação está associada à expectativa de melhora no ambiente internacional, incluindo questões geopolíticas que impactam diretamente o comércio de fertilizantes. Entre os pontos observados está a condução diplomática dos Estados Unidos em relação a regiões estratégicas para a produção de insumos.

A leitura de mercado considera que eventuais avanços nesse campo poderiam contribuir para maior estabilidade nos preços globais — embora o cenário ainda seja tratado com cautela pelos agentes.

Risco de compras tardias pode elevar preços

Caso o atraso nas importações persista, os Estados Unidos podem ser forçados a acelerar as aquisições em um momento menos favorável, o que tende a pressionar as cotações da ureia no mercado internacional.

Para o agronegócio, o movimento reforça a importância do monitoramento constante do mercado de fertilizantes, já que variações nos custos de insumos impactam diretamente a rentabilidade das lavouras e a competitividade global da produção agrícola.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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ABCS propõe novas linhas de crédito e ampliação do INOVAGRO para o Plano Safra 2026/27

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A Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS) encaminhou ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) uma série de propostas para o Plano Safra 2026/2027. O documento reúne sugestões voltadas à ampliação do crédito rural, modernização das granjas e fortalecimento da competitividade da suinocultura brasileira.

As medidas defendidas pela entidade buscam adequar as linhas de financiamento às necessidades do setor, que demanda investimentos constantes em tecnologia, biosseguridade, automação e bem-estar animal.

Entre os principais pontos apresentados pela ABCS está a criação permanente de uma linha de crédito específica para retenção de matrizes suínas, com prazo de carência de dois anos para pagamento.

ABCS pede crédito específico para retenção de matrizes

Segundo a entidade, a suinocultura possui um ciclo produtivo mais longo em relação a outras cadeias pecuárias. O intervalo entre a inseminação da matriz e o abate dos animais gerados no ciclo reprodutivo pode chegar a nove meses.

Além disso, cada matriz permanece em produção, em média, durante cinco ciclos, totalizando aproximadamente 24 meses de atividade.

Com base em levantamentos da Embrapa Suínos e Aves referentes aos custos médios registrados em janeiro de 2026 nos estados da Região Sul, a ABCS calculou que o custo direto por matriz ao longo de 2,5 anos chega a R$ 6.791.

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O estudo considera despesas com aquisição de matrizes, alimentação, medicamentos e vacinas.

A associação estima que seriam necessários aproximadamente R$ 239 milhões em recursos para atender cerca de 5% dos produtores independentes do país por meio da nova linha de crédito proposta.

Entidade solicita ampliação dos limites do INOVAGRO

Outro ponto defendido pela ABCS é a ampliação dos limites de financiamento do Programa de Incentivo à Inovação Tecnológica na Produção Agropecuária (INOVAGRO).

A proposta prevê aumento do limite individual para R$ 4,5 milhões e do teto para operações coletivas para R$ 13,5 milhões.

Segundo a entidade, os investimentos são necessários para adequar as granjas às exigências previstas na Instrução Normativa nº 113/2020, que trata de bem-estar animal e práticas produtivas na suinocultura.

Os recursos seriam destinados principalmente para reformas em instalações de gestação, ampliação de maternidades, sistemas de climatização e automação das unidades produtivas.

A ABCS argumenta que as adequações são fundamentais para elevar a eficiência produtiva, reduzir o uso de antimicrobianos e atender exigências de mercado.

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Proposta também prevê atualização do limite do Pronamp

A associação também sugeriu mudanças no enquadramento do Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp).

A proposta encaminhada ao Mapa prevê elevação do limite de renda bruta anual de R$ 3,5 milhões para R$ 3,75 milhões.

De acordo com a entidade, a atualização é necessária diante do aumento dos custos de produção e das mudanças econômicas registradas nos últimos anos no setor agropecuário.

Setor cobra linhas de financiamento mais alinhadas à realidade da produção

Segundo o presidente da ABCS, Marcelo Lopes, as propostas têm como objetivo aproximar os mecanismos de crédito da realidade enfrentada pelos produtores rurais.

“A atividade exige investimentos contínuos em tecnologia, biosseguridade e bem-estar animal. Por isso, defendemos que os mecanismos de crédito acompanhem a dinâmica e as necessidades do setor”, afirmou.

As sugestões apresentadas pela ABCS reforçam a mobilização do setor produtivo em torno do Plano Safra 2026/2027, considerado estratégico para garantir competitividade, expansão da produção e modernização da agropecuária brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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