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MTE debate impactos da automação e da Inteligência Artificial no futuro do trabalho

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O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), em parceria com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), realizou nesta quinta-feira (7) o XXVII Seminário Mensal da Rede de Observatórios do Mercado de Trabalho. O encontro virtual debateu os impactos da automação e da Inteligência Artificial no mundo do trabalho, com o tema “Como novos investimentos em automação e Inteligência Artificial afetam o trabalho: substituição ou adaptação?”. 

O palestrante do seminário foi o secretário de Desenvolvimento Industrial, Inovação, Comércio e Serviços do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Uallace Moreira. Participaram como debatedores o economista do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Thiago Miguez, e o economista do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), Rodolfo Viana.

Durante a apresentação, Uallace Moreira destacou que a política da Nova Indústria Brasil (NIB) está articulada ao Novo PAC e ao Plano de Transformação Ecológica (PTE), formando uma estratégia integrada para impulsionar o desenvolvimento econômico, a inovação tecnológica e a geração de empregos de qualidade. Segundo ele, as três iniciativas dialogam em áreas como conectividade, digitalização, transição energética, bioeconomia, descarbonização e fortalecimento das cadeias produtivas.

O secretário ressaltou que a transformação digital da indústria é uma das missões centrais da Nova Indústria Brasil, com metas de transformar digitalmente 25% da indústria até 2026 e 50% até 2033. Entre os setores estratégicos estão semicondutores, robôs industriais e produtos e serviços digitais avançados.

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Uallace Moreira também apresentou ações voltadas à neoindustrialização e à adaptação produtiva do país diante das mudanças tecnológicas. Entre elas, citou o Plano Mais Produção, que prevê investimentos de R$ 653 bilhões até 2025 para promover uma indústria mais inovadora, digital, produtiva e sustentável.

A subsecretária de Estatísticas e Estudos do Trabalho do MTE, Paula Montagner, mediou o debate e reforçou que a discussão sobre automação e Inteligência Artificial precisa estar associada à construção de políticas públicas voltadas à qualificação profissional, à inclusão produtiva e à proteção do trabalho, garantindo que o avanço tecnológico da Micro e Pequenas empresas, de modo a que contribuam para o desenvolvimento econômico local e regional com geração de emprego e trabalho decente.

Thiago Miguez destacou que a automação e a Inteligência Artificial podem ampliar a produtividade e a competitividade da indústria brasileira, mas ressaltou que esse processo precisa estar acompanhado de investimentos em qualificação, e também de reorganização dos espaços produtivos, o que envolve o apoio do Sistema S.

Já Rodolfo Viana afirmou que as transformações tecnológicas exigem o fortalecimento do diálogo social, o aprimoramento do sistema nacional de inovação e investimentos em educação e qualificação profissional. Segundo ele, os avanços da inovação precisam ocorrer com proteção aos trabalhadores, redução das desigualdades e maior integração entre o parque industrial brasileiro e as universidades.

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O seminário debateu ainda os desafios da qualificação profissional e da adaptação dos trabalhadores às novas tecnologias. Os participantes destacaram que o avanço da automação e da Inteligência Artificial exige políticas públicas voltadas à formação profissional, à inovação e à proteção do trabalho, de forma a garantir que a transformação tecnológica contribua para o desenvolvimento econômico com inclusão social.

Confira aqui O Seminário XXVII Rede OMT

https://www.youtube.com/watch?v=1hU46QLiXoM

 

Rede de Observatórios do Trabalho

A Rede de Observatórios do Trabalho, coordenada pelo Observatório Nacional do Mercado de Trabalho (ONMT), é uma iniciativa do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) em parceria com o DIEESE voltada à produção colaborativa de conhecimento sobre o mundo do trabalho para subsidiar políticas públicas, o debate público e o diálogo social. A rede reúne gestores públicos, conselheiros, pesquisadores e técnicos de observatórios do trabalho com o objetivo de fortalecer estudos, metodologias e análises sobre emprego, qualificação e desenvolvimento, promovendo a cooperação entre instituições e o compartilhamento de informações em âmbito nacional, estadual e municipal. Baseada em princípios como trabalho digno, inclusão social, participação e gestão descentralizada, a Rede busca aprimorar as políticas públicas de trabalho por meio da articulação entre diferentes atores sociais e da construção coletiva de conhecimento aplicado à realidade do mercado de trabalho brasileiro.

Fonte: Ministério do Trabalho e Emprego

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Paraná recebe Defensoras Populares e conclui implementação da iniciativa em dez estados

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Curitiba, 29/6/2026 – O projeto Defensoras Populares foi lançado no sábado (27), em Curitiba (PR), marcando a conclusão do ciclo de implementação em dez estados brasileiros. Promovida pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), a iniciativa fomenta a educação em direitos, amplia o acesso à Justiça e contribui para prevenir a violência de gênero por meio da formação de lideranças femininas em seus territórios.

O projeto integra o programa Antes que Aconteça, da Secretaria Nacional de Acesso à Justiça (Saju), e o Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio. Desenvolvido em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), tem como objetivo fortalecer as redes comunitárias de proteção e ampliar o acesso das mulheres aos serviços de Justiça e de assistência.

A cerimônia contou com a presença de deputadas federais, vereadoras, representantes do sistema de Justiça e do Governo Federal. Também participou da mesa de abertura a deputada federal e ex-ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, reforçando o compromisso interinstitucional no enfrentamento da violência contra as mulheres.

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O lançamento ocorreu em um contexto de agravamento da violência doméstica e familiar no estado. Segundo dados da Divisão de Polícia Especializada (DPE) da Polícia Civil do Paraná, mais de 70 mil denúncias foram registradas no último ano. No mesmo período, cerca de 32 mil medidas protetivas foram solicitadas. Embora os números tenham aumentado em relação ao ano anterior, especialistas apontam que esse crescimento também reflete uma maior disposição das vítimas em denunciar as agressões.

Para a secretária nacional de Acesso à Justiça do MJSP, Sheila de Carvalho, os indicadores reforçam a necessidade de fortalecer as redes de proteção e garantir que as mulheres conheçam seus direitos e os mecanismos disponíveis para romper o ciclo da violência.

“A violência contra as mulheres não é um problema privado, é uma grave violação de direitos humanos que exige respostas coletivas e permanentes do Estado e da sociedade”, enfatiza.

Ainda de acordo com a secretária, o crescimento das denúncias também mostra que mais mulheres estão encontrando caminhos para pedir ajuda, e o projeto Defensoras Populares nasce justamente para ampliar esses caminhos, formando mulheres que se tornam pontes de informação, acolhimento e acesso à Justiça em suas comunidades, afirma.

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Com a conclusão da implementação nos dez estados contemplados, o projeto consolidou uma estratégia nacional de prevenção baseada no fortalecimento de lideranças femininas, na promoção da cidadania e na construção de redes comunitárias capazes de identificar situações de violência, orientar mulheres sobre seus direitos e facilitar o acesso aos serviços de proteção.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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