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Terras raras ganham protagonismo: Câmara vota política para minerais críticos e estudo aponta vantagem estratégica do Brasil

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A Câmara dos Deputados deve votar nesta terça-feira (5) um projeto de lei que institui a política nacional para exploração de minerais críticos e estratégicos no Brasil, incluindo as terras raras — insumos essenciais para tecnologias ligadas à transição energética, como veículos elétricos, turbinas eólicas e equipamentos eletrônicos.

O avanço da pauta ocorre em um momento em que cresce a preocupação global com a segurança das cadeias de suprimentos desses minerais. Estudo recente da KPMG aponta que a América do Sul reúne condições estratégicas para assumir papel relevante nesse cenário, especialmente diante da elevada concentração da produção mundial na China.

Dependência global e oportunidade para o Brasil

De acordo com o levantamento, mais de 70% da produção global de terras raras está concentrada na China, o que gera riscos geopolíticos e vulnerabilidades no abastecimento. Esse contexto abre espaço para novos players no mercado internacional.

O Brasil se destaca nesse cenário por possuir as segundas maiores reservas mundiais de terras raras, embora ainda ocupe apenas a 12ª posição na produção global. Essa diferença entre potencial e participação efetiva indica uma oportunidade estratégica para o país ampliar sua presença no setor.

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Segundo especialistas, a combinação entre recursos naturais abundantes e demanda crescente por tecnologias limpas coloca o Brasil em posição favorável para avançar na cadeia global de minerais críticos.

Quatro pilares para reconfiguração da cadeia de suprimentos

O estudo da KPMG identifica quatro fatores-chave que podem impulsionar a América do Sul — e o Brasil — na reconfiguração das cadeias globais de suprimentos:

  1. Diversificação geográfica da oferta: A existência de reservas ainda não exploradas permite à região reduzir a concentração global da produção e aumentar a segurança no fornecimento desses minerais estratégicos.
  2. Desenvolvimento do processamento local: A ampliação da capacidade de refino e beneficiamento na origem é considerada essencial para agregar valor à produção, reduzir gargalos logísticos e estimular a geração de empregos qualificados.
  3. Avanço da economia circular: A reciclagem de componentes eletrônicos, baterias e motores elétricos surge como alternativa complementar ao suprimento primário, reduzindo a pressão sobre os recursos naturais.
  4. Gestão integrada de riscos: A incorporação de fatores geopolíticos, climáticos e econômicos no planejamento da mineração pode aumentar a resiliência das cadeias produtivas e mitigar possíveis interrupções.
Demanda crescente impulsiona mercado

O relatório também destaca que a expansão global de tecnologias de baixo carbono deve elevar significativamente a demanda por terras raras nos próximos anos. A popularização de veículos elétricos e a instalação de parques eólicos em larga escala exigirão volumes cada vez maiores desses minerais.

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Esse cenário pressiona a economia global a buscar soluções complementares, como o desenvolvimento de tecnologias substitutivas e o fortalecimento de práticas de reciclagem e reaproveitamento de materiais críticos.

Brasil no centro da transição energética

Com vasto potencial mineral e crescente relevância no debate energético global, o Brasil pode assumir papel estratégico na nova configuração das cadeias de suprimentos. No entanto, especialistas apontam que o avanço dependerá de políticas públicas eficientes, segurança jurídica e investimentos em tecnologia e infraestrutura.

A votação do projeto na Câmara representa um passo importante nesse processo, podendo estabelecer as bases regulatórias para o desenvolvimento sustentável do setor no país.

Perspectiva

A corrida global por minerais críticos deve se intensificar nos próximos anos, impulsionada pela transição energética e pela necessidade de diversificação das fontes de suprimento. Nesse contexto, o Brasil tem a oportunidade de transformar seu potencial geológico em protagonismo econômico, desde que consiga alinhar regulação, investimento e inovação.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Visitação recorde em Unidades de Conservação injeta R$ 20 bi no PIB e gera mais de 332 mil empregos

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O turismo em Unidades de Conservação (UCs) federais atingiu, em 2025, um novo patamar de impacto econômico no Brasil. É o que aponta o estudo “Contribuições do Turismo em Unidades de Conservação para a Economia Brasileira”, elaborado pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), que destaca o papel estratégico dessas áreas protegidas para o desenvolvimento econômico do país e confirma a visitação em UCs como política pública de Estado (Lei nº 15.180, de 25 de julho de 2025 e Portaria nº 3.689, de 11 de setembro de 2025).  

O levantamento mostra que as UCs geraram R$ 40,7 bilhões em vendas, R$ 20,3 bilhões de contribuição ao Produto Interno Bruto (PIB) e R$ 9,8 bilhões em renda para as famílias. Indica ainda que 175 Unidades de Conservação federais somaram 28,5 milhões de visitas — recorde histórico desde que os dados começaram a ser monitorados, no ano 2000.   
 

Os Parques Nacionais concentram a maior parte do fluxo de visitantes e lideram o turismo nas UCs. Em 2025, essas unidades somaram 13,6 milhões de visitas — o maior número já registrado, acima dos 12,5 milhões registrados no ano anterior. O resultado reflete melhorias no monitoramento da visitação, investimentos em infraestrutura e serviços, a inclusão de novas áreas ao sistema e a valorização dos ambientes naturais no período pós-pandemia.  

O ranking mantém no topo o Parque Nacional da Tijuca (RJ), com mais de 4,9 milhões de visitas, seguido pelo Parque Nacional do Iguaçu (PR), com 2,2 milhões, e pelo Parque Nacional de Jericoacoara (CE), com 1,3 milhão de visitantes.   
  

O crescimento da visitação tem efeitos diretos na economia, com geração de emprego e renda nas regiões do entorno, fortalecimento do turismo sustentável e aumento da arrecadação local.   

“Os resultados são a prova de que a conservação da natureza traz resultados importantíssimos que vão muito além dos benefícios ambientais. Gera renda, empregos e prosperidade para a sociedade. Esse estudo comprova que aICMBioades de Conservação não são fundamentais apenas para a regulação dos ciclos hidrológicos e do clima, proteção da biodiversidade e controle do desmatamento, mas contribuem expressivamente para o desenvolvimento da nossa economia em bases sustentáveis. O cuidado com essas áreas protegidas, portanto, é essencial. O Governo do Brasil tem se dedicado a isso por meio de políticas públicas e investimentos em infraestrutura, serviços e pessoal, além de incentivos à visitação, a exemplo do programa Natureza com as Pessoas, lançado pelo ICMBio no ano passado”, afirmou o ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco. “Além disso, desde 2023, o presidente Lula criou e ampliou 20 Unidades de Conservação, que totalizam mais de 1,7 milhão de hectares – cerca de três vezes a área do Distrito Federal. Também ampliamos significativamente o orçamento e o quadro de servidores do ICMBio”.

O estudo também evidencia a eficiência do investimento público no setor. Para cada real investido no Instituto Chico Mendes, são gerados R$ 16 em valor agregado ao PIB e R$ 2,30 em arrecadação tributária. Além disso, o turismo nas UCs federais sustenta mais de 332,5 mil postos de trabalho em todo o país. 
  

Outro destaque é o impacto fiscal: a atividade gerou quase 3 bilhões de reais em arrecadação tributária, valor que supera em mais do que o dobro o orçamento total do órgão gestor, considerando apenas os impostos sobre consumo e remuneração.  

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“Os resultados mostram que as unidades de conservação, como parques nacionais, por exemplo, são estratégicas para o desenvolvimento do Brasil. Tivemos recorde de visitação e dados robustos de geração de emprego, renda e arrecadação, o que só reforça que investir em conservação da natureza e na vivência das pessoas nas áreas naturais gera benefícios econômicos, saúde e qualidade de vida”, explica o presidente do ICMBio, Mauro Pires.   

“Cada real aplicado retorna de forma concreta para o desenvolvimento de nosso país, fortalecendo o turismo sustentável, valorizando os territórios e ampliando a conexão das pessoas com a natureza”, esclarece. 

O estudo “Contribuições do Turismo em Unidades de Conservação para a Economia Brasileira” utiliza o Tourism Economic Model for Protected Areas (TEMPA), uma adaptação do modelo americano MGM2 para a realidade de países em desenvolvimento. O modelo é reconhecido internacionalmente pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) e pelo Banco Mundial como referência científica. 

Entre as categorias de manejo, os parques nacionais são os principais motores econômicos, gerando R$ 21,6 bilhões em vendas e 219,6 mil empregos. Já as reservas extrativistas se destacam pelo turismo de base comunitária, apresentando a maior arrecadação tributária por visita, de R$ 116,60, causando impacto direto nas arrecadações municipais.     

Parques Nacionais mais visitados do Brasil combinam natureza, turismo e experiências diversificadas 

O Parque Nacional da Tijuca, o mais visitado, abriga um dos principais cartões-postais do país, o Cristo Redentor. Seja para o turista nacional ou internacional, o parque se destaca por oferecer a experiência de selva incrustada em uma grande metrópole, uma característica raramente encontrada em outros parques no mundo. Além disso, é forte a presença do público local, que busca suas cachoeiras, trilhas e cartões postais como a Pedra da Gávea (maior monólito à beira-mar do mundo), Pedra Bonita, Vista Chinesa e o Pico da Tijuca. A unidade funciona como ponto de partida para trilhas de longo curso, como a Transcarioca, a primeira do Brasil e inspiração para a criação da Rede Brasileira de Trilhas, além da recém-inaugurada Volta ao Rio, com 3,5 mil km de extensão. 

Já o Parque Nacional do Iguaçu é mundialmente conhecido por abrigar as Cataratas do Iguaçu, reconhecidas como uma das Sete Maravilhas Naturais do planeta. O destino mantém uma oferta turística em constante evolução, com atividades como cicloturismo, astroturismo e passeios de barco. Experiências diferenciadas, como a contemplação do pôr do sol e da lua cheia nas Cataratas, têm ampliado o interesse dos visitantes. Entre as novidades está o Circuito da Usina São João, que combina imersão na Mata Atlântica, banho de cachoeira no Rio Iguaçu e visita à histórica usina de 1939, além de espaço para contemplação e serviços. 

No Nordeste, o Parque Nacional de Jericoacoara consolida-se como um dos destinos mais procurados do país, impulsionado por atrativos naturais como a Pedra Furada, a Árvore da Preguiça, o Serrote e os manguezais do Rio Guriú, onde é possível observar o cavalo-marinho (Hippocampus reidi). A região também é referência para esportes náuticos, como o kitesurf, e teve sua acessibilidade ampliada com a implantação do aeroporto regional. 

“As unidades de conservação mais visitadas do país não são destinos isolados, mas verdadeiros polos de irradiação do turismo em suas regiões. Os parques nacionais exercem um papel estratégico ao impulsionar o desenvolvimento regional, ao mesmo tempo em que promovem a conservação da natureza, ampliam o acesso a diferentes públicos e valorizam as economias locais”, afirma a coordenadora-geral de Uso Público e Serviços Ambientais do ICMBio, Carla Guaitanele.  

Visitação em Unidades de Conservação 

O monitoramento do ICMBio também contempla outras categorias de Unidades de Conservação abertas à visitação, como Áreas de Proteção Ambiental (APAs), Reservas Extrativistas (Resex), Reservas Biológicas (Rebio), Florestas Nacionais (Flona) e Monumentos Naturais (Mona).   

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Nesse conjunto, a liderança do ranking permaneceu com a APA da Baleia Franca (SC), com 9.054 milhões de visitas. A edição mais recente passou a incluir, pela primeira vez, após adesão à metodologia do Instituto, o Monumento Natural do Rio São Francisco (BA e SE), com 1.170 milhão de visitas, enquanto a lista se encerra com a Reserva Extrativista Marinha de Arraial do Cabo (RJ), com 605.151 mil visitas.   

Além da recreação e do turismo, diversas outras motivações levam a população a visitar as unidades de conservação. Entre elas, destacam-se as atividades de educação e interpretação ambiental, a realização de pesquisas científicas, a vivência em comunidades locais e/ou tradicionais, e a busca por mais qualidade de vida, saúde e bem-estar, por meio de atividades como caminhadas, trilhas de bicicleta, escaladas, observação de aves e de vida silvestre, entre outras.  

O crescimento da visitação também traz desafios para a gestão dessas áreas, como a necessidade de equilibrar o uso público com a conservação, ampliar investimentos em infraestrutura e ordenamento, fortalecer ações de educação ambiental e aprimorar o monitoramento de impactos ambientais.  

Para garantir uma experiência segura e responsável, o ICMBio orienta que os visitantes planejem suas viagens e sigam as normas de cada unidade. Maiores detalhes sobre as estatísticas de visitação podem ser acessados no painel de gestão da Coordenação de Estruturação e Qualificação da Visitação.  

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
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Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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