A Polícia Civil concluiu a investigação que apurava a suspeita de instalação de equipamento de escuta clandestina no gabinete da prefeita do município de Várzea Grande.
O caso passou a ser investigado após indícios identificados durante procedimentos internos realizados na sede da administração municipal.
O procedimento investigativo, conduzido pela Delegacia Especializada de Estelionato de Várzea Grande, apurou que os aparelhos apreendidos se tratavam de campainhas sem fio de uso residencial.
Conforme laudo pericial, os dispositivos são destinados à transmissão pontual de sinais digitais de curto alcance, não possuindo componentes capazes de realizar captação de áudio, imagem ou dados ambientais, tampouco apresentando capacidade relevante de armazenamento de dados.
Com base nos dados técnicos, que concluíram que os aparelhos não apresentam características compatíveis com dispositivos de espionagem ou monitoramento de informações, o delegado da Delegacia Especializada de Estelionato de Várzea Grande, Ruy Guilherme Peral da Silva, finalizou as diligências.
“Considerando que não há outras informações concretas acerca da suposta prática de atos clandestinos de captação ambiental no gabinete da Prefeitura Municipal de Várzea Grande, as diligências foram encerradas”, declarou o delegado.
Após o arquivamento do procedimento investigativo, os autos foram remetidos, com cópia, à Procuradoria Municipal de Várzea Grande.
O caso
No dia 20 de março, o comunicante, que é guarda municipal em Várzea Grande e exerce atividades no comando da Guarda Municipal, relatou que, durante vistoria realizada no gabinete da Prefeitura, foram encontrados supostos dispositivos de captação ambiental clandestina.
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta segunda-feira (29.6), a Operação Raleda para cumprir 35 ordens judiciais contra integrantes de duas facções criminosas rivais responsáveis por homicídios e tráfico de drogas em São José do Rio Claro e região.
Os investigados teriam cometido homicídios a mando de líderes das respectivas facções. Os alvos também estão envolvidos na prática de outros crimes, como lavagem de dinheiro e delitos relacionados ao comércio ilegal de medicamentos sem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Entre as ordens judiciais estão 27 mandados de busca e apreensão em residências, locais de trabalho e empresas dos investigados, além de cinco mandados de prisão preventiva e três de prisão temporária.
A operação é coordenada pela Delegacia de Polícia de São José do Rio Claro. Os mandados são cumpridos em oito cidades de Mato Grosso: Cuiabá, Sinop, Sorriso, Lucas do Rio Verde, Brasnorte, Barra do Bugres, Comodoro e Mirassol d’Oeste.
No decorrer das investigações, ainda foi possível verificar a ocorrência de outros crimes praticados por grupos paralelos, cujos participantes, embora não tivessem relação com os homicídios, mantinham relação entre si na prática de crimes como comércio ilegal e porte ilegal de armas de fogo e munições, lavagem de capitais, venda de medicamentos proibidos pela Anvisa, exercício ilegal da medicina, entre outros.
A operação conta com a participação de 80 policiais civis, entre delegados de polícia, escrivães e investigadores, além do apoio da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), da Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI), da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Veículos (DERFVA), da Delegacia Especializada de Estelionato de Cuiabá, da Delegacia Regional de Nova Mutum e das unidades das cidades de Sinop, Sorriso, Lucas do Rio Verde, Brasnorte, Barra do Bugres, Comodoro, Mirassol d’Oeste, Tapurah e Nova Maringá.
Operação Pharus
A operação integra as ações do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do Programa Tolerância Zero, voltado ao combate à atuação de grupos criminosos em todo o Estado.
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