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Com R$ 150 milhões do Fundo Amazônia, Governo do Brasil entrega equipamentos para prevenção e combate a incêndios florestais no Cerrado e Pantanal

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O Governo do Brasil entregou, nesta terça-feira (12/05), em Brasília (DF), veículos e equipamentos individuais para ações de prevenção e controle dos incêndios florestais em estados do Cerrado e Pantanal. Os equipamentos foram adquiridos com aporte de R$ 150 milhões do Fundo Amazônia, coordenado pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e operado pelo  Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), por meio do projeto “Manejo Integrado do Fogo: Cerrado e Pantanal”, executado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). 

Entre os equipamentos, estão 92 veículos – como caminhões Auto Bomba Tanque Florestal e caminhonetes 4×4 –, 1.172 bombas costais e 71 conjuntos de combate a incêndios com capacidade de 600 litros, que serão destinados aos Corpos de Bombeiros em cinco estados – Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas Gerais, Bahia e Piauí – e no Distrito Federal, além da Força Nacional. 

Os recursos foram transferidos pelo Fundo Amazônia ao MSJP, por meio do Fundo Nacional de Segurança Pública, que realizou a aquisição e doação aos beneficiários. 

O ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, destacou o conjunto de medidas do Governo do Brasil para enfrentar as causas dos incêndios florestais, potencializados pela mudança do clima e pela ação criminosa. “Estamos colocando em prática as políticas públicas que nós mesmos iniciamos ou atualizamos. Este evento não é apenas uma entrega de equipamentos, o que por si só seria importante, mas se insere numa ação planejada do governo, que todos nós lideramos”, afirmou o ministro. “Não basta ter um bom planejamento, é preciso ter amparo legal. Por isso, trabalhamos com o Congresso Nacional a aprovação da Lei do Manejo Integrado do Fogo. E não basta ter a lei, é necessário regulamentar. O Comitê Nacional de Manejo Integrado do Fogo, que reúne todos os estados, o governo federal e o setor privado, está fazendo essa regulamentação por meio de suas resoluções.”

“Entregar equipamentos não é um ato frio ou meramente administrativo, cada item entregue pode ser decisivo para a sobrevivência de milhares de pessoas. O investimento de hoje terá impacto em todos os estados, fortalecendo a atuação dos bombeiros e garantindo que estejam cada vez mais preparados para proteger a população”, declarou o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva.

O projeto decorre de uma construção interministerial que contou com a participação do MMA, Casa Civil, MJSP, Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), estados e outros parceiros, e de discussões realizadas no âmbito da Câmara Técnica Permanente de Articulação Interfederativa do Comitê Nacional de Manejo Integrado do Fogo (COMIF) e autorizada previamente pelo Comitê Orientador do Fundo Amazônia (Cofa).

A entrega faz parte de uma agenda mais ampla de atuação do Fundo Amazônia na prevenção e no combate a incêndios florestais. Desde a retomada do Fundo, em 2023, o apoio já alcança 14 estados e três biomas – Amazônia, Cerrado e Pantanal – com R$ 521 milhões aprovados, incluindo R$ 371 milhões para os Corpos de Bombeiros dos nove estados da Amazônia Legal e R$ 150 milhões para o Manejo Integrado do Fogo no Cerrado e Pantanal.

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“O Fundo Amazônia voltou a cumprir um papel estratégico no fortalecimento da capacidade do Estado brasileiro de prevenir e combater incêndios florestais, articulando preservação ambiental, proteção dos biomas e segurança pública. Esses investimentos refletem a prioridade do governo do presidente Lula em reconstruir políticas ambientais e apoiar estados, brigadas e forças de segurança com estrutura e tecnologia para enfrentar os efeitos extremos das mudanças climáticas”, afirma o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.

Fortalecimento da PNMIF

A entrega representa um marco por ser o primeiro investimento do Fundo Amazônia em biomas fora da Amazônia Legal para ações de Manejo Integrado do Fogo. Além disso, fortalece a Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo (PNMIF), sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em julho de 2024, que estabelece a coordenação entre os governos federal, estaduais e municipais, proprietários rurais, academia e sociedade civil para prevenção e controle dos incêndios no país. Por meio da PNMIF, o Governo do Brasil criou uma nova governança do fogo à altura dos desafios impostos pela mudança do clima.

Como resultado, houve queda de 39% na área queimada no território nacional em 2025 na comparação à média dos oito anos anteriores (2017 a 2024), segundo o Laboratório de Aplicações de Satélites Ambientais (LASA) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).  No Pantanal, a queda foi de 91%; na Amazônia, de 75%; na Mata Atlântica, de 58%; e no Pampa, de 45%.

Os Corpos de Bombeiros são responsáveis pelas ações de prevenção e combate aos aos incêndios florestais principalmente em áreas privadas e em Unidades de Conservação estaduais e municipais, em alguns estados. Por isso, o fortalecimento operacional dessas corporações é fundamental para que a PNMIF seja bem-sucedida.

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Além dos ministros Capobianco e Lima e Silva, estiveram presentes na cerimônia o diretor jurídico do BNDES, Walter Baere, e superintendente da Área de Meio Ambiente, Nabil Kadri. Também participaram o secretário Nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, e representantes dos estados e Corpos de Bombeiros beneficiados.  

Sobre o Fundo Amazônia

O Fundo Amazônia é a maior e mais transparente iniciativa para a redução de emissões por desmatamento e degradação florestal (REDD+) baseada em resultados do mundo. Criado em 2008, tem como objetivo viabilizar o apoio nacional e internacional a projetos para a conservação e o uso sustentável das florestas na Amazônia Legal.

Em 2025, o Fundo Amazônia atingiu o maior volume anual desde sua criação, com cerca de R$ 2 bilhões em projetos aprovados. O mecanismo ampliou sua escala de atuação, avançou na restauração de áreas degradadas, expandiu o apoio a atividades produtivas sustentáveis e às ações que garantem a integridade dos territórios de povos e comunidades tradicionais que mantêm a floresta em pé. 

O Fundo Amazônia também voltou a apoiar iniciativas estruturantes voltadas ao monitoramento, fiscalização ambiental e comando e controle, indispensáveis ao enfrentamento do desmatamento e dos crimes a ele associados. Nesse escopo, incluem-se iniciativas de prevenção e combate a incêndios florestais, bem como o fortalecimento das capacidades institucionais dos órgãos responsáveis pela proteção ambiental, inclusive das Forças de Segurança Pública. A atuação do Fundo Amazônia na prevenção e combate a incêndios florestais foi ampliada para o Cerrado e Pantanal em 2025. 

As iniciativas voltadas à regularização fundiária também merecem destaque na atuação recente do Fundo. Entre 2023 e 2026, o Fundo aprovou e contratou R$ 4 bilhões em 50 projetos – o equivalente a 58% de todo o volume apoiado desde sua criação (valores atualizados pela inflação), consolidando sua retomada operacional e ampliação de capacidade de execução.

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Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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Café: safra robusta derruba preços do arábica enquanto exportações de robusta ganham força, aponta Rabobank

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O mercado brasileiro de café atravessa um momento de transição marcado pelo avanço da colheita, expectativa de safra elevada e mudanças importantes no comércio internacional. De acordo com o relatório AgroInfo Junho 2026, divulgado pelo Rabobank, a combinação entre maior oferta e ajustes na demanda global tem pressionado os preços do café arábica, enquanto o robusta (conilon) ganha espaço nas exportações e nos blends utilizados pela indústria mundial.

Segundo o banco, a colheita segue avançando em ritmo satisfatório nas principais regiões produtoras do país. As condições climáticas têm favorecido os trabalhos tanto nas áreas de arábica quanto de robusta, sem impactos relevantes na qualidade dos grãos em secagem, apesar de registros pontuais de chuvas e episódios isolados de granizo no Sul de Minas Gerais.

Produção brasileira deve alcançar 73,3 milhões de sacas

A expectativa do RaboResearch é de uma produção total de 73,3 milhões de sacas de café na safra brasileira de 2026, sendo 46,7 milhões de sacas de arábica e 26,6 milhões de sacas de robusta. O volume reforça a perspectiva de uma oferta significativa no mercado, fator que vem contribuindo para a pressão sobre os preços nos últimos meses.

O banco observa que, no início da colheita, alguns produtores relataram rendimentos abaixo do esperado, situação considerada comum nessa fase dos trabalhos. A tendência, entretanto, é de normalização à medida que a colheita avança e os volumes efetivos da safra sejam confirmados.

Preços do café arábica acumulam forte queda

O cenário de maior oferta tem impactado diretamente as cotações internacionais. O contrato futuro do café arábica com vencimento em julho de 2026 registrou desvalorização de 16,5%, recuando de aproximadamente US$ 2,40 por libra-peso para níveis próximos de US$ 2,00 por libra-peso.

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Já o robusta apresentou comportamento mais resiliente. O contrato negociado na Bolsa de Londres caiu apenas 2,4% no mesmo período, passando de cerca de US$ 3.800 por tonelada para a faixa de US$ 3.700 por tonelada. Mesmo assim, o mercado físico também registrou recuos nos preços da variedade.

Exportações mostram movimentos opostos entre arábica e robusta

Os embarques brasileiros revelam uma mudança importante na dinâmica do comércio internacional de café.

Em maio, as exportações de café arábica somaram 2,12 milhões de sacas, queda de 5,9% em relação a abril. Na comparação com o mesmo mês de 2025, a retração foi de 11,9%.

Por outro lado, o robusta apresentou forte crescimento. Os embarques alcançaram 601 mil sacas em maio, avanço de 21% sobre abril e impressionante alta de 195% frente ao mesmo período do ano passado.

Na avaliação do Rabobank, esse movimento reflete uma mudança temporária na composição dos blends utilizados pela indústria global, com maior participação do robusta. Entretanto, a recente desvalorização do arábica e a entrada da nova safra brasileira tendem a favorecer uma retomada gradual da participação dessa variedade nas misturas internacionais.

Europa segue liderando compras de arábica brasileiro

O relatório mostra que os principais destinos do café arábica brasileiro continuam concentrados na Europa, com destaque para a Alemanha. Os Estados Unidos aparecem como o segundo maior comprador da variedade.

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No caso do robusta, os principais mercados atualmente são Colômbia, México e Reino Unido, refletindo o aumento da demanda internacional por essa categoria de café.

Possível tarifa dos EUA preocupa indústria de café solúvel

Entre os fatores de atenção para os próximos meses está a proposta anunciada pelos Estados Unidos de elevar a tarifa de importação sobre o café solúvel de 10% para 25%.

Embora a medida ainda esteja em discussão e não tenha sido oficialmente implementada, o Rabobank alerta que uma eventual aprovação poderá reduzir a competitividade da indústria brasileira de café solúvel no mercado norte-americano.

Além disso, dados do Cecafé apontam queda de 17,2% nas exportações brasileiras de café para os Estados Unidos entre abril e maio de 2026. Na comparação anual, a retração chegou a 25,2%.

Clima e El Niño permanecem no radar do setor

Outro fator que continua sendo monitorado pelo mercado é a possível formação de um evento El Niño nos próximos meses. Segundo o Rabobank, as baixas temperaturas e as chuvas registradas na primeira quinzena de junho desaceleraram parte dos trabalhos de colheita, mas a expectativa é de normalização das condições climáticas nas próximas semanas.

Com a safra avançando e os preços pressionados, o mercado de café deverá continuar acompanhando de perto o comportamento da demanda internacional, a evolução das exportações brasileiras e os impactos climáticos sobre a produção futura.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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