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Algodão brasileiro acelera exportações e se aproxima de recorde histórico, enquanto USDA pressiona mercado internacional

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O mercado do algodão vive um momento de forte movimentação no Brasil e no cenário internacional. Enquanto as exportações brasileiras avançam em ritmo acelerado e se aproximam de um novo recorde histórico, os preços internos seguem firmes, sustentados pela baixa oferta na entressafra e pela postura mais resistente dos vendedores. No exterior, o mercado futuro em Nova York registra ajustes após altas recentes, influenciado por fatores técnicos e pelos novos dados de oferta e demanda divulgados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA).

Exportações brasileiras de algodão crescem e já indicam recorde histórico

Mesmo com cerca de três meses restantes para o encerramento do ciclo de exportação da pluma colhida em 2025, o Brasil mantém um ritmo forte de embarques.

Em abril, o país exportou 370,4 mil toneladas de algodão, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). O volume representa alta de 6,5% em relação a março/26 e expressivo avanço de 54,9% frente a abril/25.

O desempenho é considerado o maior já registrado para um mês de abril, ficando apenas 18% abaixo do recorde mensal histórico, alcançado em dezembro/25, quando foram embarcadas 452,5 mil toneladas.

De acordo com pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o ritmo segue forte também no início de maio, reforçando a expectativa de que o Brasil se aproxime de um novo recorde anual de exportação da pluma.

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Preços internos do algodão seguem firmes no Brasil

No mercado doméstico, os preços da pluma continuam em trajetória de alta. Segundo o Cepea, vendedores permanecem firmes nas ofertas, sustentados por dois fatores principais: a valorização do mercado externo e a baixa disponibilidade de lotes no mercado spot, típica do período de entressafra.

Além disso, as cotações internacionais — especialmente as referências da pluma no Extremo Oriente e os contratos da ICE Futures — seguem influenciando positivamente o mercado interno brasileiro.

Esse conjunto de fatores mantém o ambiente de sustentação dos preços, mesmo diante de oscilações no cenário global.

Algodão em Nova York fecha em queda após ajustes técnicos

Na Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures), os contratos futuros do algodão encerraram a terça-feira em baixa. O movimento foi atribuído a correções técnicas após ganhos recentes, além da valorização do dólar frente a outras moedas.

O mercado também reagiu aos novos dados divulgados pelo USDA, que indicaram avanço no plantio da safra norte-americana.

Segundo o órgão, o plantio atingiu 29% da área prevista, acima dos 27% registrados no mesmo período do ano passado e ligeiramente superior à média de cinco anos (28%). Na semana anterior, o índice era de 21%, evidenciando aceleração dos trabalhos de campo.

USDA revisa oferta e demanda global de algodão

No relatório mensal de oferta e demanda, o USDA projetou mudanças importantes para o mercado global:

  • Produção dos EUA em 2026/27: 13,3 milhões de fardos
  • Produção em 2025/26: 13,9 milhões de fardos
  • Exportações dos EUA em 2026/27: 12,3 milhões de fardos
  • Consumo interno: 1,6 milhão de fardos
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Estoques finais em 2026/27: 3,9 milhões de fardos (ante 4,4 milhões em 2025/26)

No cenário global, o USDA estimou produção de 116,04 milhões de fardos em 2026/27, abaixo dos 122,64 milhões da safra anterior. O consumo mundial foi projetado em 121,69 milhões de fardos, enquanto os estoques finais devem recuar para 71,84 milhões.

Entre os principais países produtores, as projeções para 2026/27 são:

  • China: 33,5 milhões de fardos
  • Índia: 24 milhões de fardos
  • Brasil: 17,5 milhões de fardos
  • Estados Unidos: 13,3 milhões de fardos
  • Paquistão: 5,1 milhões de fardos
Futuros recuam em Nova York

No fechamento do pregão, os contratos com vencimento em julho/2026 recuaram para 86,32 centavos de dólar por libra-peso, queda de 1,45 centavo (-1,6%). Já outubro/2026 encerrou a 87,03 centavos, baixa de 1,45 centavo (-1,5%).

O mercado segue atento ao equilíbrio entre oferta global, ritmo de plantio nos Estados Unidos e demanda internacional, enquanto o Brasil mantém forte desempenho nas exportações e sustenta o cenário positivo para o setor.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Expansão da indústria de papel e celulose impulsiona demanda por lubrificantes industriais de alta performance

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O crescimento acelerado da indústria brasileira de papel e celulose vem ampliando a necessidade de investimentos em eficiência operacional, confiabilidade industrial e manutenção estratégica. Na avaliação de Rogério Campos, Coordenador de Desenvolvimento de Negócios da FUCHS, os lubrificantes industriais de alta performance deixaram de ser apenas insumos operacionais e passaram a ocupar posição estratégica dentro da competitividade do setor.

A análise ocorre em um momento de expansão histórica da cadeia produtiva brasileira. Segundo dados da Indústria Brasileira de Árvores, o Brasil produziu 25,5 milhões de toneladas de celulose em 2024, crescimento de 5,2% sobre o ano anterior, consolidando o país como o segundo maior produtor global e líder mundial em exportações.

No segmento de papel, a produção nacional alcançou 11,3 milhões de toneladas, avanço de 4,6% em relação a 2023.

Para Rogério Campos, o avanço da indústria exige operações cada vez mais eficientes e tecnologicamente preparadas para suportar ambientes produtivos severos.

Crescimento da indústria aumenta pressão sobre eficiência operacional

Segundo o especialista, a expansão do setor está diretamente ligada à instalação de novos polos industriais, ampliação de fábricas e aumento da demanda global por embalagens sustentáveis, impulsionada pelo comércio eletrônico e pela substituição de plásticos.

Dentro desse cenário, Campos destaca que a confiabilidade operacional se torna um fator crítico para manter produtividade e competitividade.

“A lubrificação assume papel essencial para garantir desempenho, eficiência energética e segurança operacional, especialmente em um ambiente industrial extremamente agressivo como o da produção de papel e celulose”, analisa.

Ambientes severos exigem lubrificantes de alta performance

Na avaliação do especialista, um dos maiores desafios da indústria está nas condições extremas de operação.

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As plantas industriais do setor trabalham com:

  • Altas temperaturas;
  • Elevadas velocidades;
  • Contato constante com água e vapor;
  • Presença de agentes químicos;
  • Grandes cargas mecânicas.

Segundo Rogério Campos, essas condições aceleram desgaste, corrosão e falhas mecânicas quando não há gestão adequada da lubrificação.

“Os lubrificantes atuam diretamente na redução do atrito, dissipação de calor e proteção contra oxidação e contaminação. Quando corretamente especificados, contribuem para aumentar a vida útil dos equipamentos e reduzir paradas não programadas”, explica.

Indústria 4.0 transforma gestão da lubrificação

Outro ponto central da análise do executivo está na transformação tecnológica do setor.

Para Campos, a lubrificação industrial passa por uma evolução alinhada aos conceitos de manutenção preditiva e Indústria 4.0, com crescimento do uso de:

  • Lubrificantes sintéticos;
  • Monitoramento online;
  • Sistemas automatizados;
  • Soluções integradas de manutenção.

Na avaliação do especialista, essa transformação amplia previsibilidade operacional e reduz custos industriais.

“O mercado caminha para soluções mais inteligentes, sustentáveis e com maior estabilidade térmica, permitindo intervalos maiores de manutenção e redução significativa de falhas”, afirma.

Sustentabilidade acelera busca por soluções biodegradáveis

A análise também destaca o avanço das exigências ambientais dentro da indústria de papel e celulose.

Segundo Rogério Campos, cresce a procura por lubrificantes biodegradáveis e soluções com menor impacto ambiental, especialmente em áreas sensíveis das operações industriais.

Além disso, o desenvolvimento tecnológico vem priorizando:

  • Resistência à contaminação por água;
  • Maior estabilidade térmica;
  • Proteção anticorrosiva;
  • Resistência ao cisalhamento;
  • Melhor desempenho em ambientes úmidos.

“Essas tecnologias garantem maior proteção aos ativos industriais e ajudam a reduzir custos operacionais”, ressalta.

Falhas de lubrificação podem comprometer competitividade

Para o especialista, erros na gestão da lubrificação representam riscos operacionais e financeiros relevantes para a indústria.

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Equipamentos como bombas, compressores, mancais, turbinas, sistemas hidráulicos e transportadores dependem diretamente de lubrificantes adequados para operar de forma contínua.

Segundo Campos, falhas podem provocar:

  • Quebras mecânicas;
  • Superaquecimento;
  • Corrosão interna;
  • Paradas inesperadas;
  • Perdas de produção;
  • Aumento dos custos de manutenção.

“As consequências vão além dos danos técnicos. Afetam diretamente produtividade, competitividade e disponibilidade operacional das plantas industriais”, alerta.

Lubrificação passa a ser diferencial estratégico para o setor

Na conclusão da análise, Rogério Campos afirma que empresas que investirem em tecnologias avançadas de lubrificação tendem a ganhar vantagem competitiva nos próximos anos.

Para ele, o setor de papel e celulose brasileiro vive um momento de consolidação global e precisará sustentar crescimento com operações mais eficientes, sustentáveis e confiáveis.

“Investir em inovação e lubrificantes industriais de alta performance fortalece a competitividade das empresas e contribui para o desenvolvimento sustentável da cadeia produtiva”, conclui.

Segundo o especialista, a modernização industrial associada à manutenção estratégica será determinante para que o Brasil continue ampliando sua relevância global na produção de papel e celulose.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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