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Encontro discute avanços do programa Língua Indígena Viva no Direito

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Brasília, 15/5/2026 – Com o tema Língua Indígena Viva no Direito: avanços e perspectivas na tradução de textos jurídicos para línguas indígenas, o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), em parceria com a Advocacia-Geral da União (AGU) e o Ministério dos Povos Indígenas (MPI), realizou, na quarta-feira (13), evento que marcou a entrega de todas as traduções previstas na primeira fase do programa.

O encontro reuniu instituições públicas, pesquisadores e lideranças indígenas para discutir avanços, desafios e perspectivas das traduções de textos jurídicos promovidas pelo programa, com o objetivo de reafirmar a centralidade da diversidade linguística na construção de um direito mais acessível e plural.

O programa Língua Indígena Viva no Direito prevê a tradução de textos jurídicos para as três línguas indígenas mais faladas no Brasil: Tikuna, Kaingang e Kaiowá.

Foram apresentadas versões da Constituição Federal e de textos legais relevantes para a compreensão dos direitos dos povos indígenas, como a Convenção nº 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas (ONU).

Para o coordenador-geral de Direitos Indígenas do MJSP, Marcos Matos, a tradução da Constituição Federal representa um avanço na garantia dos direitos linguísticos dos povos indígenas e na ampliação do acesso à Justiça.

“No Brasil, são faladas pelo menos 295 línguas indígenas, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o que faz do País um dos mais diversos linguisticamente no mundo — riqueza preservada e fortalecida pelos povos indígenas. Esse esforço também contribui para ampliar a compreensão do direito, fortalecer o diálogo intercultural e ampliar o acesso à Justiça pelos povos indígenas”, afirmou.

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Em pouco mais de um ano, a equipe envolvida no projeto entregou 1,5 mil exemplares das traduções para comunidades indígenas, realizou 12 visitas presenciais a territórios Kaiowá, Tikuna e Kaingang e participou de eventos, seminários e encontros institucionais e acadêmicos sobre o tema, com destaque para a participação na COP30 e na Aldeia COP, em novembro passado, em Belém (PA).

Emancipação política

O advogado-geral da União substituto Flavio Roman ressaltou que a iniciativa fortalece a democracia.

“Há um sentido político profundo nesse processo: quando o Estado se dispõe a falar na língua dos povos indígenas, ele abre espaço para um diálogo intercultural. Esse movimento tem consequências concretas para a democracia”, disse Roman durante o encontro, realizado no Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP), em Brasília (DF).

“É preciso criar condições para que cada pessoa e cada comunidade possam compreender, em sua própria língua, quais são os seus direitos, os seus deveres, como funciona o Estado e quais caminhos existem para reivindicar Justiça. A tradução, nesse contexto, é instrumento de emancipação e de igualdade política”, acrescentou.

Também participaram do debate a deputada federal Sonia Guajajara, ex-ministra dos Povos Indígenas; o secretário-executivo do Ministério dos Povos Indígenas, Marcos Kaingang; e o diretor de Mesas de Diálogo da Secretaria-Geral da Presidência da República, Marcelo Fragozo dos Santos. Estiveram presentes ainda o diretor do Instituto Direito Global (IDGlobal), Carlos Portugal Gouvêa, e a professora do IDP Roberta Amanajás Monteiro.

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“Só em um governo que tem essa compreensão sobre os povos indígenas, um governo democrático, é possível fazer um trabalho como esse”, ressaltou Sonia Guajajara.

“Nós agradecemos também ao presidente Lula a criação do Ministério dos Povos Indígenas e o fortalecimento da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), que possibilitaram a presença de uma ministra indígena na Esplanada e a realização de parcerias diretas com outros ministérios. Agradeço à AGU e ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, que prontamente abraçaram essa iniciativa para ampliar as traduções”, destacou a ex-ministra.

Próxima etapa: formação

O programa é executado pela organização da sociedade civil Instituto de Direito Global (IDGlobal), em colaboração com organizações presentes nos territórios locais, como Makira’Eta, no Amazonas (AM); Adicuca, no Rio Grande do Sul (RS); e Ixiru’Ete, no Mato Grosso do Sul (MS).

A segunda etapa do programa prevê ações de formação e capacitação sobre legislação nacional e internacional, além de conteúdos relacionados aos valores sociais e culturais das diferentes comunidades indígenas. As oficinas ocorrerão em junho nos territórios Kaiowá, Kaingang e Tikuna.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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Ministério dos Transportes entrega viaduto em Barra Mansa (RJ) que amplia a integração entre rodovia e ferrovia

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Esperada há mais de uma década, a população de Barra Mansa (RJ) passa a contar, a partir desta terça-feira (30), com uma nova ligação viária sobre a linha férrea do município. Entregue pelo Ministério dos Transportes, o Viaduto Rodoviário Saint-Gobain recebeu investimento de R$ 38,6 milhões do Governo do Brasil e elimina um dos principais pontos de conflito entre o trânsito urbano e a operação ferroviária.

“A entrega deste viaduto representa muito mais do que uma obra de infraestrutura. Estamos solucionando um conflito histórico entre a ferrovia e a cidade, ampliando a segurança, melhorando a mobilidade urbana e garantindo mais qualidade de vida para quem vive em Barra Mansa”, afirmou o secretário Nacional de Transporte Ferroviário, Leonardo Ribeiro.

A estrutura integra o projeto de adequação da linha férrea no perímetro urbano da cidade e melhora a mobilidade em uma das regiões de maior circulação do município. Além de aumentar a segurança viária para motoristas e pedestres, o viaduto também reduz os impactos da operação ferroviária sobre o trânsito e contribui para tornar mais eficiente a circulação de veículos e trens.

“Estamos comemorando uma entrega muito representativa, que tem relevância para o modal ferroviário, melhora a segurança das operações e, ao mesmo tempo, amplia a mobilidade urbana. Para o cidadão, esse conjunto de benefícios é fundamental e fortalece um modal estratégico para a matriz de transportes e para a economia do país”, destacou o diretor de Infraestrutura Ferroviária substituto do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), Eloi Palma Filho.

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Iniciado em 2010, o projeto passou por diferentes fases de execução e revisões técnicas até alcançar sua conclusão no atual governo. A entrega do empreendimento encerra uma demanda histórica de Barra Mansa e representa mais um avanço na requalificação ferroviária do município, com soluções que conciliam a operação dos trens e a mobilidade urbana.

“Hoje é um dia histórico. A entrega do viaduto marca mais uma etapa de um conjunto de obras que está transformando a cidade. Esse resultado só foi possível graças à parceria entre a União e a prefeitura, que trabalharam juntos para atender uma demanda histórica da população”, afirmou o prefeito de Barra Mansa, Luiz Furlani Filho.

O servidor público Vicente Estevam da Mata, 63 anos, mora em Barra Mansa há 55 anos e também comemora a entrega. “Há 48 anos que eu ouço falar dessa obra e agora, de fato, ela está sendo concretizada. Ela é muito importante, vai desafogar o trânsito no fim da tarde e na hora do almoço. Vai adiantar a nossa vida.”

Modernização ferroviária

A inauguração do Viaduto Saint-Gobain faz parte de um conjunto de investimentos do Governo do Brasil para modernizar a infraestrutura ferroviária e urbana da região. Em abril de 2026, o ministro dos Transportes, George Santoro, e o secretário Nacional de Transporte Ferroviário, Leonardo Ribeiro, assinaram a ordem de serviço que autorizou o início das obras de adequação do Pátio Anísio Brás, na Ferrovia EF-105, na cidade do Rio de Janeiro.

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Com investimento de R$24,9 milhões, as intervenções ampliam a capacidade operacional da ferrovia, reforçam a segurança das operações e tornam mais eficiente o transporte de cargas entre Rio de Janeiro e São Paulo. O projeto também transfere as manobras ferroviárias para uma área mais adequada, melhora a circulação de veículos e reduz os impactos da operação ferroviária sobre a rotina da população.

Mobilidade urbana

Além da entrega do viaduto e das obras do Pátio Anísio Brás, Barra Mansa também recebeu um projeto de requalificação ferroviária com investimentos de R$ 68,5 milhões do Governo do Brasil. A iniciativa melhora a integração entre a ferrovia e a cidade, amplia a eficiência da operação ferroviária e facilita o deslocamento diário da população.

Entre as ações previstas estão a construção de pontes, passarelas e viadutos, além da reorganização do sistema viário para eliminar interferências entre o tráfego urbano e a operação ferroviária.

Com isso, o projeto amplia a segurança dos moradores e cria condições para que áreas ocupadas pela operação ferroviária possam ser destinadas a novos usos pelo município, o que impulsiona o desenvolvimento urbano e econômico da região.

“Todas essas intervenções representam um antes e um depois para Barra Mansa. As obras melhoram a mobilidade, tornam a operação ferroviária mais eficiente e criam um ambiente mais seguro e preparado para o desenvolvimento econômico do município”, concluiu o secretário Leonardo Ribeiro.

Assessoria Especial de Comunicação
Ministério dos Transportes

Fonte: Ministério dos Transportes

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