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Leilão reúne elite da genética Simental Dupla Aptidão e reforça avanço da raça no leite e no corte

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Simental ganha espaço no agronegócio brasileiro com foco em produtividade e rentabilidade

O crescimento da raça Simental no Brasil, especialmente nos sistemas de dupla aptidão, tem impulsionado a união entre criadores e selecionadores em busca de genética cada vez mais adaptada às condições tropicais e às demandas econômicas da pecuária moderna.

Esse movimento será destaque no 5º Leilão Fazenda JR, marcado para o dia 27 de maio, às 20h, com transmissão pelo Canal Terra Viva e organização da Connect Leilões.

O evento reunirá importantes criatórios da raça Simental Dupla Aptidão Leite em um cenário de aumento da procura por animais melhoradores, embriões e cruzamentos industriais em diferentes regiões do país.

Raça se consolida em sistemas leiteiros e de corte

Tradicionalmente reconhecido pela dupla aptidão, o Simental vem ampliando presença principalmente em propriedades que buscam eficiência produtiva aliada à diversificação de receita dentro da fazenda.

A raça combina:

  • Alta produção leiteira
  • Rusticidade
  • Fertilidade
  • Melhor aproveitamento dos machos para corte
  • Maior rentabilidade por animal

Segundo Rogério Naim Sawaia, o produtor passou a enxergar o valor econômico completo proporcionado pela genética Simental.

“O produtor de leite começa a perceber que o Simental entrega mais do que volume. Ele agrega valor também ao bezerro, ao descarte e ao sistema como um todo”, destaca o criador.

Genética adaptada ao clima tropical impulsiona resultados no campo

A seleção genética desenvolvida ao longo de décadas pelos criadores brasileiros permitiu avanços importantes na adaptação da raça às condições tropicais.

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Na Fazenda JR, por exemplo, vacas de primeira cria superam 7 mil quilos de leite por lactação, enquanto matrizes adultas chegam próximas de 10 mil quilos mesmo em sistemas considerados mais rústicos.

Além do desempenho leiteiro, o aproveitamento dos machos para produção de carne fortalece a rentabilidade do produtor rural.

Qualidade do leite aumenta interesse da indústria láctea

Outro diferencial da raça está na composição do leite produzido.

Os elevados níveis de proteína, gordura e lactose aumentam o rendimento industrial na fabricação de queijos e derivados, característica cada vez mais valorizada pelo setor lácteo.

Entre os criatórios com destaque nesse segmento estão:

  • Fazenda Santa Luzia
  • Schwanfer Simental
  • Cruzamentos industriais ampliam espaço no mercado

O avanço dos cruzamentos industriais também será destaque no leilão.

Entre eles:

  • Simlandês — cruzamento entre Simental e Holandês
  • Simgir — cruzamento entre Simental e Zebu

As combinações têm conquistado espaço em sistemas comerciais por aliarem:

  • Produção leiteira
  • Resistência e rusticidade
  • Melhor desempenho reprodutivo
  • Eficiência econômica
Leilão terá campeãs nacionais e genética de elite

O 5º Leilão Fazenda JR contará com oferta de 38 lotes de alta qualidade genética, incluindo animais campeões de exposição.

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Um dos principais destaques será a comercialização de 50% da vaca Catinda, Grande Campeã Nacional da raça.

A Simental PPA também participará com três campeãs da última Exposição Nacional, além de outros animais de destaque no melhoramento genético da raça.

Segundo Paulo Tonin, o leilão representa o fortalecimento do trabalho desenvolvido pelos criadores brasileiros ao longo dos últimos anos.

“Existe um trabalho de décadas em melhoramento genético para dupla aptidão que hoje começa a aparecer com mais força nos resultados de campo e no interesse comercial pela raça”, afirma.

Evento reforça crescimento do Simental no Brasil

O avanço da raça Simental acompanha uma tendência crescente da pecuária brasileira: sistemas mais eficientes, sustentáveis e economicamente equilibrados.

A capacidade de produzir leite de qualidade e, ao mesmo tempo, agregar valor na pecuária de corte transforma a dupla aptidão em alternativa cada vez mais estratégica para produtores em busca de maior rentabilidade no campo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Plantio de feijão: população de plantas e espaçamento corretos aumentam a produtividade da lavoura

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A definição da população de plantas e do espaçamento entre linhas está entre os fatores mais importantes para o sucesso da lavoura de feijão. Quando bem planejados, esses parâmetros favorecem o estabelecimento uniforme da cultura, aumentam o aproveitamento de água, luz e nutrientes e contribuem diretamente para ganhos de produtividade e rentabilidade.

Especialistas destacam que não existe uma recomendação única capaz de atender todas as situações. A definição do estande ideal deve considerar características da cultivar, sistema de produção, fertilidade do solo, disponibilidade hídrica e época de plantio, permitindo que o manejo seja ajustado às condições específicas de cada propriedade.

População de plantas influencia diretamente o desempenho da lavoura

A população de plantas corresponde ao número de plantas efetivamente estabelecidas por hectare, enquanto a taxa de semeadura representa a quantidade de sementes distribuídas durante o plantio.

Entre a semeadura e a emergência podem ocorrer perdas provocadas por baixa germinação, ataque de pragas, doenças ou falhas operacionais. Por isso, calcular corretamente a quantidade de sementes é fundamental para alcançar o estande desejado e evitar prejuízos.

Quando a população é inadequada, diversos problemas podem surgir na lavoura, entre eles:

  • Falhas no estande;
  • Excesso de plantas por metro linear;
  • Distribuição irregular das sementes;
  • Maturação desuniforme;
  • Maior risco de acamamento;
  • Aumento da incidência de doenças;
  • Desperdício de sementes e fertilizantes.
Características da cultivar determinam o melhor espaçamento

O hábito de crescimento do feijoeiro exerce influência direta sobre a definição da densidade de plantio.

Cultivares de porte mais ereto costumam suportar populações maiores e espaçamentos mais reduzidos, favorecendo o fechamento rápido das entrelinhas e melhor aproveitamento da área cultivada.

Já materiais com crescimento mais prostrado exigem populações mais equilibradas para evitar excesso de competição entre plantas, reduzir o risco de acamamento e minimizar condições favoráveis ao desenvolvimento de doenças.

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Sistema de produção interfere na definição da densidade

As recomendações técnicas também indicam que o ambiente de produção influencia significativamente a escolha da população ideal.

Em áreas de alta fertilidade, irrigadas e com manejo nutricional eficiente, é possível trabalhar com densidades mais elevadas, aproveitando melhor o potencial produtivo da cultura.

Por outro lado, em regiões sujeitas à deficiência hídrica ou com menor disponibilidade de nutrientes, populações excessivas aumentam a competição entre plantas e podem comprometer o rendimento final.

Nos sistemas de sequeiro, a irregularidade das chuvas exige maior cautela na definição da densidade de semeadura. Já nas áreas irrigadas, o controle da disponibilidade de água oferece maior flexibilidade para intensificar o cultivo, desde que o manejo nutricional acompanhe essa estratégia.

Época de plantio também altera a resposta da cultura

A janela de semeadura é outro fator que influencia o comportamento do feijoeiro.

Dependendo da época de plantio, a cultura poderá enfrentar períodos de estiagem, excesso de chuvas durante o desenvolvimento ou temperaturas mais baixas, condições que modificam a resposta da planta à densidade populacional e ao espaçamento entre linhas.

Por isso, o planejamento da semeadura deve considerar as condições climáticas previstas para cada safra.

Espaçamento adequado ajuda no controle de plantas daninhas e doenças

Além dos impactos sobre a produtividade, o espaçamento interfere diretamente na sanidade da lavoura.

Entre os principais benefícios do ajuste correto estão:

  • Fechamento mais rápido das entrelinhas;
  • Redução da emergência de plantas daninhas;
  • Melhor aproveitamento da luminosidade;
  • Maior eficiência no uso de água e nutrientes.

No entanto, espaçamentos muito reduzidos, associados a altas populações, podem aumentar a umidade no interior da lavoura, favorecendo doenças foliares.

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Já espaçamentos mais amplos facilitam a circulação de máquinas, melhoram a ventilação entre as plantas e reduzem a competição, embora mantenham o solo exposto por mais tempo ao desenvolvimento de plantas invasoras.

Cálculo correto da taxa de semeadura evita desperdícios

O dimensionamento da população deve começar pela definição do número de plantas desejado por hectare.

Em seguida, esse valor é convertido para plantas por metro linear, considerando o espaçamento adotado. A taxa de semeadura é então ajustada de acordo com fatores como:

  • Poder germinativo das sementes;
  • Peso de mil sementes;
  • Perdas previstas durante a emergência;
  • Eficiência operacional da semeadora.

Esse planejamento reduz desperdícios de sementes e melhora a uniformidade da lavoura.

Manejo integrado garante melhores resultados

O sucesso do plantio não depende apenas da densidade de plantas.

Especialistas reforçam que a população ideal deve estar integrada a outras práticas de manejo, como:

  • Correção e fertilização do solo;
  • Utilização de sementes certificadas;
  • Tratamento de sementes com produtos registrados;
  • Controle eficiente de plantas daninhas;
  • Adoção do sistema de plantio direto;
  • Manejo adequado da irrigação;
  • Planejamento da colheita.

Também é recomendada a calibração periódica da semeadora e o registro das regulagens utilizadas em cada safra, facilitando ajustes futuros e aumentando a precisão da operação.

Por fim, todas as decisões relacionadas ao manejo da cultura devem ser acompanhadas por um engenheiro agrônomo, seguindo as recomendações técnicas e respeitando o uso correto dos equipamentos de proteção individual durante o manuseio de insumos agrícolas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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