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Safra de cana 2026/27 deve crescer 5,3% e amplia pressão por eficiência no campo e nas usinas

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Safra brasileira de cana avança e deve atingir segunda maior produção da história

A safra brasileira de cana-de-açúcar 2026/27 começou sob expectativa de forte recuperação produtiva e maior demanda por eficiência agrícola e industrial. Segundo projeções da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Brasil deve colher 709,1 milhões de toneladas da cultura, crescimento de 5,3% em relação ao ciclo anterior.

O volume coloca a temporada como a segunda maior da série histórica do setor sucroenergético nacional.

A expansão também aparece na área destinada à colheita, que deve alcançar 9,1 milhões de hectares, avanço de 1,9% frente à safra passada.

Sudeste lidera recuperação da produtividade dos canaviais

Principal região produtora do país, o Sudeste deve responder por 459,1 milhões de toneladas de cana-de-açúcar, alta de 6,8% na comparação anual.

A área colhida na região deve crescer 2,1%, totalizando 5,7 milhões de hectares. A produtividade média estimada é de 80,8 toneladas por hectare, avanço de 4,6% em relação ao ciclo anterior.

O desempenho é atribuído principalmente à recuperação parcial dos canaviais após os impactos climáticos registrados nas últimas safras.

Mesmo assim, o setor ainda enfrenta desafios relacionados à irregularidade das chuvas, ondas de calor e estresses hídricos localizados, fatores que seguem influenciando diretamente o potencial produtivo da cultura.

Produção de etanol ganha força e usinas ajustam mix

Apesar da ampla oferta de matéria-prima, o açúcar não deve liderar o crescimento do setor em 2026/27.

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A produção brasileira do adoçante está estimada em 43,95 milhões de toneladas, enquanto o etanol aparece como principal vetor de expansão da cadeia sucroenergética.

A expectativa é de produção de 40,69 bilhões de litros de biocombustível, crescimento de 8,5% frente à safra anterior.

O cenário reflete mudanças estratégicas no mix das usinas, impulsionadas pela competitividade do etanol, aumento da demanda energética e busca por maior rentabilidade industrial.

Manejo eficiente será decisivo para proteger produtividade e ATR

Com a safra já em andamento no Centro-Sul do país, produtores e usinas intensificam o monitoramento das lavouras para preservar produtividade, longevidade dos canaviais e qualidade tecnológica da matéria-prima.

O período atual é considerado decisivo para a formação dos colmos e definição do potencial de ATR (Açúcares Totais Recuperáveis), indicador-chave para a rentabilidade da indústria.

As áreas apresentam diferentes estágios de desenvolvimento, incluindo brotação, perfilhamento, crescimento vegetativo e alongamento de colmos.

Ao mesmo tempo, o maior vigor vegetativo aliado à presença de palhada, altas temperaturas e instabilidade climática aumenta a pressão de pragas, doenças e plantas daninhas.

Cigarrinha e bicudo seguem entre os maiores desafios fitossanitários

Entre os principais riscos para os canaviais brasileiros está a cigarrinha-das-raízes, considerada uma das pragas mais agressivas da cultura.

Além de reduzir produtividade, a infestação compromete o vigor fisiológico da planta e prejudica a qualidade industrial da matéria-prima.

Outro ponto de atenção é o bicudo-da-cana-de-açúcar, que afeta o sistema radicular e reduz o desempenho produtivo ao longo dos ciclos.

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No manejo de plantas daninhas, espécies como capim-colonião, braquiária, capim-amargoso, corda-de-viola, mucuna e mamona continuam exigindo controle rigoroso para evitar perdas expressivas de produtividade.

Maturação da cana ganha importância estratégica na safra

A maturação dos canaviais será outro fator decisivo para o desempenho econômico da safra 2026/27.

No Centro-Sul, o processo ocorre naturalmente entre outono e inverno, quando temperaturas mais amenas e menor disponibilidade hídrica favorecem o acúmulo de sacarose nos colmos.

Porém, a variabilidade climática observada nos últimos anos tem dificultado a uniformidade da maturação, especialmente no início da safra.

Diante disso, o uso estratégico de tecnologias e práticas de manejo voltadas à antecipação da maturação ganha relevância para elevar o ATR e aumentar a eficiência industrial.

Segundo especialistas do setor, em condições favoráveis, os ganhos de produtividade e qualidade podem superar 8%.

Eficiência operacional será prioridade do setor sucroenergético

O cenário da safra 2026/27 reforça uma tendência clara no setor sucroenergético brasileiro: produtividade isolada já não é suficiente.

Com margens mais seletivas, oscilações climáticas e maior competitividade global, o foco do produtor e das usinas passa a ser eficiência operacional, previsibilidade e maximização do retorno econômico.

Nesse contexto, o manejo integrado, o monitoramento constante das lavouras e o uso racional de tecnologias devem ganhar protagonismo ao longo da temporada, garantindo maior estabilidade produtiva e melhor aproveitamento industrial da cana-de-açúcar brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Governo do Brasil fortalece planejamento e realiza primeira reunião de 2026 da Sala de Situação sobre Incêndios Florestais

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O Governo do Brasil fortaleceu o planejamento integrado para o período de maior risco de incêndios florestais em 2026 com a realização da primeira reunião do ano da Sala de Situação sobre Incêndios Florestais, coordenada pela Casa Civil da Presidência da República, com coordenação-executiva do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA). O encontro ocorreu na terça-feira (19/5), no Palácio do Planalto, em Brasília (DF), reunindo representantes de mais de 20 ministérios e autarquias para alinhar ações de prevenção, preparação e resposta diante da aproximação da temporada seca e das previsões climáticas para o segundo semestre.

Desde o início de 2026, o Governo do Brasil vem preparando ações articuladas de prevenção e mitigação dos impactos associados às condições climáticas previstas para este ano, fortalecendo respostas mais ágeis e eficazes diante de possíveis situações de risco.

A Sala de Situação sobre Incêndios Florestais foi instituída em 2024 e tem participação de ministérios e órgãos federais estratégicos para o monitoramento, prevenção e resposta aos incêndios florestais, em articulação com estados e municípios.

Também integram os encontros órgãos federais como o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal e a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai).

A reunião começou com apresentação do Cemaden sobre cenários climáticos para os próximos meses, considerando a possível ocorrência do El Niño. O fenômeno climático altera o regime de chuvas e pode influenciar as condições de seca em diferentes regiões do país, exigindo monitoramento contínuo e preparação coordenada dos órgãos públicos.

O líder do Grupo de Estudos de Fogo do Cemaden, Christopher Cunningham Castro, destacou a importância do planejamento antecipado diante das projeções climáticas. “A preparação prévia permite posicionar melhor equipes e estruturar respostas coordenadas para o período de maior atenção”, afirmou.

O ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, ressaltou que o planejamento antecipado e a coordenação entre diferentes esferas de governo são fundamentais para enfrentar o período de maior risco. “Estamos organizando uma ação nacional articulada, envolvendo governo federal, estados e municípios, para fortalecer tanto a prevenção quanto a capacidade de resposta aos incêndios florestais”, pontuou.

Em 2025, houve queda de 39% na área queimada no país, em comparação com a média dos oito anos anteriores (2017 a 2024), segundo o Laboratório de Aplicações de Satélites Ambientais (LASA), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). No Pantanal, a redução foi de 91%; na Amazônia, de 75%; na Mata Atlântica, de 58%; e no Pampa, de 45%.

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Encontros preparatórios

A exemplo do que ocorreu em 2025, o MMA promoveu, neste ano, reuniões técnicas com especialistas federais para avaliar as perspectivas climáticas e o risco de incêndios florestais nos meses seguintes. Os resultados embasam o planejamento de ações de prevenção e combate aos incêndios florestais, em articulação com estados, municípios, sociedade civil e academia.

Sob coordenação do Ibama, também estão sendo realizados encontros estratégicos do Centro Integrado Multiagências de Coordenação Operacional Nacional (Ciman), responsável pela articulação operacional entre diferentes instituições durante o período crítico. O presidente substituto do instituto, Jair Schmitt, destacou o esforço de preparação já em curso. “Estamos fortalecendo o planejamento e a preparação dos órgãos que atuam na linha de frente, com integração entre equipes e apoio de diferentes instituições federais”, disse.

Ao todo, mais de 4,4 mil brigadistas atuam em todo o país neste ano, distribuídos em 240 brigadas de incêndio. A eles se somarão 220 servidores efetivos do Ibama e do ICMBio, totalizando 4.630 profissionais mobilizados. O número será superior ao de 2025, quando foram contratados 4.358 brigadistas.

Em fevereiro, o MMA publicou portaria que declara emergência ambiental por risco de incêndios florestais em áreas vulneráveis. A norma identifica áreas em risco em todo o país e os períodos de maior vulnerabilidade, viabilizando a contratação emergencial de brigadistas federais. A medida orienta ações preventivas e amplia a capacidade de resposta e mobilização dos órgãos ambientais.

Ações de prevenção e combate aos incêndios florestais

Desde 2023, o Governo do Brasil conduz uma série de medidas para prevenir e combater os incêndios florestais. A Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo (PNMIF), sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em julho de 2024, criou uma nova governança do fogo, compatível com os desafios impostos pela mudança do clima.

A PNMIF estabelece a coordenação entre os governos federal, estaduais e municipais, proprietários rurais, academia e sociedade civil para a prevenção e o controle dos incêndios no país.

Para fortalecer a implementação da política, o governo vem destinando recursos do Fundo Amazônia para capacitação e compra de equipamentos pelos Corpos de Bombeiros dos estados da Amazônia Legal (R$ 405 milhões) e do Cerrado e Pantanal (R$ 150 milhões). Na semana passada, em Brasília, o MMA, o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) entregaram 92 veículos, entre caminhões Auto Bomba Tanque Florestal e caminhonetes 4×4, 1.172 bombas costais e 71 conjuntos de combate a incêndios, com capacidade de 600 litros, às corporações de Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas Gerais, Bahia e Piauí, além do Distrito Federal e da Força Nacional.

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As ações também incluem:

• Sanção da Lei 15.143/2025, que amplia a capacidade de resposta aos incêndios florestais, permite a transferência direta de recursos do Fundo Nacional do Meio Ambiente (FNMA) para estados e municípios e garante maior agilidade na contratação de brigadistas, reduzindo o intervalo para recontratação a três meses. A lei também permite o uso de aeronaves estrangeiras em emergências ambientais;
• Anúncio dos Planos de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento e das Queimadas (PPCDs), pela primeira vez, para todos os biomas brasileiros, com estratégias específicas de preservação ambiental até 2027;
• Desde janeiro de 2025, realização de reuniões com especialistas de órgãos públicos e universidades para avaliar a situação climática, previsões futuras e impactos sobre a ocorrência de grandes incêndios florestais;
• Publicação de edital com R$ 32 milhões do FNMA, em conjunto com o Fundo de Defesa dos Direitos Difusos (FDD), para apoio a municípios prioritários da Amazônia e do Pantanal na implementação de Planos Operativos de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais;
• Retomada da Sala de Situação Interministerial sobre Incêndios,
• Decreto nº 12.189, assinado pelo presidente Lula, que aumenta as punições por incêndios florestais no país;
• Aprovação da resolução que institui a Estratégia Nacional do Voluntariado no Manejo Integrado do Fogo, ampliando a participação da sociedade na prevenção e combate aos incêndios florestais.

Próximos passos

Durante a reunião, o MMA apresentou recomendações para fortalecer as ações de cada um dos ministérios presentes, buscando preparar melhor o governo para a prevenção e o combate aos incêndios florestais, considerando os cenários climáticos monitorados para o segundo semestre. Como encaminhamento, as pastas se comprometeram a apresentar respostas no próximo encontro da Sala de Situação. A próxima reunião deve ser realizada no mês de junho. 

Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
[email protected]
(61) 2028-1227/1051
Acesse o Flickr do MMA

Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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