Turismo
Ministério do Turismo e UNESCO listam os destinos inteligentes e criativos do Brasil
Publicado
21 de maio de 2026, 17:30
O futuro do turismo global passa por inovação, sustentabilidade e criatividade, e o Ministério do Turismo (MTur) atua para que o Brasil opere efetivamente essa verdadeira transformação. Por meio da Estratégia Nacional de Destinos Turísticos Inteligentes (DTI), a pasta apoia localidades de norte a sul do país a adotarem ações nesse sentido, envolvendo eixos como governança, segurança, acessibilidade e mobilidade.
O trabalho inclui a disponibilização de revistas eletrônicas, elaboradas em parceria com a Unesco, que apresentam os atrativos e as iniciativas desenvolvidas pelas cidades contempladas.
O Brasil, inclusive, é a primeira nação da América Latina a criar uma metodologia própria de DTIs, inspirada no modelo da Sociedade Mercantil Estatal para a Gestão da Inovação e das Tecnologias Turísticas (SEGITTUR), empresa pública da Espanha, que é pioneira na área.
Além disso, o modelo brasileiro de Destinos Turísticos Inteligentes trabalha um pilar muito especial e específico da metodologia do país: a criatividade. Com isso, é dado destaque ao potencial de cada município em utilizar a economia criativa como diferencial na experiência dos visitantes, ao mesmo tempo em que valoriza o trabalho local e melhora o sentimento de pertencimento dos habitantes. Esse pilar conversa diretamente com as cidades criativas da Rede Unesco, da qual fazem parte vários dos destinos inteligentes em transformação.
Para o visitante, os Destinos Turísticos Inteligentes proporcionam melhores sistemas de transportes, informações digitais precisas e serviços integrados. Já para a população local, a Estratégia DTI promove o desenvolvimento econômico sustentável e a preservação dos patrimônios cultural e ambiental locais, além da geração de novas oportunidades de emprego, renda e inclusão social.
Clique AQUI para acessar as revistas.
Confira abaixo algumas das cidades brasileiras que participam da iniciativa do Ministério do Turismo e que avançam na adaptação do setor a uma nova realidade:
Angra dos Reis (RJ): com 365 ilhas, praias e Mata Atlântica, a cidade investe em gestão integrada e qualificação para equilibrar conservação e desenvolvimento. Com monitoramento por câmeras, Wi-Fi público e o portal “Visite Angra”, o destino proporciona segurança e conectividade. O município abriga ainda o Parque Tecnológico do Mar, ecossistema que acelera startups de turismo náutico e de energia, tornando a região um laboratório vivo.
Belém (PA): conhecida como a “metrópole da Amazônia”, a cidade é cenário de ícones como o Mercado Ver-o-Peso e investe na requalificação de espaços públicos, valorizando acessibilidade e conforto. Por meio de uma governança que une o poder público às comunidades ribeirinhas, Belém promove um turismo que respeita a biodiversidade e as raízes ancestrais. A economia criativa gira em torno de ingredientes amazônicos e saberes tradicionais, gerando renda e inclusão.
Belo Horizonte (MG): na capital mineira, a governança do DTI inclui a Belotur (Empresa Municipal de Turismo de Belo Horizonte) no ecossistema de inovação, focando em acessibilidade e mobilidade. O turista conta com portais integrados e infraestrutura que facilita o trânsito entre o clássico e o contemporâneo, apoiado por monitoramento inteligente e sustentabilidade. Por outro lado, BH faz da cozinha seu maior ativo, com a economia criativa girando em torno do “comer bem”.
Bonito (MS): referência em ecoturismo no Brasil, a cidade equilibra tecnologia e preservação. O coração dessa gestão é o Voucher Único Digital, sistema pioneiro, que monitora a capacidade de carga dos atrativos, garantindo a segurança do visitante e a integridade dos ecossistemas. Essa governança integrada entre os setores público e privado assegura padrões rigorosos de qualidade, acessibilidade e conectividade em expansão.
Brasília (DF): a capital federal é um marco do urbanismo moderno e utiliza sua arquitetura icônica como base para a inovação. A governança local foca na integração tecnológica para melhorar a mobilidade e a acessibilidade em seu traçado único, facilitando a experiência do visitante entre os monumentos e as áreas verdes. Com portais de dados e infraestrutura digital, a cidade busca otimizar a gestão urbana e garantir um turismo seguro e eficiente
Campina Grande (PB): conhecida pelo “Maior São João do Mundo”, a cidade usa inteligência de dados para gerenciar grandes fluxos de pessoas, garantindo segurança e eficiência durante festivais. O município oferece uma rede de serviços modernos, com foco em conectividade e soluções digitais. A inovação manifesta-se no design, nas artes visuais e na modernização das festas populares, criando um ecossistema de colaboração entre startups e produtores culturais.
Campo Grande (MS): reconhecida como uma das cidades mais arborizadas do mundo, Campo Grande, capital de Mato Grosso do Sul, une a logística eficiente e uma política de gestão e preservação do verde urbano. Principal portão de entrada do Pantanal, o município usa a tecnologia para monitorar fluxos de visitantes, otimizar a segurança e garantir conectividade em parques e centros de eventos, preservando corredores biológicos urbanos.
Curitiba (PR): referência mundial em planejamento urbano, a capital do Paraná prioriza mobilidade e sustentabilidade. Com uma rede de transporte eficiente e parques que servem como “pulmões”, a cidade oferece uma experiência urbana organizada e acessível. A governança DTI foca na integração de dados para otimizar serviços públicos e a segurança do visitante, usando a tecnologia na preservação de seus patrimônios, como o Portal do Turismo Inteligente (POTI).
Florianópolis (SC): a “Ilha da Magia” integra suas belezas naturais a um dos ecossistemas tecnológicos mais vibrantes do país. A cidade investe em uma governança que prioriza a sustentabilidade e a acessibilidade, usando soluções digitais para monitorar o fluxo turístico e melhorar a experiência nas praias e trilhas. Por meio de aplicativos de mobilidade e portais integrados, o visitante navega com facilidade entre o centro histórico e polos de inovação.
Fortaleza (CE): a capital cearense une suas paisagens litorâneas a uma gestão urbana focada em tecnologia e sustentabilidade. A cidade usa monitoramento inteligente e soluções de conectividade para elevar a qualidade da experiência turística. A governança DTI garante que a infraestrutura moderna beneficie tanto visitantes quanto moradores. O fomento a hubs de inovação e distritos criativos impulsiona startups e talentos locais, valorizando a identidade cearense.
Foz do Iguaçu (PR): a cidade consolidou-se como um laboratório internacional para a implementação de DTIs. Localizada na tríplice fronteira (Brasil, Argentina e Paraguai), a cidade usa tecnologia para otimizar processos migratórios e a mobilidade entre grandes atrativos. Com sistemas avançados de monitoramento e prioridade em acessibilidade nas Cataratas, a cidade une eficiência tecnológica a uma hospitalidade multicultural.
Goiânia (GO): a capital de Goiás usa a tecnologia para otimizar a segurança, o tráfego e a experiência do visitante. Reconhecida por suas vastas áreas verdes, a cidade equilibra a força do agronegócio com uma gestão urbana voltada à acessibilidade e à preservação do patrimônio histórico. Por meio de incentivos à cultura e à digitalização de serviços, Goiânia fortalece o turismo de negócios e a governança local, unindo tradição e modernidade.
Gramado (RS): ícone em hospitalidade no Brasil, a cidade é um “DTI em Transformação” de referência, integrando sustentabilidade à gestão de dados. A tecnologia brilha no programa “Conecta Gramado”, que oferece Wi-Fi gratuito em pontos estratégicos como a Rua Coberta, garantindo a jornada digital para os turistas e moradores. Das fábricas de chocolate artesanal ao design de mobiliário de alto padrão, a criatividade local gera milhares de empregos qualificados.
João Pessoa (PB): a capital paraibana investe em tecnologias de monitoramento para preservar orlas e áreas verdes, oferecendo uma experiência turística segura e equilibrada. A gestão foca na acessibilidade urbana e na digitalização de serviços, facilitando o acesso ao rico patrimônio histórico e natural. A economia criativa promove a inclusão social e a geração de renda, transformando a identidade paraibana em um produto de alto valor agregado.
Rio de Janeiro (RJ): principal cartão-postal do Brasil, a cidade, por meio do Centro de Operações Rio, usa tecnologia para monitorar o tráfego e a segurança, garantindo fluidez em eventos como Réveillon e Carnaval. A acessibilidade em pontos como o Cristo Redentor e o Pão de Açúcar é referência mundial. A capital fluminense incentiva o empreendedorismo cultural em comunidades e investe na economia do Carnaval, que gera milhares de empregos.
Apoio à implementação de DTIs
A jornada para se tornar um DTI reconhecido pelo Ministério do Turismo é organizada em cinco etapas. O processo começa com um diagnóstico da pasta, que avalia a maturidade atual do destino com base em requisitos ligados a cada um dos pilares da estratégia, seguido da elaboração de um Plano de Transformação, onde são definidas as ações prioritárias para potencializar suas virtudes.
Durante a execução desse plano, o município recebe o selo “DTI em Transformação”, um reconhecimento ao seu compromisso com a mudança. A etapa final envolve a realização de uma auditoria oficial, que, caso seja aprovada, confere ao destino o título “DTI Brasil”, validando internacionalmente a qualidade de sua gestão e infraestrutura.
O MTur oferece não apenas a metodologia, mas também fornece capacitações e ferramentas práticas a gestores, a exemplo de suporte à comercialização dos destinos participantes do projeto. O órgão incentiva ainda a troca de experiências entre as localidades, por meio da Rede Brasileira de DTIs, criada com o apoio da pasta e que conecta os municípios contemplados.
Por Victor Mayrink
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
Turismo
MTur abre inscrições para Fórum Internacional de Mulheres no Turismo que acontece nos dias 3 e 4 de junho, em João Pessoa (PB)
Publicado
20 de maio de 2026, 18:30
O Ministério do Turismo abriu inscrições para o Fórum Internacional de Mulheres no Turismo, que será realizado, em parceria com a ONU Turismo, nos dias 3 e 4 de junho, no Teatro Pedra do Reino, no Centro de Convenções de João Pessoa (PB). O evento vai reunir autoridades brasileiras e internacionais para debater a liderança e a gestão da mulher no setor, além de abordar temas como a segurança da mulher viajante e a Copa do Mundo Feminina de 2027, que será realizada no Brasil.
Para o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, o Fórum coloca o Brasil no centro de uma discussão internacional sobre liderança feminina e os desafios enfrentados por mulheres que atuam e viajam pelo setor. “Estamos falando de ocupação de espaços de decisão, de segurança para mulheres que viajam sozinhas e de oportunidades concretas dentro de um dos setores que mais movimentam a economia brasileira”, afirmou, convidando também os homens a participarem do evento.
Para se inscrever, acesse aqui.
A programação inclui um painel internacional, que reúne ministras e representantes de governos da América Latina para discutir políticas públicas, liderança feminina e cooperação internacional no turismo. Estão confirmadas as presenças da ministra do Turismo do Chile, María Paz Lagos, e da ministra de Comércio, Indústria e Turismo da Colômbia, Daiana Marcela Morales Rojas.
Para o ministro, a presença dessas autoridades e convidadas especiais representa uma oportunidade única para ampliar o debate sobre o papel das mulheres no setor. “Vamos reverenciar a mulher no lugar de destaque que ela ocupa no turismo. Será um momento para o Brasil todo se reunir e tratar dos temas mais atuais. Todos e todas estão convidados”, disse.
O Fórum foi estruturado em três eixos centrais:
– A mulher como empreendedora, que vai discutir geração de renda, inovação e desenvolvimento territorial.
– A mulher como consumidora, com foco em destinos mais preparados para receber turistas mulheres e boas práticas de acolhimento.
– A mulher como protagonista no turismo, abordando liderança feminina, segurança, representatividade e acesso à justiça.
Painéis e debates
Entre os destaques da programação está o painel “Turismo, Futebol e a Copa do Mundo Feminina Brasil 2027”, que vai discutir oportunidades de geração de empregos, movimentação econômica e preparação das cidades brasileiras para receber turistas durante o torneio, que será realizado pela primeira vez na América do Sul.
O tema já foi debatido durante o Salão do Turismo, realizado de 7 a 9 de maio, em Fortaleza (CE). Durante o encontro, a secretária extraordinária da Copa do Mundo Feminina 2027, do Ministério do Esporte, Juliana Agatte – que também participará do Fórum em João Pessoa –, destacou a estruturação do Governo do Brasil para realizar a competição, que será a maior da história.
A FIFA já anunciou um investimento recorde de cerca de R$ 4,2 bilhões na Copa. O valor é o dobro do investido na edição anterior, que ocorreu na Austrália e na Nova Zelândia.
Outro destaque do Fórum será o painel “Ultrapassando Barreiras: Liderança Feminina e Direitos das Mulheres no Turismo”, que discutirá os desafios enfrentados por mulheres em cargos de liderança, empreendedorismo e igualdade de oportunidades no setor.
O debate acontece em um momento em que as mulheres já representam mais da metade (52,5%) da força de trabalho do turismo brasileiro e lideram 57% dos negócios turísticos no país. Apesar disso, dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) 2024/2025 mostram que trabalhadoras do setor ainda recebem, em média, 22% menos que os homens, o que também será tema de discussão no Fórum.
O evento ainda contará com debates sobre diversidade, inclusão e segurança turística da mulher.
O “Guia para Mulheres que Viajam Sozinhas”, lançado pelo Ministério do Turismo em parceria com a Unesco, em março deste ano, também será apresentado. A publicação foi desenvolvida a partir de uma pesquisa realizada com 2.712 mulheres, de todas as regiões do país, e integra ações da pasta voltadas à promoção de um turismo mais seguro.
Durante o Fórum, haverá o lançamento do guia em inglês e espanhol, o que amplia o alcance internacional da iniciativa.
Dados
A presença feminina no turismo brasileiro também se reflete no perfil de consumo do setor. A pesquisa Tendências do Turismo 2025, realizada pelo Ministério do Turismo e o Instituto Nexus, aponta que 53% dos viajantes nacionais, no ano passado, foram mulheres.
Dados do Cadastur (sistema do Ministério do Turismo que promove a formalização e legalização dos prestadores de serviços turísticos no Brasil) revelam ainda que as agências de viagens concentram o maior percentual de lideranças femininas no turismo brasileiro, com 45% dos empreendimentos geridos por mulheres.
No cenário internacional, as mulheres representam a maior parte (54%) da força de trabalho do turismo mundial, segundo o Conselho Mundial de Viagens e Turismo (WTTC).
Crédito e políticas públicas
Além dos painéis e seminários, a programação do Fórum Internacional de Mulheres no Turismo inclui a terceira edição da ação “Brasil Mais Crédito para o Turismo”, iniciativa itinerante do MTur, que percorre o país orientando empreendedoras e empreendedores sobre acesso ao Fundo Geral do Turismo (Fungetur).
Durante o Fórum, empresárias do setor poderão receber orientações sobre elaboração de propostas de crédito e linhas de financiamento voltadas à modernização, ampliação e manutenção de negócios turísticos.
O MTur também oferece condições especiais do Fungetur para mulheres empreendedoras que se tornaram mães recentemente, incluindo ampliação de prazos de carência e pagamento.
Serviço
Evento: Fórum Internacional de Mulheres no Turismo
Data: 3 e 4 de junho
Local: Teatro Pedra do Reino, no Centro de Convenções Poeta Ronaldo Cunha – Rodovia PB-008, Km 5, Polo Turístico Cabo Branco – João Pessoa (PB)
Inscrições: Clique aqui.
Por Natália Moraes
Assessoria de Comunicação Social do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
Medida provisória libera R$ 75 milhões para vítimas de chuvas em Minas Gerais
Yoga, meditação, acupuntura: CAS aprova selo de práticas complementares
Comissão aprova projeto de lei que atualiza leis para incluir o termo transtorno do espectro autista
Câmara aprova proibição de sigilo em gastos públicos com viagens de autoridades
Max Russi cobra governo do estado para zerar impostos de medicamentos do programa Farmácia Popular
Mais Lidas da Semana
-
Economia15 de maio de 2026, 10:30MDIC defende fortalecimento da governança regulatória durante encontro nacional das agências reguladoras
-
Policial14 de maio de 2026, 19:30Polícia Civil conclui inquérito e indicia suspeito de matar vizinha por homicídio qualificado
-
Agro News15 de maio de 2026, 15:00Selic a 14,50% força agroindústrias e PMEs a buscar crédito subsidiado para investir em inovação
-
Agro News14 de maio de 2026, 20:00Safras reduz projeção da safra de trigo no Brasil em 2026/27 e alerta para aumento das importações

