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Juros altos travam investimentos no agro e setor passa a priorizar eficiência e retorno rápido

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O agronegócio brasileiro vive um momento de mudança na estratégia de investimentos. Após um ciclo de forte expansão e contribuição relevante para o crescimento econômico em 2025, empresas do setor passaram a adotar uma postura mais cautelosa diante do cenário de juros elevados, crédito restrito e pressão crescente sobre as margens operacionais.

A nova dinâmica vem levando produtores e companhias do agro a priorizar projetos com retorno financeiro mais rápido, maior previsibilidade e impacto direto sobre eficiência operacional, deixando em segundo plano iniciativas de expansão e modernização consideradas de prazo mais longo.

O movimento reflete um ambiente econômico mais desafiador para 2026, marcado por desaceleração da atividade, maior seletividade no crédito rural e necessidade de reforço da gestão financeira dentro das propriedades e empresas agroindustriais.

Crédito rural mostra retração nas linhas de investimento

Os números do Plano Safra 2025/2026 reforçam essa mudança de comportamento no campo. Dados do Ministério da Agricultura, com base em informações do Banco Central, mostram que, apesar do crescimento no volume total de crédito rural, as principais linhas voltadas para investimento registraram forte retração.

Entre os programas que mais perderam força estão:

  • Moderfrota: queda de 49%;
  • Proirriga: recuo de 48%;
  • Inovagro: baixa de 33%;
  • Pronamp: retração de 34%.

O cenário indica que grande parte dos produtores passou a concentrar esforços no custeio da operação imediata, adiando investimentos ligados à modernização, ampliação da capacidade produtiva e aquisição de tecnologia.

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Ambiente mais desafiador exige rigor na alocação de recursos

Segundo especialistas, a combinação entre custo elevado do capital e aumento da incerteza econômica tem tornado as decisões de investimento muito mais seletivas dentro do agronegócio.

O economista Alexandre Schwartsman avalia que o atual ambiente reduz o apetite por projetos de retorno mais longo e reforça a necessidade de preservação de caixa.

“Com crédito mais caro e maior incerteza, as empresas passam a priorizar caixa e previsibilidade, reduzindo o apetite por projetos com retorno mais longo”, afirma.

Na prática, empresas do setor vêm revisando processos internos e ampliando o rigor na análise de projetos, especialmente em áreas ligadas à operação, gestão financeira e eficiência produtiva.

CFOs ganham protagonismo nas decisões do agro

Com maior pressão financeira, executivos das áreas de finanças passaram a assumir papel mais estratégico dentro das companhias agroindustriais.

A avaliação de investimentos agora considera de forma mais intensa fatores como previsibilidade de retorno, redução de riscos operacionais, controle de custos e impacto direto sobre produtividade.

Esse comportamento também é observado em empresas que atuam na modernização de sistemas e processos no agronegócio, como a MIGNOW, que acompanha de perto as decisões de investimento de grandes organizações do setor.

De acordo com Paulo Secco, CEO da companhia, o mercado vive uma mudança clara no perfil de aprovação de projetos.

“O que vemos na prática é uma mudança clara de comportamento. Empresas que antes aprovavam projetos com mais flexibilidade hoje exigem retorno muito mais rápido e previsível. Em muitos casos, iniciativas são revistas não por falta de necessidade, mas pela necessidade de maior visibilidade sobre impacto financeiro”, destaca.

Eficiência operacional vira prioridade estratégica

O atual cenário econômico vem acelerando a busca por eficiência operacional no agronegócio. Em vez de apostar apenas em expansão, empresas passaram a priorizar iniciativas voltadas à redução de desperdícios, automação de processos e aumento de produtividade.

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A adoção de modelos mais estruturados e automatizados também ganha espaço como ferramenta para reduzir riscos de atrasos, falhas operacionais e estouros de orçamento em projetos de tecnologia e gestão.

Segundo dados observados pela MIGNOW em projetos de transformação digital, alguns processos de atualização e conversão de sistemas já atingem até 97% de automação, ampliando previsibilidade e eficiência operacional.

Competitividade do agro dependerá de produtividade

Mesmo mantendo papel estratégico na economia brasileira, o agronegócio entra em uma fase em que produtividade e disciplina financeira tendem a ser determinantes para a competitividade.

Com margens mais pressionadas e custo do capital elevado, empresas que conseguirem operar com maior eficiência, controle de custos e capacidade de execução devem sair na frente em um ambiente mais seletivo e desafiador para investimentos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Instituto Biológico amplia produção de kits para diagnóstico de brucelose e tuberculose bovina no Brasil

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A sanidade animal segue como um dos pilares estratégicos da pecuária brasileira, especialmente em um cenário de expansão das exportações de carne e leite e aumento das exigências sanitárias internacionais. Nesse contexto, o Instituto Biológico vem ampliando sua atuação na produção nacional de kits para diagnóstico de brucelose e tuberculose bovina, reforçando o controle sanitário dos rebanhos em todo o país.

Com apoio da Fundepag, o Laboratório de Inovação em Imunobiológicos do instituto já produziu cerca de 30 milhões de testes diagnósticos desde 2021. Os imunobiológicos abastecem programas sanitários em diferentes regiões do Brasil e são utilizados por médicos-veterinários credenciados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA).

Os kits fazem parte das ações do Programa Nacional de Controle e Erradicação de Brucelose e Tuberculose Animal, iniciativa coordenada pelo MAPA para monitoramento e controle dessas doenças que impactam diretamente a produtividade pecuária e a saúde pública.

Diagnóstico sanitário fortalece competitividade da pecuária brasileira

A brucelose e a tuberculose bovina estão entre as principais zoonoses monitoradas no país. Além dos prejuízos econômicos causados pela redução da produtividade dos rebanhos, as doenças podem provocar restrições comerciais, limitar o trânsito de animais e comprometer exportações brasileiras de carne e leite.

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Segundo o médico-veterinário e responsável técnico pelo laboratório, Ricardo Spacagna Jordão, a modernização dos processos produtivos tem sido fundamental para ampliar a eficiência dos diagnósticos e garantir maior confiabilidade nos resultados.

“O objetivo é aplicar tecnologias mais avançadas na produção dos imunobiológicos, garantindo maior pureza, rastreabilidade e segurança sanitária nos testes realizados”, explica.

Tecnologia aumenta precisão dos testes diagnósticos

O sistema utilizado pelo laboratório é baseado em proteínas purificadas produzidas a partir de bactérias, permitindo a identificação de animais infectados sem risco de transmissão da doença.

Segundo Jordão, os imunobiológicos simulam uma resposta imunológica semelhante à infecção real, possibilitando detectar se o animal teve contato com o agente infeccioso.

“As proteínas produzidas pelas bactérias simulam a presença da doença no organismo. Com isso, conseguimos identificar animais infectados utilizando apenas proteínas purificadas, sem qualquer capacidade de causar enfermidade”, destaca.

O diagnóstico pode ser realizado tanto por inoculação quanto por exames sorológicos, aumentando a precisão do monitoramento sanitário nos rebanhos bovinos.

Fundepag impulsiona expansão da capacidade produtiva

A parceria com a Fundepag foi decisiva para ampliar a estrutura operacional do laboratório, incluindo investimentos em infraestrutura, manutenção de equipamentos, contratação de profissionais especializados e expansão da produção.

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De acordo com o Instituto Biológico, o suporte técnico e financeiro permitiu fortalecer a capacidade industrial do laboratório e viabilizar o desenvolvimento de novos kits diagnósticos.

“A parceria contribui diretamente para melhorias estruturais, manutenção da operação laboratorial e fortalecimento das atividades técnicas desenvolvidas pelo instituto”, afirma Jordão.

Sanidade animal ganha importância estratégica no agronegócio

O avanço da produção nacional de kits diagnósticos reforça a importância da ciência e da inovação para a sustentabilidade da pecuária brasileira.

Além de reduzir riscos sanitários e fortalecer o controle epidemiológico, o monitoramento eficiente das doenças bovinas contribui para aumentar a competitividade do agronegócio brasileiro no mercado internacional.

Especialistas do setor avaliam que investimentos contínuos em pesquisa, tecnologia laboratorial e biossegurança serão cada vez mais estratégicos para garantir segurança alimentar, ampliar mercados e preservar a credibilidade sanitária da produção pecuária nacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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