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Reforma de Pastagem: Planejamento e Sementes de Qualidade Podem Aumentar Lucro do Pecuarista

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Pecuaristas que adiam a reforma de pastagens podem enfrentar prejuízos significativos. Com preparo de solo adequado, planejamento eficiente e uso de sementes de alta qualidade, é possível aumentar a produtividade em até quatro arrobas por hectare.

Um manejo criterioso e solo bem estruturado são essenciais para garantir o rápido estabelecimento das forrageiras, oferecendo alimento nutritivo ao rebanho e elevando a produção de carne ou leite. Além disso, práticas conservacionistas, como correção da acidez, adubação equilibrada e controle de erosão, prolongam a vida útil da pastagem, reduzem custos e fortalecem a sustentabilidade da pecuária.

Planejamento detalhado é o primeiro passo

Cada semana perdida no planejamento pode comprometer os resultados futuros. Para obter um pasto de qualidade ainda neste ano, o produtor deve:

  • Conhecer detalhadamente a área;
  • Avaliar histórico produtivo;
  • Coletar amostras de solo para análise;
  • Determinar correções necessárias (como calcário, fósforo, potássio, enxofre, cálcio e magnésio);
  • Negociar insumos e definir práticas de preparo do solo.

O preparo pode incluir gradagem simples ou múltipla e, quando necessário, a construção de terraços para controle de enxurradas.

Escolha de sementes de alta qualidade é decisiva

“O manejo correto não substitui sementes de baixa qualidade”, alerta Hemython Luis Bandeira do Nascimento, engenheiro agrônomo, doutor em Zootecnia e gerente de P&D e Inovação da SBS Green Seeds — resultado da união entre Semembrás e Boa Safra.

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A recomendação é iniciar o plantio no começo do período chuvoso, com pelo menos 100 mm acumulados, geralmente a partir de novembro. Iniciar o planejamento cedo garante retorno econômico mais rápido e evita o uso de áreas já degradadas e infestadas por plantas invasoras.

Retorno rápido com plantio na janela ideal

Quando o preparo do solo e a escolha de sementes são feitos corretamente, o pasto pode estar pronto para pastejo entre 45 e 60 dias após a semeadura. “Plantando em novembro, é possível colocar animais em janeiro, garantindo dois meses de pastejo antes do fim das chuvas. Isso representa ganho direto de produtividade e retorno financeiro”, explica Nascimento.

O atraso no plantio reduz o tempo de aproveitamento do pasto. Por exemplo, plantar em janeiro significa que o pasto estará pronto apenas em março. Considerando quatro animais por hectare, com ganho médio diário de 500 g por animal, em 60 dias o ganho é de cerca de 120 kg de peso vivo — equivalentes a quatro arrobas. Com a arroba próxima de R$ 300, isso representa um ganho superior a R$ 1.200 por hectare.

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Qualidade das sementes impacta diretamente na produtividade

A SBS realiza rigorosa seleção de sementes, garantindo pureza, viabilidade e germinação elevadas, com valor cultural superior a 80%. O portfólio inclui Brachirias, Panicuns, milheto, sorgo forrageiro e plantas de cobertura.

Entre os diferenciais está a tecnologia ProMax, com revestimento polimérico que reduz o Peso de Mil Sementes (PMS), aumenta o número de sementes por quilo e melhora a uniformidade da semeadura. O tratamento protege contra choques, umidade, fungos e pragas, assegurando alto índice de germinação mesmo em regiões sujeitas a veranicos.

Segundo Nascimento, “sementes de procedência duvidosa comprometem todo o investimento, gerando pastos falhos e infestados por invasoras. Já sementes de alta qualidade e manejo correto garantem pastagens vigorosas e produtivas”.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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SindArroz-SC alerta que importação em cenário de superoferta ameaça mercado do arroz brasileiro

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O avanço das importações de arroz em um momento de ampla oferta interna preocupa o setor orizícola brasileiro. Para o Sindicato das Indústrias de Arroz de Santa Catarina, a entrada adicional do grão em um cenário de produção suficiente para abastecer o mercado nacional pode comprometer o escoamento da safra brasileira e ampliar os prejuízos ao produtor e à indústria.

A entidade defende que as decisões relacionadas à importação sejam baseadas em critérios técnicos e planejamento estratégico de longo prazo, evitando desequilíbrios em períodos de superoferta.

Brasil mantém autossuficiência na produção de arroz

Dados da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária apontam que o Brasil lidera a produção de arroz no Mercosul e responde sozinho por 37,4% de toda a produção de arroz da América Latina e Caribe na safra 2024/25.

No ciclo atual, a produção brasileira alcançou 10,6 milhões de toneladas, volume suficiente para atender o consumo interno, estimado em cerca de 10,5 milhões de toneladas anuais.

Além de ocupar a liderança regional em área colhida, o país também se destaca pela produtividade das lavouras, consolidando sua posição como principal produtor de arroz da região.

Superoferta pressiona preços e reduz rentabilidade do setor

Segundo o presidente do SindArroz-SC, Walmir Rampinelli, a importação em períodos de elevada oferta interna aumenta a pressão sobre os preços e prejudica a competitividade da cadeia produtiva nacional.

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De acordo com a entidade, produtores e indústrias brasileiras enfrentam custos tributários e operacionais superiores aos praticados por concorrentes estrangeiros, o que dificulta a disputa de mercado em momentos de excesso de oferta.

O setor afirma que esse cenário pode provocar descapitalização de produtores e indústrias, comprometendo investimentos e reduzindo a capacidade financeira da cadeia orizícola para as próximas safras.

Importação segue necessária em situações excepcionais

Apesar das críticas ao aumento das importações em períodos de superoferta, o SindArroz-SC reconhece que a compra externa de arroz é importante em situações emergenciais, principalmente quando eventos climáticos extremos afetam regiões produtoras e colocam em risco o abastecimento nacional.

Nesses casos, a importação atua como instrumento de equilíbrio do mercado e de garantia da segurança alimentar da população.

Para a entidade, o desafio está em construir mecanismos de gestão que permitam previsibilidade e equilíbrio entre oferta, demanda e abastecimento.

Planejamento integrado é apontado como solução

O sindicato defende a criação de um planejamento multi-institucional envolvendo produtores, indústrias, entidades representativas e órgãos públicos estaduais e federais.

A proposta é desenvolver estratégias que permitam ajustar a oferta de arroz ao consumo interno, evitando tanto a superoferta quanto a escassez do produto no mercado brasileiro.

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Segundo Rampinelli, oscilações extremas prejudicam toda a cadeia produtiva.

“Quando há excesso de oferta, o produtor perde renda e compromete a próxima safra. Já em períodos de escassez, o consumidor enfrenta preços elevados e dificuldade de acesso ao alimento”, afirma.

Diversificação agrícola ganha força no debate

Além do controle equilibrado das importações, o SindArroz-SC também defende políticas de incentivo à diversificação das culturas agrícolas.

A entidade sugere que o Companhia Nacional de Abastecimento utilize dados de produção e consumo para orientar o planejamento agrícola nacional e estimular o remanejamento de áreas para outras culturas estratégicas.

Segundo o sindicato, programas de subsídios e incentivos poderiam ajudar produtores a diversificar a produção, reduzindo riscos econômicos, evitando excedentes e fortalecendo a segurança alimentar do país.

O objetivo, segundo a entidade, é construir um modelo mais equilibrado para o setor, garantindo renda ao produtor, estabilidade ao mercado e oferta regular de alimentos ao consumidor brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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