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Preço do café entra em estabilidade em 2026 após disparada histórica em 2025

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Após atingir níveis recordes em 2025, o preço do café começa a mostrar sinais de estabilização em 2026. É o que revela um levantamento realizado pela VR, empresa especializada em soluções para trabalhadores e empregadores, com base na análise de mais de 17 milhões de notas fiscais emitidas em todo o país.

Os dados mostram que o café moído de 500 gramas, principal referência de consumo entre os brasileiros, entrou em uma fase de acomodação nos primeiros meses de 2026. Depois de alcançar o pico histórico de R$ 29,71 em maio de 2025, o produto passou a oscilar em torno de R$ 26 no primeiro quadrimestre deste ano.

Apesar da desaceleração, o consumidor ainda sente no bolso os efeitos da forte valorização acumulada nos últimos anos. Em janeiro de 2023, o mesmo pacote custava R$ 13,63 — praticamente metade do valor atual. Já em dezembro de 2024, o preço havia subido para R$ 17,40, mantendo trajetória de alta até atingir o recorde registrado em 2025.

Café de 250g também registra estabilidade após forte valorização

O café moído de 250 gramas apresentou comportamento semelhante. Em 2026, os preços permaneceram relativamente estáveis, variando entre R$ 19 e R$ 20 ao longo do primeiro quadrimestre.

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Na série histórica analisada pela VR, o maior valor foi registrado em junho de 2025, quando o produto atingiu R$ 21,03 — alta de 46,5% em relação ao maior preço observado em 2024, de R$ 14,36, registrado em dezembro daquele ano.

O avanço fica ainda mais evidente na comparação com 2023, quando o maior preço identificado para essa categoria foi de R$ 10,08, em julho.

Café em cápsula tem alta mais moderada

Entre as categorias analisadas, o café em cápsula apresentou uma trajetória de preços mais moderada. No primeiro quadrimestre de 2026, o valor médio ficou em R$ 15,76.

O pico da categoria ocorreu em agosto de 2025, quando o preço médio chegou a R$ 17,66, representando alta de 23,6% frente ao maior valor registrado em 2024, de R$ 14,29, observado em fevereiro.

Café solúvel mostra leve acomodação

Já o café solúvel foi a única categoria que demonstrou uma leve acomodação em relação aos níveis praticados em 2025. O preço médio permaneceu próximo de R$ 15 durante todo o primeiro quadrimestre deste ano.

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Segundo o levantamento, o maior valor da série foi registrado em novembro de 2025, quando o produto alcançou R$ 15,34.

Inteligência artificial analisa consumo real dos brasileiros

A pesquisa da VR utiliza tecnologia de inteligência artificial para identificar os produtos presentes nas notas fiscais digitalizadas pelos usuários do SuperApp da empresa. A identificação é feita por meio do código NCM (Nomenclatura Comum do Mercosul).

De acordo com Cassio Carvalho, diretor-executivo da VR, o estudo vai além de um simples monitoramento de preços de prateleira.

Segundo o executivo, os dados refletem o valor efetivamente pago pelos consumidores no caixa, independentemente da forma de pagamento utilizada, seja vale-refeição, cartão, Pix ou débito.

Carvalho destaca ainda que as informações permitem gerar insights estratégicos para a indústria e ampliar ofertas promocionais e programas de cashback dentro do aplicativo, contribuindo para aumentar o poder de compra dos trabalhadores brasileiros.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Inteligência Artificial revoluciona manejo de plantas daninhas na Integração Lavoura-Pecuária

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A aplicação de inteligência artificial (IA) no campo avança como ferramenta estratégica para o manejo agrícola. Um estudo inédito desenvolvido pela Embrapa Milho e Sorgo em parceria com a Universidade do Vale do Itajaí (Univali) analisou o uso de algoritmos de aprendizado de máquina na dinâmica de plantas daninhas em sistemas de Integração Lavoura-Pecuária (ILP), com resultados considerados altamente promissores.

A pesquisa amplia o conhecimento sobre o comportamento dessas espécies em ambientes produtivos integrados e pode subsidiar estratégias mais eficientes de controle preventivo, com potencial redução do uso de herbicidas.

IA aplicada ao campo melhora entendimento do ecossistema agrícola

O estudo utilizou ferramentas de IA preditiva para compreender como fatores climáticos, características do solo e tipos de cultivo influenciam a ocorrência de plantas daninhas.

A base de dados foi estruturada em três frentes principais:

  • registros quantitativos de espécies de plantas daninhas;
  • características do solo e sistemas de cultivo;
  • dados climáticos da região analisada.

O objetivo foi identificar correlações capazes de apoiar decisões mais precisas no manejo agrícola dentro de sistemas ILP.

Algoritmos alcançam até 99% de precisão na previsão

Foram testados diferentes modelos de aprendizado de máquina, incluindo Support Vector Machine, Decision Tree, Random Forest e K-Nearest Neighbors.

Os melhores desempenhos foram registrados pelos modelos Decision Tree e Random Forest, que alcançaram até 99% de precisão na previsão de áreas mais suscetíveis ao surgimento de plantas daninhas.

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Segundo a pesquisadora Ana Letícia Becker Gomes Luz, doutora em Matemática e Ciência de Dados, os resultados indicam alta confiabilidade do método. Já o pesquisador Maurílio Fernandes de Oliveira, da Embrapa Milho e Sorgo, destacou que a abordagem é tecnicamente viável e eficaz para apoio à tomada de decisão.

Tecnologia pode reduzir uso de herbicidas e ampliar sustentabilidade

De acordo com os pesquisadores, a IA permite identificar com maior precisão os fatores que influenciam a dinâmica das plantas daninhas, contribuindo para escolhas mais assertivas no campo.

Na prática, a tecnologia pode auxiliar na definição de:

  • herbicidas mais adequados para cada área;
  • doses específicas de aplicação;
  • momento ideal de controle;
  • estratégias preventivas mais eficientes.

O estudo também reforça o potencial de redução do uso de defensivos agrícolas, alinhando-se às demandas da economia verde e da sustentabilidade no campo.

ILP apresenta menor incidência de plantas daninhas

Os pesquisadores observaram que sistemas de Integração Lavoura-Pecuária tendem a apresentar menor incidência de plantas daninhas em comparação a sistemas convencionais.

Esse resultado está associado principalmente à presença de forrageiras, como a braquiária, que atuam como cobertura vegetal e ajudam a suprimir o desenvolvimento dessas espécies.

Segundo o pesquisador Ramon Costa Alvarenga, da Embrapa Milho e Sorgo, o desafio atual é avançar do manejo reativo para o manejo preditivo, reduzindo a ocorrência antes mesmo da emergência das plantas invasoras.

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Estudo foi conduzido no Cerrado mineiro

A pesquisa foi realizada no bioma Cerrado, em Sete Lagoas (MG), na área experimental da Embrapa Milho e Sorgo. Os sistemas avaliados incluíram milho consorciado com braquiária, sorgo com braquiária, soja e pastagem de braquiária.

Os dados foram coletados em diferentes fases do ciclo produtivo, incluindo colheita, entressafra, pré-dessecação e períodos pós-emergência.

Pesquisa integra projetos nacionais de inovação em IA

O estudo faz parte de duas iniciativas de pesquisa:

  • o projeto “Soluções recomendativas e generativas baseadas em IA para aumento da eficiência, qualidade e resiliência produtiva” (SORaIA), liderado pela Embrapa;
  • o projeto “Plataforma para o monitoramento da dinâmica e recomendações de controle de populações de plantas daninhas”, vinculado ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

As iniciativas reforçam o avanço da agricultura digital no Brasil e a integração entre pesquisa científica e tecnologias emergentes.

Perspectiva: agricultura mais precisa e sustentável

Para os pesquisadores, o uso de IA no manejo de plantas daninhas representa um avanço importante rumo à agricultura de precisão. A tendência é que, com o uso de modelos preditivos, o setor consiga reduzir custos, otimizar o uso de insumos e aumentar a eficiência produtiva de forma sustentável.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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