Educação

Institutos federais apresentam projetos no Fórum Brasil-África

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Os institutos federais estão expondo projetos de inovação tecnológica aplicados ao setor produtivo durante o 1º Fórum de Reitores Brasil-África, realizado entre os dias 25 e 27 de maio, em Brasília (DF). Os estandes do evento apresentam soluções que unem ensino, pesquisa e extensão, com foco na empregabilidade e na preparação de estudantes para o mercado de trabalho. 

O polo de inovação/unidade Embrapii do Instituto Federal do Triângulo Mineiro (IFTM) levou projetos voltados ao setor sucroenergético. O professor Thiago Larquer, do Campus Patos de Minas, detalhou o desenvolvimento do Canamax, uma máquina plantadora que mecaniza o plantio vertical de cana-de-açúcar. Segundo Larquer, o método convencional é horizontal, mas pesquisas indicam que a disposição vertical eleva a produtividade em cerca de 30% e reduz o consumo de mudas em 80%. O protótipo de 8 metros de comprimento passa por testes de campo para validar o sistema de pinças que verticaliza as mudas sem operação humana direta. O IFTM também expôs o projeto Vagalume, uma máquina autônoma movida a energia solar para suplementação luminosa noturna em lavouras. 

26/05/2026 -  2° dia do I Fórum de Reitores Brasil-África.

A atuação nessas pesquisas altera a rotina acadêmica. Para o aluno Gabriel Miranda, o contato com demandas reais de empresas e o desenvolvimento de modelos 3D proporcionam uma experiência prática para a formação profissional.  

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Prática – Na área de cafeicultura, o polo de inovação/unidade Embrapii do Instituto Federal do Sul de Minas Gerais (IFSULDEMINAS) apresentou o torrador de café Stratto, equipamento elétrico com painel digital direcionado a cafés especiais. No estande do café, estudantes servem o café superior produzido na própria fazenda-escola da instituição e explicam a percepção sensorial e os métodos de torra da bebida. 

O Campus Muzambinho mantém 14 hectares de lavouras e 16 cultivares de café arábica para a formação estudantil. Eduardo Oliveira de Carvalho, aluno de engenharia agronômica e integrante do Grupo de Estudos em Cafeicultura (GCAF), explica que as atividades funcionam como extensão da sala de aula, ensinando o universitário a dialogar diretamente com o produtor rural. A estudante de tecnologia em cafeicultura Maria Eduarda Ribeiro aponta que essa prática em laboratórios capacita os jovens para o mercado do Sul de Minas, região caracterizada por pequenas propriedades familiares produtoras de café. 

Soberania – Também presente no evento, o polo de inovação/unidade Embrapii do Instituto Federal de Minas Gerais (IFMG) exibiu um sistema integrado de controle, automação e monitoramento para rastreadores solares fotovoltaicos. Desenvolvido com o objetivo de substituir tecnologias importadas em usinas solares, o projeto nacional utiliza inteligência anti-sombreamento (backtracking) e interface para monitoramento remoto por dispositivos móveis, visando à eficiência na geração de energia. 

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Inclusão – Já o polo de inovação/unidade Embrapii do Instituto Federal da Paraíba (IFPB) levou um portfólio focado em sistemas para manufatura, infraestrutura e tecnologia assistiva. Entre as inovações estão o SAF-T, sistema de monitoramento inteligente para proteção de transformadores elétricos em tempo real, a plataforma Inovalink para programação de controladores industriais e o SmartBath, um sistema de banho portátil projetado para usuários com necessidades específicas. 

Fórum Brasil-África – Organizado pelo Ministério da Educação (MEC), pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), com apoio do Ministério das Relações Exteriores (MRE), o 1º Fórum de Reitores Brasil-África visa estreitar a cooperação entre instituições federais de ensino do Brasil e instituições do continente africano. Ao longo de três dias, a programação reúne reitores e representantes acadêmicos em workshops, reuniões bilaterais e seminários.  

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec)  

Fonte: Ministério da Educação

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Educação

Fies amplia oportunidade para bolsistas parciais do Prouni

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Os estudantes pré-selecionados para bolsas parciais de 50% do Programa Universidade para Todos (Prouni), bem como aqueles que já são beneficiários desta modalidade, podem complementar o pagamento das mensalidades por meio do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). Para isso, devem concorrer a vagas do mesmo curso e turno em que possuem a bolsa, possibilitando o financiamento da parcela não coberta pelo benefício. Os interessados em acumular os dois programas podem se inscrever no processo seletivo do Fies até as 23h59 (horário de Brasília) de sexta-feira (17), pelo Portal Acesso Único ao Ensino Superior

O processo seletivo do Fies para o segundo semestre oferta 75,5 mil vagas disponibilizadas em 1.274 instituições. Ao todo, 28.741 cursos e turnos possuem vagas disponíveis para o financiamento do governo federal. 

Para conseguir utilizar os benefícios desses dois programas do Ministério da Educação (MEC) é preciso garantir a aprovação no Prouni com bolsa parcial e se inscrever no Fies para o mesmo curso, universidade, campus e turno no qual estuda ou estudará com a bolsa do Prouni.  

Prouni – Os candidatos que não foram pré-selecionados na primeira chamada do Prouni para o segundo semestre de 2026 ainda têm a oportunidade de concorrer tanto a uma bolsa do programa quanto a uma vaga no ensino superior por meio do Fies. Embora o resultado da primeira chamada do Prouni tenha sido divulgado na quarta-feira (15), os participantes que não foram contemplados nesta etapa ainda podem ser selecionados na segunda chamada ou por meio da lista de espera. Paralelamente, também podem disputar uma vaga de financiamento estudantil ao se inscrever no processo seletivo do Fies até sexta-feira (17).  

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A segunda chamada do Prouni será divulgada no dia 5 de agosto, com o período para comprovação de informações da inscrição de 5 a 14 de agosto, direto na instituição de ensino para a qual o candidato tenha sido pré-selecionado. Outra oportunidade de conquistar a bolsa do Prouni é a lista de espera, para a qual o período para manifestar interesse em participar é de 26 a 27 de agosto. A divulgação da lista será no dia 1° de setembro, e a comprovação das informações de inscrição dos pré-selecionados deve ser feita entre 1° e 14 de setembro.  

Fies Social – O processo seletivo do Fies inclui a reserva de 50% das vagas para estudantes com renda familiar por pessoa de até meio salário mínimo e com inscrição ativa no Cadastro Único para programas sociais do governo federal (CadÚnico). Pré-selecionados que atendam às regras do Fies Social poderão financiar até 100% dos encargos educacionais, o que cobre os valores das mensalidades.  

Os estudantes pré-selecionados com renda familiar per capita de até meio salário mínimo, inscritos nas vagas do Fies Social, estão dispensados da comprovação da renda familiar junto à Comissão Permanente de Supervisão e Acompanhamento (CPSA), mas devem comparecer à comissão para validação das demais informações. Caso a CPSA identifique, entre as informações prestadas, discrepância referente à renda familiar declarada, poderá ser exigida a apresentação de documentação complementar para comprovação.   

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Os pré-selecionados para as vagas destinadas às pessoas com deficiência, tanto no Fies Social como no Fies, deverão comprovar sua condição por meio de laudo médico, atestando a espécie e o grau da deficiência, com expressa referência ao código correspondente da Classificação Internacional de Doenças (CID).  

Confira o cronograma completo do Fies para o segundo semestre de 2026:  

Inscrições: 14 a 17 de julho  
Resultado: 30 de julho  
Complementação das inscrições: 31 de julho a 4 de agosto  
Lista de Espera: 7 a 24 de setembro  

Fies – O Fundo de Financiamento Estudantil é um programa do MEC instituído pela Lei nº 10.260, de 12 de julho de 2001. Seu objetivo é conceder financiamento a estudantes de cursos de graduação em instituições de educação superior privadas que aderirem ao programa e possuírem avaliação positiva no Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes).  

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Superior (Sesu)     

Fonte: Ministério da Educação

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