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Lucro da São Martinho dispara 64,6% no 4º trimestre da safra 2025/26 e reforça avanço no setor sucroenergético

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A São Martinho encerrou o quarto trimestre da safra 2025/26 com lucro líquido de R$ 172,8 milhões, resultado 64,6% superior ao registrado no mesmo período da temporada anterior. No acumulado da safra, o lucro líquido alcançou R$ 836,2 milhões, avanço de 50,2% na comparação anual.

O desempenho foi impulsionado pela melhora do resultado operacional, reconhecimento de créditos tributários e pela estratégia comercial adotada pela companhia no mercado de etanol, segmento que segue como um dos principais motores de crescimento do setor sucroenergético brasileiro.

Receita líquida supera R$ 2,2 bilhões com avanço do etanol

A receita líquida da companhia somou R$ 2,24 bilhões no quarto trimestre da safra, crescimento de 29,1% frente ao mesmo período da safra 2024/25.

O principal destaque veio da operação de etanol, cuja receita avançou 43,1%, sustentada pelo aumento de 37,6% no volume comercializado e pela valorização de 4% nos preços médios do biocombustível.

Já a receita com açúcar registrou crescimento de 16,7%, impulsionada pelo maior volume vendido, apesar da pressão negativa causada pela retração dos preços internacionais da commodity.

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EBITDA da São Martinho ultrapassa R$ 1 bilhão no trimestre

O EBITDA ajustado da São Martinho atingiu R$ 1,09 bilhão no 4T26, alta de 41,9% em relação ao mesmo intervalo do ciclo anterior. A margem EBITDA ficou em 48,8%, refletindo ganhos operacionais e eficiência industrial.

No acumulado da safra 2025/26, o EBITDA ajustado totalizou R$ 3,5 bilhões, crescimento de 1,7%.

Segundo a companhia, o resultado reflete a recuperação da eficiência agroindustrial, aliada à estratégia de comercialização adotada em um ambiente marcado pela volatilidade nos mercados de açúcar e etanol.

Moagem de cana se mantém estável e etanol de milho ganha espaço

Na operação agroindustrial, a companhia processou cerca de 21,9 milhões de toneladas de cana-de-açúcar na safra 2025/26, volume praticamente estável em relação ao ciclo anterior.

A produção total de ATR (Açúcar Total Recuperável) recuou 2%, encerrando a safra em 3,04 milhões de toneladas.

Já a operação de etanol de milho ampliou participação no portfólio da empresa, adicionando 220,9 mil metros cúbicos de etanol e 138,6 mil toneladas de DDGs, coproduto utilizado na nutrição animal.

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Companhia projeta moagem recorde e crescimento do ATR em 2026/27

Para a safra 2026/27, a São Martinho projeta recuperação operacional, com expectativa de crescimento de 10,7% no ATR e moagem recorde de aproximadamente 23,7 milhões de toneladas de cana-de-açúcar.

A companhia também segue ampliando investimentos estratégicos. Os aportes em expansão somaram R$ 662,9 milhões na safra 2025/26, com foco na segunda fase do projeto de etanol de milho, aquisição de ativos biológicos da Usina Santa Elisa, projetos de irrigação e produção de biometano.

Além disso, o capex de manutenção atingiu R$ 1,97 bilhão, enquanto os investimentos voltados à melhoria operacional totalizaram R$ 168,8 milhões ao longo da temporada.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Sumitomo Chemical e Cocatrel impulsionam cafeicultura sustentável com certificação carbono neutro em Minas Gerais

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A sustentabilidade ganhou protagonismo na cafeicultura mineira com uma iniciativa inédita entre a Sumitomo Chemical e a Cooperativa dos Cafeicultores da Zona de Três Pontas (Cocatrel). A parceria resultou na certificação Carbono Neutro de cinco cooperados do Sul de Minas Gerais, consolidando práticas agrícolas de baixo impacto ambiental e reforçando a competitividade do café brasileiro nos mercados nacional e internacional.

O reconhecimento foi oficializado durante a 29ª edição da Expocafé, em Três Pontas (MG), e confirma que as propriedades certificadas conseguiram remover mais carbono do que emitiram ao longo do processo produtivo. A iniciativa faz parte do programa “Café Carbono Neutro”, desenvolvido pela Sumitomo Chemical com apoio técnico da consultoria E2Carbon.

Segundo Renata Bergamo, gerente sênior de Stewardship, Sustentabilidade e Propriedade Intelectual LATAM da Sumitomo Chemical, o projeto representa um avanço importante para a cadeia produtiva do café.

“Estamos realizando um trabalho pioneiro junto às cooperativas para que cafeicultores obtenham a certificação de carbono neutro para café. Essa iniciativa reforça o compromisso da Sumitomo Chemical com práticas sustentáveis no agronegócio brasileiro”, afirma.

Cafeicultura sustentável ganha força no Sul de Minas

A ação envolveu propriedades localizadas em importantes regiões cafeeiras de Minas Gerais. Entre as fazendas certificadas estão Jaraguaia, Mina D’água, Faxina e Pinhal, em Três Pontas; Santa Edwirges, em Boa Esperança; e Terras Altas, em Luminárias.

Para os produtores, a certificação representa não apenas reconhecimento ambiental, mas também valorização comercial do café produzido.

O cooperado Antônio Machado Neto, da Fazenda Jaraguaia, destacou a importância da parceria para alcançar os resultados.

“Esse reconhecimento valida nosso compromisso com a terra e com as próximas gerações. O apoio da Cocatrel e da Sumitomo Chemical foi essencial para consolidar práticas sustentáveis e alcançar a neutralização das emissões”, ressalta.

Já os cooperados Aurélio Felizali e Sylvia Meinberg Felizali, da Fazenda Terras Altas, reforçam que a certificação ajuda a desmistificar críticas ao agronegócio.

“Receber uma certificação desse nível, com metodologia rigorosa e parceiros qualificados, comprova com números que o agro brasileiro pode ser altamente sustentável”, afirmam.

Como funciona a certificação carbono neutro no café

O programa “Café Carbono Neutro” realiza uma análise detalhada das emissões e remoções de carbono nas propriedades cafeeiras. O estudo avalia fatores como uso de fertilizantes nitrogenados, aplicação de calcário, consumo de combustível, secagem do café e operação de máquinas agrícolas.

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Após o levantamento das emissões, são mapeadas as fontes de captura de carbono presentes nas propriedades, incluindo:

  • Conversão de áreas degradadas em lavouras de café;
  • Incremento de biomassa das plantas;
  • Uso de plantas de cobertura;
  • Adubação verde;
  • Manejo sustentável do solo.

De acordo com Rafael Melo, CEO da E2Carbon, responsável pela certificação, o balanço entre emissões e remoções determina a neutralização da pegada de carbono das lavouras.

“A metodologia aplicada mensura as emissões de gases de efeito estufa e quantifica a captura de carbono nas propriedades. Com isso, é possível validar tecnicamente a neutralização das emissões e conceder o Selo Carbono Neutro aos produtores”, explica.

O selo poderá ser utilizado pelos cafeicultores ao longo de 2026 em estratégias comerciais, materiais de marketing e negociações com compradores nacionais e internacionais.

Certificação amplia oportunidades para o café brasileiro

Além da valorização da produção sustentável, a certificação também fortalece a presença do café brasileiro em mercados mais exigentes, especialmente na Europa, onde cresce a demanda por produtos com menor impacto ambiental.

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Segundo a Sumitomo Chemical, o selo se torna um diferencial competitivo importante, posicionando o café brasileiro como um produto premium associado à responsabilidade ambiental.

“O reconhecimento amplia oportunidades comerciais e fortalece a imagem do café nacional no cenário global”, destaca Renata Bergamo.

Inventário de carbono fortalece gestão sustentável da Cocatrel

A parceria também contribuiu para a realização do inventário de carbono da própria Cocatrel. O levantamento avaliou 45 unidades da cooperativa, considerando emissões relacionadas ao consumo de energia elétrica, combustíveis, água e demais insumos operacionais.

A gerente do Departamento de Sustentabilidade da Cocatrel, Thamiris Bandoni, afirma que o inventário é estratégico para orientar futuras ações ambientais.

“O monitoramento das emissões é essencial para desenvolver estratégias de redução da pegada de carbono, atender às exigências do mercado e fortalecer a responsabilidade ambiental da cooperativa”, explica.

Programa Matsu fortalece cooperativas e sustentabilidade no agro

A iniciativa faz parte do programa “Matsu”, lançado recentemente pela Sumitomo Chemical para estreitar o relacionamento com cooperativas brasileiras.

O nome, que significa “pinheiro” em japonês, simboliza força, longevidade e resiliência — valores que norteiam o desenvolvimento de um agronegócio mais sustentável e preparado para os desafios futuros.

Com iniciativas como essa, Sumitomo Chemical e Cocatrel reforçam o protagonismo da cafeicultura brasileira na adoção de práticas sustentáveis, alinhadas às exigências globais de rastreabilidade, responsabilidade ambiental e redução das emissões de carbono.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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