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Integrada amplia produção de laranja no Paraná e fortalece cadeia industrial de sucos

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A Integrada Cooperativa Agroindustrial avança em sua estratégia de expansão na citricultura com investimentos robustos na produção de laranja e no fortalecimento da cadeia industrial de sucos no Paraná. O principal movimento ocorre na Fazenda Água Branca, localizada em Cornélio Procópio, no Norte do Estado, considerada um projeto estratégico para ampliar a segurança de abastecimento e aumentar a competitividade da cooperativa no mercado nacional e internacional.

Instalada às margens da Rodovia PR-160, a propriedade possui cerca de 900 hectares, dos quais aproximadamente 550 hectares já são destinados aos pomares de laranja. Outros 120 hectares são utilizados para o cultivo de eucalipto, enquanto áreas de preservação ambiental integram o planejamento sustentável do empreendimento.

O projeto prevê a implantação de cerca de 315 mil plantas de laranja. Até o momento, mais de 290 mil mudas já foram plantadas desde o início das operações, em novembro de 2024. Os primeiros 50 mil pés estão em desenvolvimento e devem iniciar a produção comercial a partir de setembro de 2027.

Investimento fortalece expansão da citricultura

Segundo o coordenador de Citricultura da Integrada, Carlos Aravechia, a nova área representa um passo importante para consolidar o crescimento da cooperativa no setor.

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De acordo com ele, o foco está na construção de um pomar moderno, alinhado à produtividade, qualidade e sustentabilidade, ampliando o fornecimento de frutas para a indústria e fortalecendo a participação da citricultura dentro da cooperativa.

A produção da Fazenda Água Branca será direcionada à Unidade Industrial de Sucos (UIS), localizada em Uraí (PR). A planta industrial possui capacidade superior a 2 milhões de caixas de frutas processadas por ano.

Além do suco concentrado de laranja destinado à exportação, a unidade também produz derivados de alto valor agregado, como D-Limoneno e óleos essenciais utilizados pelas indústrias química, farmacêutica e de cosméticos.

Maior oferta de frutas deve reduzir custos industriais

Para o gerente industrial da UIS, João Victor Almado, o investimento traz impactos positivos para toda a cadeia produtiva da cooperativa.

Segundo ele, o aumento da disponibilidade de frutas próprias permitirá maior previsibilidade no abastecimento industrial, ganhos de eficiência operacional e redução de custos na produção de sucos nos próximos anos.

A estratégia também busca fortalecer a integração entre produção agrícola e indústria, reduzindo a dependência de terceiros e aumentando a competitividade da Integrada no mercado global de sucos cítricos.

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Projeto aposta em sustentabilidade e preservação ambiental

Além da expansão produtiva, a Fazenda Água Branca incorpora práticas voltadas à conservação ambiental. Parte da área é mantida com vegetação nativa preservada, integrada a reservatórios e corredores ecológicos que favorecem a biodiversidade e contribuem para o equilíbrio ambiental da região.

A proposta reforça o alinhamento da cooperativa com práticas sustentáveis e exigências cada vez maiores dos mercados consumidores internacionais.

Estratégia mira crescimento das exportações

Durante visita técnica à propriedade, o gerente de Exportação da Integrada, Wagner Gund, destacou que o projeto possui papel estratégico no fortalecimento da presença internacional da cooperativa.

Segundo ele, a ampliação da base produtiva própria aumenta a segurança de abastecimento para a produção de suco concentrado congelado de laranja (FCOJ) e óleos cítricos, oferecendo maior previsibilidade, consistência e confiabilidade aos clientes globais.

A expectativa da cooperativa é que o investimento contribua para sustentar o crescimento das exportações nos próximos anos, consolidando a Integrada como referência no setor citrícola brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações do agronegócio de Minas Gerais alcançam US$ 5,8 bilhões e mantêm estado entre líderes nacionais

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As exportações do agronegócio de Minas Gerais somaram US$ 5,8 bilhões entre janeiro e abril de 2026, consolidando o estado entre os três maiores exportadores do setor no Brasil. No período, foram embarcadas 4,8 milhões de toneladas de produtos agropecuários para mais de 160 países.

Apesar da retração de 11,9% no valor exportado e de 9,3% no volume em comparação ao mesmo período de 2025, Minas Gerais respondeu por 10,6% das exportações do agronegócio brasileiro, mantendo posição de destaque no comércio exterior nacional.

Segundo análise da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), a redução está concentrada em segmentos específicos de grande representatividade, especialmente café e complexo sucroalcooleiro, enquanto diversas outras cadeias produtivas apresentaram crescimento.

Diversificação fortalece desempenho do agro mineiro

De acordo com a assessora técnica da Seapa, Manoela Teixeira, o resultado evidencia o avanço da diversificação das exportações do estado.

Segmentos como carnes, sementes, algodão, papel, animais vivos, couros, frutas e bebidas registraram desempenho positivo, contribuindo para ampliar a presença de Minas Gerais em diferentes mercados internacionais.

O estado também mantém liderança em importantes cadeias exportadoras. No primeiro quadrimestre, Minas respondeu por:

  • 71% das exportações brasileiras de café;
  • 30,5% dos produtos apícolas;
  • 20,4% dos lácteos;
  • 12,8% das rações para animais;
  • 11,9% dos produtos hortícolas, leguminosas, raízes e tubérculos.

Ao todo, mais de 500 produtos diferentes foram comercializados no mercado internacional durante o período.

Café continua liderando exportações

O café permaneceu como principal produto da pauta exportadora mineira, gerando receita de US$ 3,2 bilhões.

Foram embarcadas aproximadamente 7,4 milhões de sacas ao exterior, porém o segmento registrou retração de 17,5% em valor e de 26% em volume na comparação com o primeiro quadrimestre do ano anterior.

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Mesmo com a queda, o produto continua sendo o principal responsável pelo desempenho do agronegócio estadual e pela forte presença mineira no comércio internacional.

Complexo soja mantém segunda posição

O complexo soja, formado por grãos, farelo e óleo, ocupou a segunda colocação entre os produtos mais exportados pelo estado.

As vendas externas totalizaram US$ 1,14 bilhão, com embarques de 2,71 milhões de toneladas.

Em relação ao mesmo período de 2025, houve redução de 2,8% na receita e de 8,9% no volume exportado.

Carnes lideram crescimento entre os principais setores

O grande destaque positivo do quadrimestre foi o segmento de carnes bovina, suína e de frango.

As exportações do setor alcançaram US$ 576,7 milhões e 160 mil toneladas, representando crescimento de 8,2% em valor e de 0,7% em volume.

A valorização da carne bovina no mercado internacional foi um dos principais fatores responsáveis pelo avanço da receita, reforçando a importância do segmento na pauta exportadora mineira.

Complexo sucroalcooleiro registra retração

As exportações do complexo sucroalcooleiro somaram US$ 268,7 milhões entre janeiro e abril.

O resultado representa queda de 22,9% na receita e recuo de 2,7% no volume embarcado em comparação ao mesmo período do ano passado.

A redução do valor médio da tonelada exportada foi um dos fatores que mais contribuíram para o desempenho negativo do setor.

União Europeia permanece principal destino

A União Europeia consolidou-se como o principal mercado para os produtos do agronegócio mineiro.

O bloco econômico importou US$ 1,7 bilhão em produtos do estado no primeiro quadrimestre, equivalente a 29,6% de toda a pauta exportadora do agro mineiro.

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Na comparação anual, houve queda moderada de 2,9% no valor e de 2,5% no volume embarcado.

O café continua dominando as vendas para o mercado europeu, representando 94,4% do valor exportado ao bloco.

Por outro lado, alguns segmentos vêm ampliando sua participação. Os produtos florestais registraram crescimento de 42,8% na receita, enquanto as exportações de carnes mais que dobraram, indicando oportunidades de diversificação e agregação de valor.

Mercosul amplia volume importado

Os países do Mercosul — Argentina, Uruguai, Paraguai e Bolívia — adquiriram US$ 82 milhões em produtos do agronegócio mineiro no período.

Embora a receita tenha recuado 2,1%, o volume exportado cresceu 10,1%, refletindo ajustes nos preços médios dos produtos comercializados.

A Argentina respondeu por 63,2% das compras do bloco, seguida por Uruguai, Paraguai e Bolívia.

Diferentemente da União Europeia, a pauta exportadora para o Mercosul apresenta maior diversidade. O café representa 38,3% das vendas, seguido por cacau e derivados, carnes, produtos vegetais, hortaliças, tubérculos, produtos florestais e alimentos processados.

Essa característica amplia as oportunidades para a indústria agroalimentar mineira, especialmente em segmentos de maior valor agregado, como bebidas, chocolates, lácteos e cafés especiais.

Perspectiva

Mesmo diante da retração observada no primeiro quadrimestre, Minas Gerais mantém posição estratégica no comércio exterior do agronegócio brasileiro. A força do café, o avanço das exportações de carnes e a crescente diversificação da pauta exportadora reforçam a competitividade do estado e ampliam as oportunidades de crescimento em mercados internacionais cada vez mais exigentes.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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