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Frango vivo dispara em maio e amplia rentabilidade da avicultura, enquanto preços dos ovos recuam ao menor nível em quatro anos

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O mercado avícola brasileiro encerra maio com movimentos distintos entre os segmentos de frango e ovos. Enquanto as cotações do frango vivo registram forte recuperação e elevam a rentabilidade dos produtores paulistas, o setor de ovos enfrenta pressão sobre os preços diante do consumo mais lento na segunda quinzena do mês.

Levantamentos do Cepea mostram que o poder de compra do avicultor paulista atingiu o maior patamar desde dezembro do ano passado, impulsionado pela valorização do frango vivo e pela retração nos preços dos principais insumos da atividade, especialmente milho e farelo de soja.

Frango vivo sobe quase 14% em maio

Segundo dados do Cepea, o preço médio do frango vivo negociado no estado de São Paulo avançou 13,8% na parcial de maio, até o dia 27, frente ao mês anterior, alcançando média de R$ 5,07 por quilo.

O movimento interrompe uma sequência de seis meses consecutivos de desvalorização no mercado avícola. De acordo com pesquisadores do Cepea, a reação dos preços ocorreu após ajustes nos alojamentos realizados pelo setor, em resposta ao período anterior de vendas mais fracas.

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A estratégia ajudou a equilibrar a oferta e a demanda, favorecendo a recuperação das cotações no mercado interno.

Poder de compra do avicultor cresce

Com a valorização do frango vivo e o recuo dos custos dos insumos, o produtor paulista ganhou competitividade e capacidade de compra.

Na relação de troca calculada pelo Cepea, considerando os preços médios do frango vivo em São Paulo e os valores do milho e da soja na região de Campinas (SP), o avicultor conseguiu adquirir, em maio:

  • 2,95 quilos de soja com a venda de um quilo de frango vivo;
  • 4,63 quilos de milho por quilo de ave comercializada.

Os índices representam alta de 15,5% na relação com a soja e avanço de 17,7% frente ao milho na comparação com abril.

O cenário melhora as margens do setor e traz alívio aos custos de produção da cadeia avícola, que vinha enfrentando pressão nos últimos meses.

Mercado de ovos perde força na segunda quinzena

Em direção oposta, o mercado de ovos registrou enfraquecimento das cotações ao longo de maio. Apesar de uma recuperação moderada na primeira metade do mês, os preços médios da parcial até o dia 27 ficaram abaixo dos registrados em abril nas regiões monitoradas pelo Cepea.

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Em termos reais, os valores atuais representam o menor patamar para o período desde 2022.

Segundo pesquisadores do Cepea, a comercialização perdeu ritmo na segunda quinzena de maio, refletindo a demanda mais fraca típica do encerramento do mês, quando o consumo tende a diminuir.

Mesmo com a desaceleração das vendas, a oferta relativamente equilibrada nas granjas ajudou a sustentar os preços durante grande parte do período. Nos últimos dias do mês, entretanto, produtores passaram a conceder descontos pontuais para acelerar o giro dos estoques.

Expectativa é de reação da demanda em junho

A expectativa do mercado é de recuperação gradual da liquidez com a virada do mês. Historicamente, o início de cada mês costuma trazer melhora no consumo de ovos, favorecendo a retomada das negociações e maior estabilidade nos preços.

O comportamento da demanda doméstica seguirá sendo o principal fator monitorado pelo setor avícola nas próximas semanas, tanto para o mercado de ovos quanto para o segmento de carne de frango.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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MMA promove 1º diálogo internacional sobre pagamentos por serviços ambientais em Brasília

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A Assessoria Especial de Meio Ambiente e Economia do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) promoveu o 1º Diálogo Internacional sobre Pagamentos por Serviços Ambientais (PSA), em Brasília (DF), entre os dias 19 e 21 de maio.

O evento inaugura uma série de quatro Diálogos Internacionais, concebidos como uma plataforma de intercâmbio técnico entre pares sobre os desafios estruturais e operacionais de programas de PSA.

“O Brasil, por sua megadiversidade e pela ampla experiência acumulada em projetos de Pagamento por Serviços Ambientais, já se consolida como uma referência internacional na promoção da troca de experiências e do intercâmbio global. Esse protagonismo é fundamental para construirmos caminhos voltados ao financiamento sustentável e permanente, capazes de garantir a conservação dos ecossistemas e valorizar, por meio de mecanismos de incentivos, àqueles que mantêm a floresta em pé”, avaliou a secretária-executiva do MMA, Anna Flávia Franco.

Durante os três dias de programação, representantes de mais de vinte países do sul global participaram de atividades voltadas à aprendizagem e à troca de experiências, com abordagem orientada aos desafios operacionais enfrentados pelos países. A programação teve foco na prática antes da teoria, priorizando evidências de implementação, arranjos institucionais, fluxos financeiros e mecanismos operacionais.

Política Nacional de PSA

Em 2021, o Governo do Brasil instituiu a Política Nacional de Pagamento por Serviços Ambientais, estabelecendo o arcabouço jurídico necessário para avançar na agenda da sustentabilidade no país. A política reconhece e valoriza atividades humanas que contribuem para a conservação e a recuperação dos recursos naturais, gerando benefícios ambientais e impulsionando o ganho de escala da restauração florestal no Brasil.

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Atualmente, diversas iniciativas locais promovem a proteção e a restauração de florestas por meio de mecanismos de PSA.

Cooperação 

Cada evento irá explorar um tema específico e, no Brasil, o foco esteve em mecanismos de financiamento de PSA. Para Simone Bauch, chefe da ASECON, os programas de Pagamento por Serviços Ambientais dependem de financiamento previsível e de longo prazo para alcançar os resultados esperados. “No contexto geopolítico atual, marcado pela redução da Assistência Oficial ao Desenvolvimento (ODA), é imprescindível ampliar o debate sobre soluções financeiras inovadoras para viabilizar e sustentar programas de PSA em escala”, destacou.

Segundo Simone, discutir as experiências de financiamento de PSA entre diferentes países foi o principal objetivo desta primeira edição do Diálogo Internacional em Brasília. Ao longo dos três dias, os participantes compartilharam diferentes arranjos institucionais, fontes de financiamento e modelos operacionais, promovendo um intenso intercâmbio entre governos, parceiros de desenvolvimento, financiadores e organizações internacionais.

O encontro também abriu espaço para o fortalecimento de conexões entre os participantes e para o início da construção de uma Comunidade Global de Prática sobre PSA, concebida como um espaço contínuo de troca entre pares para acelerar aprendizagem, aproximar experiências e apoiar o avanço da implementação de programas em diferentes contextos.

Este evento contou com a parceria de mais de 12 organizações que juntas construíram o ambiente de cooperação radical entre instituições e países que marcou o diálogo. Estes incluem o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), através do projeto Floresta+, a Cooperação Brasil-Alemanha para o Desenvolvimento Sustentável, com implementação da Deutsche Gesellschaft für Internationale Zusammenarbeit (GIZ) GmbH, o World Bank Group através do projeto NBS Invest, Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Banco de Desenvolvimento Alemão – Kreditanstalt für Wiederaufbau(KfW), Instituto Mundial de Recursos (World Resources Institute – WRI), Fundo Mundial para a Natureza (World Wide Fund for Nature – WWF), Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA / United Nations Environment Programme – UNEP), Iniciativa para as Florestas da África Central (Central African Forest Initiative – CAFI) e Instituto Clima e Sociedade (iCS – Institute for Climate and Society) e a Embaixada de Portugal/Camões – Instituto da Cooperação e da Língua, que também apoiaram a realização da iniciativa. Cada um destes parceiros contribuiu com as iniciativas em implementação para somar na construção do diálogo e da comunidade de prática.

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Próximos passos

Em outubro, a Costa Rica sediará o 2º Diálogo Internacional, que terá como tema a governança e normativas para programas de PSA.

“Participar deste primeiro diálogo nos deu a oportunidade de compartilhar experiências e os avanços que já temos em nossa região. Esse espaço permitiu criar uma verdadeira comunidade que contribuirá para o fortalecimento das iniciativas de PSA em diferentes níveis. Nosso próximo encontro, em outubro, será uma continuidade desse processo, com foco na governança e na experiência dos produtores rurais nos territórios”, destacou Gilmar Navarrete Chacon, representante do Fundo Nacional de Financiamento Florestal (FONAFIFO) da Costa Rica.

 Assessoria Especial de Comunicação Social do MMA
[email protected]
(61) 2028-1227/1051
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Fonte: Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

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