Saúde

Em Sergipe, Lula e Padilha visitam primeiro hospital oncológico interestadual do país e anunciam R$ R$ 225 milhões para novos equipamentos cirúrgicos

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O presidente da república, Luiz Inácio Lula da Silva, e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, visitaram nesta sexta-feira (29/05), em Sergipe, o Hospital de Amor Interestadual de Lagarto, o primeiro oncológico interestadual do país. A unidade passa a ser referência no combate ao câncer, atendendo 153 municípios de Sergipe, Alagoas, Bahia e Pernambuco. Para a implantação e funcionamento da unidade, o Ministério da Saúde destinou R$ 137,5 milhões, garantindo atendimento 100% SUS para 2,9 milhões de pessoas. Na agenda, também foi anunciado um investimento de R$ 225 milhões para compra de combos de equipamentos cirúrgicos, que beneficiará pacientes de todo o Brasil.

“Esse anúncio que estamos fazendo na saúde faz parte de uma transformação muito maior. Hoje, a pessoa mais pobre deste país, a pessoa mais pobre de Sergipe, se precisar fazer radioterapia, vai ser atendida na mesma máquina utilizada pelo presidente dos Estados Unidos”, destacou o presidente Lula.

Integrado ao programa Agora Tem Especialistas, o Hospital de Amor Interestadual de Lagarto foi estruturado para ser referência no Nordeste ao levar diagnóstico e tratamento de câncer a regiões antes desassistidas, fora dos grandes centros.  O serviço faz parte de uma rede nacional, com novas implantações previstas no Ceará e em Pernambuco.

“O SUS é muito grande, e possui diversos tipos de hospitais, mas o Hospital de Amor está fazendo história: é o primeiro que surge como unidade interestadual de cuidado ao povo brasileiro. Graças a parceria do Governo do Brasil com os estados foi possível criar um local que parecia impossível de ser feito. Os pacientes vão poder realizar seus tratamentos com mais conforto, mais perto das famílias”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

O hospital possui 58 leitos clínicos, cirúrgicos e de UTI, além de estrutura para consultas, exames e pequenas cirurgias. A unidade também oferece tratamento oncológico com quimioterapia, radioterapia, braquiterapia e laboratório em patologia. A expectativa é realizar mais de 2 mil cirurgias oncológicas por ano, 17 mil procedimentos de quimioterapia e cerca de 1,2 mil de radioterapia, reduzindo o tempo de espera por atendimento.

Foto: Marco Loli/MS
Foto: Marco Loli/MS
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Mais cirurgias e menos tempo de espera

A agenda de hoje também representa um marco para a ampliação do acesso a cirurgias no Brasil. O presidente Lula e o ministro Alexandre Padilha assinaram o contrato para a entrega de mais 150 combos de equipamentos para cirurgias gerais e oftalmológicas, com investimento de R$ 225 milhões. A iniciativa permitirá a abertura de 150 novas salas cirúrgicas no país. Ao todo, 138 municípios, nas 27 unidades federativas, serão contemplados.

Os combos para cirurgia geral contam com seis equipamentos cada, voltados a procedimentos como vasectomia e laqueadura. Já os combos oftalmológicos possuem cinco equipamentos cada, com foco em cirurgias de maior complexidade, como as de catarata. Com a entrega, o SUS reduzirá o tempo de espera por cirurgias, em alinhamento com o programa Agora Tem Especialistas. A medida também vai modernizar os procedimentos e reduzir o tempo de internação e as complicações pós-operatórias, além de fortalecer a indústria nacional de saúde.

Lagarto (SE) ganha policlínica e novo tomógrafo

Lagarto também inicia, nesta sexta-feira, a construção de uma nova policlínica no município, a partir da assinatura da Ordem de Serviço realizada por Lula e Padilha. A unidade contará com R$ 30 milhões em recursos, por meio do Novo PAC Saúde, e beneficiará 260 mil sergipanos. A estrutura vai garantir mais acesso da população a áreas como ginecologia, cardiologia, ortopedia, oftalmologia, otorrinolaringologia, endocrinologia e pediatria.

Ao longo da programação, o ministro da Saúde anunciou a entrega de um novo tomógrafo para o Hospital do Câncer de Sergipe Governador Marcelo Déda Chagas. O equipamento será entregue nos próximos dias e foi adquirido com R$ 2,15 milhões do Novo PAC Saúde. Com a instalação aparelho será possível acelerar a capacidade de diagnóstico e acompanhamento de pacientes oncológicos. 

Foto: João Risi / MS
Foto: João Risi / MS

Agora Tem Especialistas abre Hospital privado de Sergipe para o SUS

Para ampliar o atendimento em exames e cirurgias de alta e média complexidade no estado, o ministro da Saúde assinou, também na agenda, um acordo com a Associação Hospitalar de Sergipe para ofertar procedimentos gratuitos para o SUS por meio do Agora Tem Especialistas. Com a adesão, o Governo do Brasil garante R$ 1,2 milhão em 624 procedimentos a mais por ano na rede pública para pacientes agendados e encaminhados pela secretaria local. Serão ofertadas retirada de tumor de pele, histerectomia e vasectomia, laqueadura e retirada de vesícula. Em troca do atendimento, o hospital receberá créditos financeiros para abater tributos federais vencidos ou a vencer.

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Novos veículos reforçam transporte de pacientes em sete estados

Lula e Padilha realizaram ainda uma grande entrega de 406 veículos para sete estados. São 309 veículos do programa Agora Tem Especialistas – Caminhos da Saúde para transporte de pacientes do SUS que precisam de atendimento fora de seus municípios. Além do Sergipe, os estados de Pernambuco, Pará, Paraíba, Alagoas, Paraná e São Paulo receberão os micro-ônibus e vans da iniciativa do Governo do Brasil.

É a primeira vez na história que o Ministério da Saúde investe diretamente na compra de veículos para doação a regiões de saúde de todo o país. Serão 3,3 mil veículos para todas as unidades federativas, com um investimento de mais de R$ 1,4 bilhão.  

Além disso, também foram entregues 87 Unidades Odontológicas Móveis para municípios de Sergipe e outros cinco estados, levando o acesso à saúde bucal em regiões mais vulneráveis. Mais 10 ambulâncias do SAMU 192 foram destinadas a São Paulo e Paraíba. O recurso federal soma R$ 36,5 milhões nos dois tipos de veículos.
 
Profissionais sanitaristas em Sergipe

O ministro da Saúde entregou a Carteira Nacional de Sanitaristas para Cláudia Santos, Ana Santana, Priscilla Batista, Ilnar Pereira e Karolinne Cavalcante, profissionais homenageados na ocasião. A regulamentação da profissão contribui para a segurança institucional e valorização de uma categoria fundamental para o planejamento, a gestão e a implementação de respostas aos desafios sanitários.

Foto: Marco Loli/MS
Foto: Marco Loli/MS

Eduarda Paixão
Rafaelle Silva
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Saúde

Ministério da Saúde detalha processo de transição de insulina glargina para secretários municipais

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O processo de nacionalização da insulina análoga de ação prolongada, a glargina, no Sistema Único de Saúde (SUS) foi destacado pelo Ministério da Saúde(MS) nesta segunda-feira (13/7), durante o 39º Congresso Nacional do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), na capital gaúcha. O tema foi apresentado no seminário que abordou estratégias para organizar fluxos assistenciais, logística, dispensação e acompanhamento clínico a partir da perspectiva da regionalização da saúde pública.

Inicialmente, a nacionalização da glargina atenderá crianças e adolescentes de 2 a menores de 18 anos com diabetes tipo 1 e pessoas com 70 anos ou mais com os tipos 1 e 2, explicou a secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde do (MS), Fernanda De Negri. “A gente começou separando por faixa etária justamente para poder fazer essa migração gradual. À medida que todos esses pacientes tiverem acesso à glargina, a gente ampliará o público-alvo”, informou.

A secretária ressaltou que a inclusão do medicamento foi necessária para mitigar o cenário de desabastecimento global da insulina NPH por parte dos fabricantes, já que a NPH ainda representa 90% da insulina utilizada no SUS.

Nesse cenário, o acesso à glargina em escala foi viabilizado por meio de uma Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP), instrumento do Ministério da Saúde que aproxima instituições públicas e empresas privadas para fomentar a produção pública nacional de tecnologias consideradas estratégicas para o SUS.

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“Essa janela de oportunidade da PDP veio justamente no momento em que nos possibilitou ter mais segurança para fazer essa migração de forma previsível e gradual, de modo a não deixar o paciente do SUS sem medicamento e, ao mesmo tempo, começar a oferecer uma insulina de maior qualidade”, reforçou.

Em sua fala, Fernanda De Negri pontuou que a transição estabeleceu ainda ações de treinamento voltadas às equipes de Atenção Primária à Saúde (APS) e de Assistência Farmacêutica locais. Para apoiar esses processos, o Ministério da Saúde disponibilizou materiais técnicos e ofertou cerca de 130 oficinas em conjunto com o Conasems. 

Distribuição

O envio da insulina aos estados e municípios tem sido realizado com base no planejamento e nas solicitações periódicas das secretarias de saúde estaduais e municipais. Após o recebimento dos lotes em cada região, o medicamento estará disponível para a população nas farmácias da Atenção Primária, como as das Unidades Básicas de Saúde (UBS), de acordo com a organização de cada município.

Benefícios

Os benefícios da glargina também foram destacados, entre eles está o maior tempo de ação, que garante cobertura de até 24 horas para a maioria dos pacientes. Além disso, o medicamento oferece mais segurança ao reduzir o risco de episódios de hipoglicemia, especialmente durante o período noturno. Outro diferencial é a estabilidade e a praticidade que proporciona: ela promove menor oscilação nos níveis de glicose no sangue e dispensa preparação prévia, diferentemente da insulina NPH, que exige agitação antes do uso.

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Projeto-piloto

A secretária ressaltou que a transição foi estruturada por um grupo de trabalho específico, composto por representantes de diversos setores. O planejamento incluiu a implementação de um projeto-piloto, iniciado em março deste ano no Amapá, Distrito Federal, Paraíba e Paraná, voltado a crianças e adolescentes (de 2 a 17 anos) com diabetes tipo 1, além de idosos com 80 anos ou mais que convivem com o tipo 1 e 2.

A iniciativa permitiu acompanhar a utilização da insulina glargina em condições reais de atendimento, avaliar aspectos operacionais, identificar gargalos logísticos e subsidiar os ajustes necessários para a implementação em todo o país.

Rodrigo Eneas
Roberta Paola
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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